Reflexão imperdível: se usa a internet isto interessa-lhe!

Sabia que o Facebook quer proibir o uso da palavra “Face” sem que se lhe paguem direitos de autor? O Paulo Querido escreveu “O segredo é a alma do negócio (dos media online)“. Um texto que reflecte sobre a reacção dos média tradicionais, colossos da internet e seus aliados na tentativa de mitigarem a liberdade na internet por forma a reativarem modelos de negócio e hábitos antigos de rentabilização. Publicamos um excerto, com difusão da ligação (por enquanto gratuita) que não dispensa, de todo, a leitura integral:

” (…) É descaradamente fácil condicionar uma audiência circunscrita a uma sala escura. É relativamente fácil condicionar uma audiência distribuída, agrupada em torno do mesmo écran em pequenas salas. Mas à medida que os ambientes envolventes se abrem e permitem a intervenção de terceiros sobre a mensagem, compromete-se a eficácia da manipulação. O processo será irremediável a partir de um certo limite de intervenções sobre cada mensagem.
Ou seja, e sintetizando: a mensagem “acredite, se ler no (meu) jornal” não tem eficácia num ambiente de concorrência de fontes emissoras e diversidade de intervenientes sobre as mensagens e os seus significados. (Fica igualmente difícil estabelecer a paternidade de cada mensagem e informação devido ao contributo distribuído.)
Penso, contudo, que não se deve cometer o erro de subestimar a capacidade dos old media de contarem uma história apresentando-a como “a verdadeira”. Sobretudo quando nos estão a contar uma história em que têm um evidente interesse próprio: a história da sua sobrevivência.
Portanto, a guerra em curso tem um desfecho imprevisível por agora. É possível que finde o período de abertura e os vencedores imponham as suas regras. Aconteceu antes (a rádio também prometeu a abertura e a liberdade e acabou instrumento de segredo como os outros — consta que está agora a voltar às origens, graças à… Internet).
Mas também é possível que se tenha atingido um ponto de não retorno com a Internet: nunca tantos tiveram tanto acesso à informação, em condições tão igualitárias e num ambiente tão livre.

Se assim for, o domínio do negócio pelo segredo e pelo clubismo dos auto-designados proprietários da informação não será mais opção. Se assim não for, voltaremos ao século XX e ao noticiário com dono. Há quem defenda que era bom para a democracia.”

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2 Comentários

  • PauloResponder

    Notaram no “rodapé” final da webpage do link que forneceram e de onde citam o texto?
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    É interessante no contexto da discussão levantada por este texto.

    • MapariResponder

      É Paulo, segundo cremos trata-se de uma “garantia” transversal (ainda) não accionada. Até um dia… Nesse dia, em que o que está de jure passar a corresponder à exigência de facto, obviamente deixaremos de citar e, naturalmente, de “linkar” tais conteúdos. Entretanto prossegue o paradoxo. Já agora qual é a sua opinião? Os media ganham ou perdem com artigos e sindicâncias como as que aqui fazemos?

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