PIB português aumenta 1,4% no 2º trimestre de 2010

A primeira estimativa para o crescimento do PIB relativa ao 2º trimestre de 2010, divulgada há instantes pelo INE, aponta para um crescimento homólogo de 1,4% ( desacelerando face aos 1,8% registados no 1º trimestre) e para uma variação face ao trimestre imediatamente anterior de 0,2% (a chamada variação em cadeia que, quando negativa em dosi trimestres sucessivos “abre” um período designado de recessivo). Segundo o INE:

“(…) No 2º trimestre verificou-se uma diminuição dos contributos da Procura Interna e da Procura Externa Líquida para a variação homóloga do PIB, comparativamente ao observado no trimestre anterior. (…)”

Contrariamente ao que sucedeu no primeiro trimestre, estes números agora apurados colocam o crescimento do PIB português abaixo dos valores médios calculados para a média da zona euro e da União Europeia como se pode comprovar na nota divulgada pelo Eurostat. A nível europeu destaca-se o forte crescimento da Alemanha (3,7% em termos homólogos e 2,2% em cadeia) ainda que em termos gerais várias economia europeia tenham superado as expectativas correntes ainda há bem pouco tempo.

Portugal à beira da recessão técnica – outra vez

Afinal, fruto das sempre inevitáveis revisões e de informação de base adicional (neste caso relativa a dados do comércio externo e respectivos deflatores) a estimativa rápida que o INE havia feito para o PIB nacional relativo ao 4º trimestre de 2009 (“Portugal volta a divergir: PIB caiu 2,7% em 2009“) foi recalculada tendo-se fixado um pouco abaixo de zero: o PIB no 4º trimestre foi inferior, em volume, ao registado no trimestre anterior em 0,2%. Para quem gosta muito de parangonas pode dizer que ficámos à beira da recessão técnica, pois bastará uma variação em cadeia negativa no próximo trimestre para cumprirmos com os requisitos.

A variação homóloga foi ainda pior, -1,0%, tendo sido contudo a menos intensa ocorrida ao longo dos 4 trimestres de 2009.

Fruto de termos tido um deflator negativo para o PIB, este ano aconteceu a singularidade de a queda do PIB entre 2008 e 2009 ter sido menor em termos nominais (1,7%) do que em termos reais (2,7%). Quanto é o PIB e preços correntes? 163,6 mil milhões de euros. Relatório completo do INE disponível aqui.

Estatísticas sobre Portugal é no Pordata (muito melhor que o INE!)

23 February, 2010 por RCB · Um comentário
Arquivado em: Números Estatística 

O título é provocação mas o que é certo é que foram vários ex-colegas do INE que me enviaram nos últimos dias a referência ao Pordata como um exemplo a seguir na disponibilização da informação estatística sobre Portugal. Até séries cronológicas tem!

O tema foi desenvolvido um pouco mais no “Onde Estão os Números?” em ”Pordata – Base de Dados sobre Portugal Contemporâneo“.

Portugal volta a divergir: PIB caiu 2,7% em 2009

O INE publicou hoje a primeira estimativa para o 4º trimestre de 2009, avançando com uma taxa de variação anual de -2,7%. O crescimento homólogo no trimestre terá sido de -0,8% tendo o PIB estaganado face ao terceiro trimestre de 20o9 – resta saber se o zero é positivo ou negativo :)

Para a desaceleração da queda em termos homólogos e ainda que seja cedo para mais detalhes, o INE avança com o comportamento mais positivo da Procura Externa Líquida (estamos a deixar de importar a um ritmo muito superior face ao ritmo a que se estão a contrair as nossas exportações) e com uma retração mais moderada da Procura Interna.

A nível europeu (Zona Euro e União Europeia) temos o PIB a crescer 0,1% face ao trimestre imediatamente anterior (o que indica que a economia portuguesa reiniciou muito provavelmente um processo de divergência) e decresceu 2,1% na Zona Euro e 2,3% na  globalidade da União Europeia em termos homólogos.

INE revê em baixa estimativa sobre o PIB no 3º Trimestre

Com a recepção de informação revista e de dados ainda não disponíbeis aquando da estimativa rápida, o INE reestimou a variação homóloga para a evolução do PIB ao longo do 3ª trimestre de 2009 passando do inicial 2,4% negativo para 2,5%. Face ao 2º trimestre do corrente ano o PIB cresceu 0,7% (0,9% na estimativa rápida). O cenário global mantêm-se face ao antecipado há alguns dias pelo INE na sua síntese económica mensal:

“(…) A diminuição menos intensa do PIB em termos homólogos esteve fundamentalmente associada à redução menos acentuada da procura interna, particularmente do Investimento, cujo contributo para a variação do PIB passou de -4,6 p.p. no segundo trimestre para -2,7 p.p. no seguinte. O contributo da procura externa líquida foi inferior ao verificado no trimestre anterior (0,9 p.p. e 0,2 p.p. do 2º para o 3º trimestre), tendo-se observado menores diminuições homólogas das Exportações e das Importações. (…)”

Relatório completo no sítio do INE (aqui).

Anuários Estatísticos Regionais – 2008

O INE divulgou recentemente mais uma colecção de anuários estatísticas regionais contendo a informação estatísticas mais recente até ao nível conselhio e regional. Além da habitual síntese analítica destaca-se a difusão autonomizada de cerca de 90 quadros, gráficos e tabelas estatísticas que permitem ao utilizador alguma liberdade para refinar de acordo com o seu interesse alguma inquirição à informação estatística recolhida. Poderá aceder a estes dados na página sobre os Anuários Estatísticos Regionais 2008 do INE.

Indicadores de confiança com andamentos diferenciados – Novembro de 2009

27 November, 2009 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Economia Nacional, Números Estatística 

Hoje é dia de prato cheio nas estatísticas do INE. Primeiro esta nota para  a habitual síntese de conjuntura económica. Sentimento misto pelos vistos:

“O indicador de clima económico estabilizou em Novembro, suspendendo o forte aumento iniciado em Maio, após ter registado em Abril o mínimo histórico da série. No mês de referência, os indicadores de confiança sectoriais apresentaram andamentos diferenciados, observando-se um ligeiro aumento na Indústria Transformadora, uma estabilização no Comércio e uma diminuição nos Serviços e na Construção e Obras Públicas, mais expressiva no primeiro caso.
O indicador de confiança dos Consumidores diminuiu ligeiramente em Novembro, contrariando o acentuado movimento ascendente iniciado em Abril, depois de ter atingido em Março o valor mais baixo da série.”

in INE.

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