Inflação em Portugal acelera mas continua muito inferior à registada em Espanha e no resto da UE – março de 2022

Tal como esperado, a inflação continua a acelerar progressivamente em Portugal, tendo-se fixado numa taxa média anual de 2,2% em março de 2020, aumentando umas expressivas quatro décimas face ao ano terminado em fevereiro. A verdade é que a inflação em Portugal acelera mas continua muito inferior à registada em Espanha (nosso principla parceiro económico) e no resto da União Europeia.

A variação homóloga de março de 2022 revelou um crescimento de 5,3%, valor mais alto desde 1994, (4,2%em fevereiro) que compara com 9,8% na vizinha Espanha.

Não há ainda dados para o conjunto da União Europeia relativos a março de 2022 mas em fevereiro Portugal encontrava-se entre os três países com a inflação mais baixa em contraste co mEspanha que regista uma das mais altas.

Finalmente, a taxa de inflação subjacente (inflação sem produtos energéticos e sem alimentação) registou um crescimento homólogo de 3,8% (3,2% em fevereiro de 2022). Ou seja, apesar de haver ainda um claro efeito induzido pelos produtos energéticos (com variação homóloga de 19,8% – valor mais elevado desde fevereiro de 1991), a inflação subjacente dá sinais de uma aceleração. Destaca-se o crescimento de seis décimas num mês, antecipando que o efeito da subida de preços chegará a quase todas as classes de despesa ainda que, para já, num patamar mais modesto (3,8% versus 5,3%).

Os produtos alimentares não transformados (outro dos poucos dados que o INE divulga na sua estimativa rápida do IPC/IHPC estão a registar uma inflacão homólogo ligeiramente acima da média para todo o cabas: 5,9% versus 5,3%.

Portugal e Espanha que partilha o mesmo mercado para a fixação dos preços da eletricidade, mercado esse que tem poucas interligações físicas com o resto da Eurpa e que, na prática, funciona como uma ilha, aguardam uma resposta à sua propsota de alteração do processo de fixação de preços da energia elétrica, proposta essa que se espera possa vir a estabilizar e conter os preços de, pelo menos, a componente elétrica das necessidades de energia o que terá impacto nas empresa e nas famílias, quer de forma direta (pelos preços da eletricidade) quer indireta face à condição de consumo intermédia em muitos processos produtivos de bens e serviços que a eletricidade tem.

Recorde-se que no mercado ibérico de energia os preços são definidos num leição diário cujo preço final do leilão é aplicado a todos os contratos de energia, sejam eles abastecidos por energias renováveis ou não renováveis. Sempre que as renováveis (mais baratas) não são suficientes para satisfazer toda a procura de eletricidade são acionadas alternativas menos económicas (como o gás ou o carvão – ainda usado em Espanha e como tal presente no mix energético de Espanha e Portugal) que acabam por definir o preço final num patamar bem mais alto do que aquele que seria estabelecido apenas pelas renováveis.

Os países ibéricos esperam ter novidades (e aprovação Europeia) para a nova metodologia de fiação de preços durante os mês de abril ou maio de 2022.

Estes serão temas que continuaremos a acompanhar no Economia e Finanças.

4 comentários

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