Combustíveis, gasóleo, gasolina

Vai valer a pena esperar por 2ª feira para encher o depósito: Preços dos combustíveis de 1 a 7 de junho 2026

A semana trouxe uma queda significativa dos preços  do Brent nos mercados internacionais que condicionam o preço dos combustíveis em Portugal e a consequência será uma descida expressiva dos preços da gasolina e do gasóleo. Apesar dos preços finais não serem ainda conhecidos há uma forte probabilidade de a descida do preço médio da gasolina 95 octanas e do gasóleo simples descerem entre 10 e 12 cêntimos cada.

Esta descida deverá ser, provavelmente, atenuada pela oportunidade que o governo deverá aproveitar de repor parte do imposto que tem vindo a reduzir nas semanas de grandes aumentos dos preços mas, mesmo assim, a descida final deverá rondar os 10 cêntimos em ambos os combustíveis.

O ACP previa um cenário – antes de revisão dos impostos – de descida de 12 cêntimos nos preços médios dos dois combustíveis de referência, antecipando que a gasolina 95 octanas deveria passar a registar preços médios na semana de 1 a 7 de junho abaixo dos €2 por litro (€1,904) e uma descida do gasóleo simples para a casa dos €1,837.

O cenário no Médio Oriente continua extremamente instável, estando por esclarecer se haverá ou não o fim das hostilidades e a normalização do tráfego pelo Estreito de Ormuz.

O cenário de restrições abruptas da disponibilidade de crude e de refinados do petróleo no mercado continua a ser vaticinada por alguns especialistas no mercado, não sendo um cenário improvável num intervalo de algumas semanas. A situação estará a ser mitigada pela libertação de reservas de petróleo um pouco por todo o mundo. Se a restrição física do acesso aos petróleo de vier a confirmar, a escalada de preços poderá ser muito superior à que atualmente se regista, com consequências nos preços ao nível dos postos de combustível mas também de toda a economia ainda muito dependente do petróleo.

Outra perspetiva que ganha tração é a de a inflação estar a consolidar-se e de poder vir a provocar uma subida das taxas de referência dos bancos centrais com vista a contribuir para uma contração da procura. O Banco Central Europeu irá reunir para deliberar sobre este tema ainda na primeira quinzena de junho.

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