Índice sintético de desenvolvimento regional 2024

Pontos fortes e fracos do Interior e do Litoral – Índice Sintético de Desenvolvimento Regional 2026

O Índice Sintético de Desenvolvimento Regional, apurado regularmente pelo INE, permite acompanhar a evolução do país de uma ponto de vista das suas regiões em várias dimensões importantes para a vida do dia a dia dos seus residentes, empresas e até de um ponto de visto mais global no impacto ambiental.

Com pouso números e respetivas representações gráficas que concentram muita informação é possível ter uma noção de como o país e as suas regiões se posicionam entre si em aspetos relativos a:

  • Competitividade
  • Coesão
  • Qualidade ambiental

O que nos dizem os dados mais recentes do INE, face às regiões NUTS II e NUTS III atualmente em vigor.

Pontos fortes e fracos do Interior e do Litoral – Índice Sintético de Desenvolvimento Regional 2026

Os dados de 2024 agora divulgado voltam a sublinhar a existência de um cluster litoral que supera a média nacional nos indicadores de Cvidade e Coesão e fica aquém desta quando a análise recai sobre a Qualidade Ambiental. Nesta última dimensão são as regiões do interior do Continente mas também as Regiões Autónomas que se destacam plea positiva.

Ainda assim o INE sublinha que a disparidade interior versus litoral é bem maior nas dimensões Competitividade e Coesão, em desfavor do interior do que a que se regista em termos ambientais.

Competitividade:

Esta é a dimensão que regista as maiores disparidades entre as várias regiões do país. O TOP 3 das regiões com melhor registo neste indicador é composto por:

  • Grande Lisboa (116,69),
  • Região de Aveiro (106,84) e
  • Área Metropolitana do Porto (106,64).

Coesão:

Nesta dimensão identificaram-se nove das 26 regiões NUTS III com valores do indicador acima da média nacional. E destas nove destaca-se o seguinte TOP 3:

  • Grande Lisboa (108,80),
  • Região de Coimbra (106,20) e
  • Cávado (104,25).

Qualidade Ambiental

Apesar de haver quatro regiões do Litoral acima do valor médio nacional (todas de Coimbra para Norte) os melhores registos identificam-se no interior ou nas Regiões autónomas. O TOP 3 é o seguinte:

  • Região Autónoma dos Açores (113,84)
  • Alto Alentejo (108,5)
  • Terras de Trás os Montes (108,05)

Análise Global

Feita a análise de cada componente, o INE produz um ranking global que permite verificar, ao nível das 26 NUTS III, quais têm os melhores e piores registos globais. Registos acima de 100 revelam uma posição acima da média nacional.

No exercício de 2024 a Área Metropolitana do Porto destaca-se por estar acima da média nacional nas três dimensões.

A Grande Lisboa e Região de Aveiro seguem-na de perto, mas ficam ambas abaixo da média nacional em termos ambientais.

O Alto Minho e Região de Coimbra, fazem parte do grupo restrito das cinco regiões que têm um registo global acima da média nacional, mas no detalhe ficam abaixo em termos de coesão.

Pode ver identificar a classificação das restantes regiões observando este gráfico do INE:

Índice sintético de desenvolvimento regional 2024
Fonte: INE

Pode consultar aqui a informação do INE de 2024 e recordar alguns dados mais antigos (com cinco anos – 2019) se pretender efetuar uma comparação mais  extensa: veja por exemplo o artigo de 2021 “Índice Sintético de Desenvolvimento Regional 2021 – 25 sub-regiões NUTS III”

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