Portugal à beira da recessão técnica – outra vez
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Afinal, fruto das sempre inevitáveis revisões e de informação de base adicional (neste caso relativa a dados do comércio externo e respectivos deflatores) a estimativa rápida que o INE havia feito para o PIB nacional relativo ao 4º trimestre de 2009 (“Portugal volta a divergir: PIB caiu 2,7% em 2009“) foi recalculada tendo-se fixado um pouco abaixo de zero: o PIB no 4º trimestre foi inferior, em volume, ao registado no trimestre anterior em 0,2%. Para quem gosta muito de parangonas pode dizer que ficámos à beira da recessão técnica, pois bastará uma variação em cadeia negativa no próximo trimestre para cumprirmos com os requisitos.
A variação homóloga foi ainda pior, -1,0%, tendo sido contudo a menos intensa ocorrida ao longo dos 4 trimestres de 2009.
Fruto de termos tido um deflator negativo para o PIB, este ano aconteceu a singularidade de a queda do PIB entre 2008 e 2009 ter sido menor em termos nominais (1,7%) do que em termos reais (2,7%). Quanto é o PIB e preços correntes? 163,6 mil milhões de euros. Relatório completo do INE disponível aqui.
Estatísticas sobre Portugal é no Pordata (muito melhor que o INE!)
O título é provocação mas o que é certo é que foram vários ex-colegas do INE que me enviaram nos últimos dias a referência ao Pordata como um exemplo a seguir na disponibilização da informação estatística sobre Portugal. Até séries cronológicas tem!
O tema foi desenvolvido um pouco mais no “Onde Estão os Números?” em ”Pordata – Base de Dados sobre Portugal Contemporâneo“.
Portugal volta a divergir: PIB caiu 2,7% em 2009
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O INE publicou hoje a primeira estimativa para o 4º trimestre de 2009, avançando com uma taxa de variação anual de -2,7%. O crescimento homólogo no trimestre terá sido de -0,8% tendo o PIB estaganado face ao terceiro trimestre de 20o9 – resta saber se o zero é positivo ou negativo
Para a desaceleração da queda em termos homólogos e ainda que seja cedo para mais detalhes, o INE avança com o comportamento mais positivo da Procura Externa Líquida (estamos a deixar de importar a um ritmo muito superior face ao ritmo a que se estão a contrair as nossas exportações) e com uma retração mais moderada da Procura Interna.
A nível europeu (Zona Euro e União Europeia) temos o PIB a crescer 0,1% face ao trimestre imediatamente anterior (o que indica que a economia portuguesa reiniciou muito provavelmente um processo de divergência) e decresceu 2,1% na Zona Euro e 2,3% na globalidade da União Europeia em termos homólogos.
INE revê em baixa estimativa sobre o PIB no 3º Trimestre
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Com a recepção de informação revista e de dados ainda não disponíbeis aquando da estimativa rápida, o INE reestimou a variação homóloga para a evolução do PIB ao longo do 3ª trimestre de 2009 passando do inicial 2,4% negativo para 2,5%. Face ao 2º trimestre do corrente ano o PIB cresceu 0,7% (0,9% na estimativa rápida). O cenário global mantêm-se face ao antecipado há alguns dias pelo INE na sua síntese económica mensal:
“(…) A diminuição menos intensa do PIB em termos homólogos esteve fundamentalmente associada à redução menos acentuada da procura interna, particularmente do Investimento, cujo contributo para a variação do PIB passou de -4,6 p.p. no segundo trimestre para -2,7 p.p. no seguinte. O contributo da procura externa líquida foi inferior ao verificado no trimestre anterior (0,9 p.p. e 0,2 p.p. do 2º para o 3º trimestre), tendo-se observado menores diminuições homólogas das Exportações e das Importações. (…)”
Relatório completo no sítio do INE (aqui).
Anuários Estatísticos Regionais – 2008
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O INE divulgou recentemente mais uma colecção de anuários estatísticas regionais contendo a informação estatísticas mais recente até ao nível conselhio e regional. Além da habitual síntese analítica destaca-se a difusão autonomizada de cerca de 90 quadros, gráficos e tabelas estatísticas que permitem ao utilizador alguma liberdade para refinar de acordo com o seu interesse alguma inquirição à informação estatística recolhida. Poderá aceder a estes dados na página sobre os Anuários Estatísticos Regionais 2008 do INE.
Indicadores de confiança com andamentos diferenciados – Novembro de 2009
Hoje é dia de prato cheio nas estatísticas do INE. Primeiro esta nota para a habitual síntese de conjuntura económica. Sentimento misto pelos vistos:
“O indicador de clima económico estabilizou em Novembro, suspendendo o forte aumento iniciado em Maio, após ter registado em Abril o mínimo histórico da série. No mês de referência, os indicadores de confiança sectoriais apresentaram andamentos diferenciados, observando-se um ligeiro aumento na Indústria Transformadora, uma estabilização no Comércio e uma diminuição nos Serviços e na Construção e Obras Públicas, mais expressiva no primeiro caso.
O indicador de confiança dos Consumidores diminuiu ligeiramente em Novembro, contrariando o acentuado movimento ascendente iniciado em Abril, depois de ter atingido em Março o valor mais baixo da série.”
in INE.
A reforma regulatória europeia (convite)
Já que se fala de regulação, uma nota pela positiva (e não totalmente desinteressada), a CMVM vai realizar na próxima semana, dia 27 de Novembro uma Sessão Aberta do Conselho Consultivo da CMVM. Em jeito de seminário poderá assistir a um debate que conta com a presença de alguns dos responsáveis e consultores especializados nacionais e internacionais em mercados financeiros e regulação.
Oradores:
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Carlos Tavares – Presidente da CMVM
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Michel Prada – Membro do Conselho Consultivo da CMVM – Ex-Presidente da AMF
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António Horta Osório – Presidente do Santander (Abbey) no Reino Unido
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Pedro Santos Guerreiro – Director do Jornal de Negócios
Pode inscrever-se no sítio da CMVM.
Eis o programa completo.
Taxa de desemprego em 9,8% – 3º Trimestre de 2009
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Em cada 1000 pessoas ativas, 98 estão desempregadas procurando ativamente emprego, ou seja, a taxa de desemprego atingiu os 9,8% no 3º Trimestre de 2009 (veja os dados do INE), subindo assim 7 décimas face ao trimestre anterior. Há um ano a taxa de desemprego atingia 7,7% da população ativa. Não há memória de uma taxa de desemprego tão elevada nas últimas décadas. Cerca de 548 mil portugueses estão procurando emprego.
Segundo o INE: “O aumento trimestral da população desempregada ocorreu essencialmente nos seguintes grupos populacionais: mulheres, indivíduos com 45 e mais anos, indivíduos com nível de escolaridade completo até ao ensino básico (3º ciclo), indivíduos à procura de novo emprego (sobretudo provenientes dos serviços) e indivíduos desempregados à procura de emprego, quer há menos de um ano, quer há um ano ou mais.”
Curiosamente o número de desempregado entre as pessoas com curso superior e de pessoas à procura do primeiro emprego diminuiu (6,4% e 16%, respectivamente) face a igual período do ano passado. Cerca de 253 mil portugueses procuram emprego, sem sucesso, há 12 ou mais meses.
Queda do PIB desacelera no 3º trimestre de 2009
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Um colapso menos violento no Investimento, nas Exportações e nas Importações acabaram por resultar no final das contas numa desaceleração da queda registada face a igual período do ano passado no PIB português. Após uma variação homóloga de negativa de 3,7% no 2º trimestre, a primeria estimativa para o 3ª trimestre indica uma queda de 2,4%. Este estimativa produziu revisões significativas nos trimestres anteriores: a variação em cadeia do 1º trimestre passou de -1,8% para 2,0% tendo o 2º trimestre sofrido revisão de sentido inverso, a saber passou de 0,3% para 0,5%. O relatório do INE está disponível aqui.
Da comparação com o que foi apurada para a Zona Euro e para a União Europeia, resulta que continuamos num processo de convergência, com o crescimento do PIB face ao trimestre anterior (0,9%) a ser claramente superior aos 0,4% da Zona Euro ou aos 0,2% do conjunto dos países da União que reportaram informação até ao momento. Note-se que me Portugal este é o segundo trimestre de crescimento em cadeia, enquanto na Zona Euro e na União em geral apenas neste 3º trimestre se retomaram valores positivo termianndo assim a dita recessão técnica.
Para uma comparação mais detalhada com os nossos parceiros consulte a tabela divulgada hoje pelo Eurostat que resulta da compilação de dadso enviados pelos diversos INE nacionais.
Recorde-se que a Comissão Europeia projectou recentemente (“Previsões Económicas da Comissão Europeia 2009 a 2011“) que num cenário de retoma se espera que a economia portuguesa volte a abandonar o processo de convergência que conseguimos retomar num cenário de crise generalizada.
A população portuguesa em 2008
O INE acaba de divulgar as Estatísticas Demográficas relativas a 2008 no seu portal. Eis alguns números:
- Em 2008 eramos 10 627 250 residentes.
- Nasceram e morreram cerca de 104 mil indivíduos.
- A “taxa de cobertura” de casamentos pelos divórcios foi de 61,5% tendo-se celebrado pouco mais de 43 mil casamentos civis.
- O INE estima que a população estrangeira seja de 4,2% da população total.
- A taxa de mortalidade infantil continua a ser das mais baixas do Mundo (morrem 3,3 crianças com menos de um ano por cada mil que nascem).
- A esperança média de vida à nascença continua a aumentar e a idade média da mulher ao primeiro filho e a idade média de mulher ao nascimento de um filho continuam a aumentar (28,4 e 30,2 anos respectivamente).
- Em cada 100 nascimentos verificou-se que em cerca de 12 um dos país é estrangeiro.
- Para cada 100 jovens há 115 idosos em Portugal.


