O ano de 2026 aproxima-se da sua metade e há já projeções orçamentais para 2027 a serem preparadas em alguns instituições. Nos últimos dias foram divulgadas publicação atualizações para as projeções macroeconómicas de 2026 e 2027 por várias instituições internacionais.
Neste artigo vamos apresentar uma síntese das principais previsões para a taxa de inflação em 2027 (e 2026) das principais instituições de análise macroeconómica que se debruçam sobre a economia portuguesa.
Previsão para a Taxa de Inflação em 2027
Com o aproximar do segundo semestre de 2026 começa a fazer sentido olhar com mais atenção par o que é o consenso atual para a evolução da inflação em 2027.
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OCDE
A previsão mais recente à data em que escrevemos este artigo é a da OCDE. Em junho de 2026 a OCDE aponta para uma média inflação de 2,5%, em Portugal, ao longo do ano de 2027.
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Comissão Europeia
Alguns dias antes, em maio de 2026, a Comissão Europeia também havia atualizado as suas previsões, antecipando uma inflação média de 2,3% em 2027, para Portugal.
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FMI e Conselho de Finanças Públicas
Recuando a abril de 2026 encontramos as previsões mais recentes, tanto do FMI quanto do Conselho de Finanças Públicas e ambos apontam para o mesmo valor de previsão da taxa da inflação em 2027: 2,5%.
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Banco de Portugal
O Banco de Portugal tem como último previsão para 2027, revista em março de 2026, a meta de 2,3%.
O Governo português não tem ainda uma previsão oficial divulgada, devendo esta surgir juntamente com a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
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Consenso para 2027
Perante os dados destas cinco instituições, o valor mais comum é de 2,5% (três vezes) seguindo-se-lhe o de 2,3% (duas vezes). Dando o mesmo peso e credibilidade a todas as instituições apontaríamos para um consenso entre os 2,4% e os 2,5%.
Previsão para a Taxa de Inflação em 2026
Para o ano de 2026 há uma maior variabilidade das projeções cuja amplitude vai dos 2,1% aos 3,2% E mesmo ignorando os 2,1% do Ministério das Finanças, já muito datados porque estimados em outubro de 2025, o leque ainda é mais amplo que o apresentado para 2027: entre os 2,8% e os 3,2%.
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OCDE
Em junho de 2026 a OCDE aponta para uma média inflação de 3,2%, em Portugal, ao longo do ano de 2026. Este é o valor mais recente mas igualmente o mais elevado de todas as projeções.
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Comissão Europeia
Alguns dias antes, em maio de 2026, a Comissão Europeia também havia atualizado as suas previsões, antecipando uma inflação média de 3,0% em 2026, para Portugal.
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FMI e Conselho de Finanças Públicas
Recuando a abril de 2026 encontramos as previsões mais recentes, tanto do FMI quanto do Conselho de Finanças Públicas (CFP). O FMI aponta para uma inflação média anual de 3,1% enquanto o CFP aponta para um valor mais moderado: 2,9%. O FMI foi mesmo a primeira instituição a apontar para um valor acima dos 3%.
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Banco de Portugal
O Banco de Portugal tem como último previsão para 2026, revista em março de 2026, a meta de 2,8%. É o valor menos elevado de entre as projeções realizadas já depois do início do conflito no Golfo Pérsico mas é também a previsão mais antiga das realizadas em 2026.
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Ministério das Finanças
Última previsão para a inflação de 2026 divulgada pelo Ministério das Finanças data de outubro de 2025 e está agora cerca de um ponto percentual abaixo das previsões mais recentes: 2,1%.
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Consenso para 2026
Perante os dados destas seis instituições, e atendendo à evolução contínua de revisões de sentido ascendente, somos levados a ponderar mais as últimos previsões pelo que diríamos que o consenso aponto para uma inflação ligeiramente acima dos 3% em 2026, algo entre os 3,0% e os 3,2%. A médias das últimas três previsões (todas de maio ou junho) é de 3,0%, sendo a mais recente a que aponta para uma inflação mais elevada.
O conflito no Golfo Pérsico é o principal fator de incerteza e está longe de se vislumbrar um cenário de estabilização. As promessas de acordo iminente repetem-se há vários meses e têm sido sistematicamente frustradas por novos episódios de violência.
Mais informação:
Pode acompanhar as previsões macroeconómicas para Portugal, em permanência, no sítio da Direção geral de Economia / GEE.

