No final de março de 2026, havia €112.520,7 milhões em depósitos com prazo acordado, um aumento (e aceleração) de €397,1 milhões em apenas um mês.
Se a estes depósitos juntarmos os depósitos com pré-aviso, obtemos o total de depósitos a prazo que se fixou nos €115.560,7 milhões que é também um valor recorde.
E, finalmente, se a estes valores juntarmos os depósitos à ordem, chegamos ao total de depósitos de particulares junto da banca: €201.658,4 o que corresponde a cerca de 2/3 do PIB nacional gerado no ano de 2025.
Estes dados foram divulgados pelo Banco de Portugal e acompanham informação sobre a prestação de crédito e empréstimos, bem como depósitos das empresas.
Nem só os depósitos estão em alta
Os três sublinhados do Banco de Portugal apontam todos para subidas, o que não deixa de ser curioso. Sobem os depósitos que são reservas de liquidez e poupança para investimentos futuros ou crises no horizonte, mas sobem também os pedidos de dinheiro emprestado, tipicamente para financiar investimentos e, eventualmente, tesouraria. Junte-se a isto o facto de os valores colocados em certificados de aforro também estar a aumentar.
Só uma análise mais fina permitirá avançar uma hipótese explicativa.
Eis os três destaques do Banco de Portugal referentes às estatísticas dos empréstimos e depósitos bancários em março de 2026:
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Em março, os empréstimos para habitação cresceram 10,6% em termos anuais, o valor mais elevado desde fevereiro de 2003.
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Os empréstimos a empresas subiram 5,6%.
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A taxa de variação anual dos depósitos de particulares aumentou para 4,8%.
Para quem esteja a pensar reforçar ou reorganizar os seus depósitos, deixamos a ligação para a nossa página com o comparativo dos depósitos a prazo que estão a pagar pelo menos 1% de TANB em oferta em abril de 2026.
