Não será surpresa para quem tem acompanhado regularmente a evolução da Euribor a três meses nas últimas semanas, em particular desde os ataques ao Irão, mas aqui está: se subscrever certificados de aforro em abril de 2026 irá receber mais.
Subscrever Certificados de Aforro em abril de 2026
De facto, as novas subscrições de certificados de aforro (série F), bem como aqueles certificados que iniciam um novo trimestre em abril, irão ser remunerados a 2,138% de TANB o que compara com os 2,012% TANB em pagamento durante o mês de março de 2026.
A nova taxa será a mais elevada em quase um ano e reflete a evolução da Euribor a 3 meses que é o indexante fundamental para determinação da taxa dos certificados de aforro.
Ainda estamos a alguma distância do limite máximo de 2,5% (antes dos prémios de permanência) mas atingi-lo dependerá largamente da evolução do conflito militar em curso no Médio Oriente. Na data em que escrevemos este artigo, os futuros da Euribor a 3 meses (um indicador das expectativas do mercado para a evolução da Euribor) apontam para que o valor de 2,5% possa ser atingido em dezembro de 2026.
O nível de incerteza geopolítica e consequentemente económico é, contudo, extremo, pontuado por fortes suspeitas de manipulação de mercado centrado na administração Norte Americana pelo que qualquer projeção deve ser encarada com especial reserva.
Para já, o que é factual é que as Euribor estão a subir novamente e uma das consequências materializa-se na taxa de juro a que o Estado Português irá remunerar os certificados de aforro em abril de 2026: mais 0,126 pontos percentuais do que em março. Uma pequena subida, ainda assim mais expressiva dos que as mais recentes variações(em baixa) registadas nos últimos meses.
Subida mas sem motivos para grande alegria
Dito isto, atendendo a que se antecipa um cenário de maior inflação, estes aumentos nominais dificilmente trarão consigo um aumento de poder de compra para os aforradores que apliquem a sua poupança neste produto.
Ainda assim, o facto de os certificados fazerem sombra à evolução da inflação/Euribor é em si uma característica importante deste produto numa perspetiva de gestão global de uma carteira de investimentos. Um produto que terá o seu papel a desempenhar para muitos aforradores.
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É tudo uma manipulação financeira da banca com o compadrio do governo através do ministério das Finanças pois desculpam-se com a inflação para justificarem a perca de valor nas poupanças com uma baixa remuneração de juros por parte dos bancos e uma alta taxa de juro de 28% das finanças sendo esse o principal motivo para a baixa rendibilidade financeira dos depósitos já que é um exagero da parte do governo cobrar este valor nas chamadas mais valias quando quem investe e arrisca em muitas situações as suas poupanças e que devia ser valorizado e não penalizado pois ajuda a criar riqueza no país e não a originar despesa para o Estado como se sabe existir com alguma parte da população que vive anos e anos em constante subsídio-dependência, por isso, não é de admirar que muitos investidores depositem o seu capital em paraísos fiscais,em suma, anda meio mundo a enganar o outro meio mundo.