Taxas de juro máximas por tipo de crédito descem – 2º trimestre de 2010

Com o aproximar do final do 1º trimestre de 2010, o Banco de Portugal divulga os limites máximos para a taxa de juro cobrável em contratos de crédito pessoal, crédito automóvel e cartões de crédito, descobertos bancários, linhas de crédito. Recorda-se que o Banco de Portugal fixou este valores pela primeira vez em Dezembro último (ver aqui:”Os limites da usura: Banco de Portugal fixa taxas máximas no crédito aos consumidores – 1º Trimestre de 2010“).

Os limites máximos agora fixados foram revistos em baixa face ao trimestre anterior.  O valor máximo mais baixo é de 6,7% e refere-se a Crédito Pessoal com Finalidade Educação, Saúde e Energias Renováveis 6,70%. O mais alto é de  31,6& e refere-se a Cartões de Crédito, Linhas de Crédito, Contas Correntes Bancárias e Facilidades de Descoberto.

Eis os limites máximos por tipo de contrato que entrarão em vigor a 1 de Abril de 2010 de acordo com comunicado do Banco de Portugal:

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Banco de Portugal recruta vários técnicos superiores

6 February, 2010 por Monica · 2 comentários
Arquivado em: Instituições Financ., Regulação Económica 

Começou ontem um processo de recrutamento no Banco de Portugal. Eis os requisitos:

PERFIL REQUERIDO
- Licenciatura pré-Bolonha ou pós-Bolonha com parte escolar de Mestrado Integrado, concluída após 1 de Janeiro de 2007, nas áreas de Direito, Economia, Engenharia Informática, Finanças, Gestão, Contabilidade, Informática de Gestão, Matemática Aplicada e Comunicação Social;
- Média de Licenciatura igual ou superior a 14 valores, condição igualmente aplicável à parte escolar de Mestrado Integrado. (…)
Se reúne as condições referidas poderá apresentar a sua candidatura, entre os dias 06 e 21 de Fevereiro de 2010 (inclusive), através do preenchimento da Ficha de Candidatura Electrónica e respectivo plano curricular (enviar o anexo utilizando o template disponibilizado).

Mais detalhes no sítio do Banco.

NOTA: contamos acompanhar com regularidade ofertas de emprego colocadas directamente pelas instituições contratantes que visem licenciados em Economia, Finanças ou outras licenciaturas relacionadas.

Previsão da Taxa de Inflação para 2010

14 January, 2010 por Mapari · 2 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Economia Nacional, Números Estatística 

Com o conhecimento dos dados definitivos da inflação de 2009 (os preços desceram 0,8% em 2009 conforme informou hoje o INE), as previsões para o valor da taxa de inflação em Portugal em 2010 ganham um pouco mais de precisão ainda que se mantenha um exercício difícil.

O Banco de Portugal que divulgou recentemente o seu Boletim Económico de Inverno avançou com uma revisão para este valor prevendo agora que os preços subam ligeiramente em 2010, mais concretamente, prevê uma taxa de inflação de 0,7% (1,6% em 2011).

Em Novembro de 2009, a Comissão Europeia, havia previsto uma subida de 1,3% para o Índice Harmonizado de Preços  nos Consumidores, um indicador marginalmente diferente da comum taxa de inflação (ver “Previsões Económicas da Comissão Europeia 2009 a 2011“). Qual o nosso palpite? Vale o que vale, mas apontaria para um valor entre os dois, sublinhando que, em bom rigor, este é um exercício de elevado risco.

P.S.: Já agora tem curiosidade em conhecer a evolução da Taxa de Inflação em Portugal desde 1977 até hoje? Então passe por aqui: “Taxa de Inflação em Portugal: 1977 – 2009“.

Taxa fixa ou taxa variável? A escolha não depende só da TAER

4 January, 2010 por Mapari · Um comentário
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ. 

Se contrair um crédito à habitação indexado a uma taxa variável, terá de contar para determinar o custo, não só com a evolução esperada do respectivo indexante mas também o spread e demais custos de processamento iniciais e contínuos como taxas mensais de envio, etc. Até aqui nada de novo, espreita-se a TAER e faz-se a comparação, certo? Sim, mas… Eu acrescentaria um cuidado adicional que é ter atenção que caso pretenda amortizar a dívida terá de pagar uma penalização correspondente a 0,5% do capital amortizado. Nada de muito assustador se tivermos memória do que poderia acontecer antes da alteração legislativa que impôs este limite máximo.

Mas que relevo tem esta prosa para a escolha entre taxa fixa ou variável? No caso de negociarmos junto da instituição financeira uma taxa fixa a penalização máxima por amostrizações antecipadas sobre para os 2%. Não nos cabe agora justificar esta diferença mas o facto permanece: olhe para a TAER do empréstimo, faça contas à sua expetativa de evolução dos juros mas também aos seus planos de amortização da dívida. Se conta fazer um esforço para ir amortizando o crédito não se esqueça que terá muito provavelmente de pagar os tais 2% sobre o capital amortizado. Ora este facto complica substancialmente as contas em desfavor de uma opção pela taxa fixa.

Tomando como referência a oferta da instituição financeira com uma das maiores quotas de mercado em crédito a habitação (CGD) verifica-se que na opção mais corrente, em que o pedido de crédito é superior a 20 anos, as taxas fixas oferecidas oscilam entre os 4,1% e os 4,2% (oferta em vigor durante esta semana), valor ao qual acresce o spread. Assumindo que as condições de determinação do spread são alheias ao tipo de taxa contratada (será assim?) resta o diferencial entre a taxa fixa e a variável para apurar a diferença e, no caso de admitir ir aliviando o crédito com amortizações regulares, o diferencial ao nível da penalização. Leia mais

Quais os Bancos com mais Reclamações em relação aos Cheques?

Para terminar a série de destaques ao relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal relativo ao 1º Semestre de 2009 realizado e divulgado pelo Banco de Portugal no Portal do Cliente Bancário reproduzo um excerto da tabela referente aos bancos com mais reclamações recebidas por milhão de cheques processados. Tal como em relação ao Crédito à Habitação, o Banco Popular Portugal volta a ocupar o topo da lista e, pelo primeira vez nestes destaques algumas das maiores instituições financeiras do país marcam presença nos primeiros lugares: a CGD fica em 2º e o BPI em 3º.

cheques

Sendo certo que este ranking afere apenas o número de reclamações que chegaram ao Banco de Portugal e não avalia do sentido das mesmas, o indicador permanece como relevante, particularmente se assumirmos que não deverá haver diferenças muito grandes entre o tipo de clientes disputados por várias instituições financeiras. Como última nota, ao contrário do que parecia evidente ao nível do Crédito à Habitação ou do Crédito ao Consumo e Outros, em relação às reclamações relativas a cheques não parece haver grandes diferenças entre as instituições financeiras, já que o que separa o topo da tabela do final da lista não é tão chocante quanto noutros casos.

Outros relatórios semestrais ou anuais haverá e se forem divulgados estaremos atentos e procuraremos tentar averiguar até que ponto esta nova faceta do supervisor bancário se poderá reflectir nestes indicadores e na composição dos rankings. Seria muito interessante e útil para o sector e seus clientes se o Banco de Portugal conseguisse ir além destas listagens de reclamações antes de serem apreciadas, passando, por exemplo, a produzir o mesmo tipo de listagens, mas agora com os resultados também discriminados por instituição financeira, após a apreciação/decisão do Supervisor.

Quais os Bancos com mais Reclamações nos Créditos ao Consumo?

Depois de termos analisado os “Bancos com mais reclamações nos Depósitos a Prazo” e depois de termos visto “Quais os Bancos com mais reclamações nos Créditos à Habitação” prosseguimos a leitura do relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal relativo ao 1º semestre de 2009 e fixamo-nos nos bancos com mais reclamações nos Créditos ao Consumo e Outros Créditos por cada 100 mil contratos em vigor. Os principais “suspeitos” que ocuparam o Top 3 nas anteriores avaliações relativas a depósitos a prazo e créditos à habitação surgem ainda acima da média mas deixaram de ocupar o referido top.

Nesta matéria foram instituições como a CrediAgora, o Banco Primus e o RCI Banque Sucursal Portugal que ocuparam as posições cimeiras enquanto instituições que obtiveram o maior número relativo de queixas de clientes (antes da avaliação da justiça ou não de tais reclamações). Ou seja, neste caso, as instituições especializadas em concessão de crédito, algumas delas com elevada agressividade promocional, disputam com bancos generalistas que também se dedicam ao crédito ao consumo este pouco louvável ranking.

consumo

Em cima apresentou-se um excerto da tabela publicada pelo Banco de Portugal que se pode encontrar na página 30 do relatório de supervisão comportamental relativo ao 1º semestre de 2009 divulgado recentemente no Portal do Cliente Bancário.

Os limites da usura: Banco de Portugal fixa taxas máximas no crédito aos consumidores – 1º Trimestre de 2010

Com base trimestral, o Banco de Portugal procederá à divulgação dos valores máximos permitidos para as taxas de juro a aplicar a contratos de crédito aos consumidores. O crédito pessoal, o crédito automóvel ou os próprios cartões de crédito e descobertos bancários  passam a partir de agora a contar com um tecto máximo para as taxas de juro praticáveis pelas instituições que os concedem. O Banco de Portugal analisará regularmente as taxas de juro praticadas nos vários tipos de contratos de crédito ao consumo, apurará o valor médio no período e admitirá que as taxas máximas no período seguinte (trimestre seguinte) possam ultrapassar esse valor médio em 1/3.

Hoje, o Banco de Portugal divulgou os limites máximos das taxas de juro para estes contratos a praticar ao longo do 1º trimestre de 2010. No comunicado divulgado, o Banco de Portugal faz o enquadramento da nova legislação e informa que as referidas taxas serão tipificadas de acordo com três tipos de crédito:

” (…)  dando cumprimento ao disposto no Decreto-Lei n.º 133/2009, os diferentes tipos de crédito aos consumidores foram agrupados em três grandes categorias: “Crédito Pessoal”, “Crédito Automóvel”, e “Cartões de Crédito, Linhas de Crédito, Contas Correntes Bancárias e Facilidades de Descoberto”.

Muito sinteticamente, durante o 1ª trimestre de 2010:

  • O crédito pessoal não poderá ter taxas de juro superiores a 19,6%;
  • O crédito automóvel não poderá ter taxas de juro superiores a 16,1% e
  • Os cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto não poderão ter taxas de juro superiores a 32,8%.

Mas atenção que há limites mais detalhados de acordo com um segundo nível de tipologia contratual identificado pelo regulador (que atenta no objectivo do crédito).

Eis a tabela detalhada divulgada pelo Banco de Portugal:

max taxas juro 1Trim 2010

Se alguém lhe pedir mais do que isto denuncie a situação de usura que encontrou.

Quais os Bancos com mais reclamações nos Créditos à Habitação

2 December, 2009 por RCB · 3 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ., Regulação Económica 

Depois de termos analisado os “Bancos com mais reclamações nos Depósitos a Prazo” prosseguimos a leitura do relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal relativo ao 1ª semestre de 2009 e fixamo-nos nos bancos com mais reclamações nos Créditos à Habitação por cada mil contratos em vigor.

 Do quadro em baixo, extraído do referido relatório, verifica-se que face ao pouco invejável pódio que encontrámos nas contas de depósito, se altera ligeiramente a ordem das instituições financeiras mas os actores mantêm-se. Desta vez é o Banco Popular Portugal que regista o maior número de reclamações em termos relativos, seguido a alguma distância pelo Barclays Bank e pelo Deutsch Bank. Com mais de quatro reclamações por cada mil contratos em vigor no período surge ainda o Banco Santander Totta. A Caixa Geral de Depósitos, um dos bancos com maior quota de mercado nesta área, regista um valor de reclamações abaixo da média global.

CredHabitação

Quem não surge na tabela teve um nível de reclamações marginal ou nulo. O relatório completo pode ser consultado no Portal do Cliente Bancário .

Bancos com mais reclamações nos Depósitos a Prazo

25 November, 2009 por RCB · 2 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ., Regulação Económica 

Na sequência do artigo ”O seu banco é bem avaliado pelos seus clientes?” apresenta-se o primeiro excerto do Relatório de Supervisão Comportamental realizado pelo Banco de Portugal e referente ao 1º Semestre de 2009. Na página 28 encontramos o quadro que a seguir se reproduz e que apresenta o ranking das instituições financeiras sobre as quais foram recebidas mais reclamações de clientes junto do Banco de Portugal e que dizem respeito exclusivamente a queixas relativas a Depósitos Bancários. O Deutsch Bank surge destacado como o que gera mais queixas por cada mil contratos de contas de depósitos à ordem, seguido a alguma distância pelo Barclays Bank, pelo Banco Popular e pelo BEST.contas depósito

Da listagem apenas constam bancos que registaram pelo menos quatro queixas por trimestre e não foi apreciado se a razão da queixa recaia sobre o cliente ou sobre a instituição financeira. Será possível que alguns bancos tenham um perfil de clientes mais exigente que outros? É, mas talvez não seja disparate comparar bancos online uns com os outros, bancos tradicionais uns com os outros, etc e nessas categorias verificar quem gera mais iniciativas de reclamação. Quem não surge na tabela teve um nível de reclamações marginal ou nulo. O relatório completo pode ser consultado no Portal do Cliente Bancário .

O seu banco é bem avaliado pelos seus clientes?

Estamos num dos períodos em que mais gente faz circular mais dinheiro. Muitos recebem este mês o “vencimento por inteiro”, projectam amortizações nas dívidas, aquisições de bens duradouros, planos de poupança, etc, e, invariavelmente, as Instituições Financeiras são peças fulcrais de todo o sistema financeiro associado. Mas o que é que você sabe sobre o seu banco além do que eles próprios dizem de si? Foco-me em particular no comportamento face aos clientes e não tanto na saúde financeira  das instituições. O que pensarão os outros clientes? Que tipo de apreciação terão da instituição financeira? Quais as principais forças e fraquezas de um banco em particular no seu relacionamento com o cliente? Não será fácil responder a estas perguntas mas há alguns indicadores directos e indirectos disponíveis que podem permitir reduzir o nível de ignorância.

Com as novas competência em matéria de supervisão comportamental, o Banco de Portugal passou a relatar semestralmente o estado da arte do sector financeiro português quanto a esta matéria: o comportamento perante as regras e, em boa medida, perante os respectivos clientes. O mais recente relatório refere-se ao 1º semestre de 2009 e permite ter algumas pistas importantes sobre a avaliação da actividade dos bancos pelos seus clientes. Dixarei por aqui alguns excertos ao longo dos próximos dias com particular destaque para os rankings relativos às instituições financeira face à matéria reclamada. Neles se poderá verificar quais os bancos com mais reclamações em termos relativos em matérias como Contas de Depósito; Crédito à Habitação; Crédito ao Consumo e Outros Créditos; Cheques; Cartões; Máquinas ATM; Operações em Numerário e Débitos Directos.

Quem preferir dedicar desde já algum tempo a espreitar o que diz o relatório pode naturalmente ir directo à sua leitura, em particular a partir da página 25. Em todo o caso, procurarei dar alguma exposição, como disse, aos referidos rankings. É sempre uma forma de premiar os melhores, de valorizar o trabalho da supervisão e, fundamentalmente, de pressionar todos a uma saudável competição por um melhor serviço.

Poderá seguir futuros artigos sobre este tema na tag: Ranking Comportamental das Instituições Financeiras.

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