Reformar o financiamento do Serviço Nacional de Saúde

Aqui há dias zurzi noutras paragens, "Saúde: reformar às pinguinhas", contra o carácter avulso e desgarrado das medidas apresentadas pelo actual Ministro da Saúde relativamente ao seu ministério.

Advogava eu que não há reformas que resistam (em termos de suporte público) a uma lógica de atrito continuado medido, por exemplo, pelas sucessivas alterações ao tarifário e base de incidência das taxas moderadoras (que em alguns casos passaram inclusive a justificar umas aspas). O pretexto para estas críticas foi na altura a perspectiva de se terminar com a isenção de taxas moderadoras às crianças até ao 12 anos. Mais do que criticar cada medida concreta critiquei, e critico, a falta transparência política quanto à estratégia que supostamente enquadra as medidas que vão sendo implementadas e/ou testadas. Em política anunciar-se a defesa de um regime tendencialmente gratuito para depois ir progressivamente impondo pagamentos específicos e desenquadrados de uma política geral não deve ser admitido sem contestação.

Vem esta lenga-lenga política a propósito de um esforço com uma lógica oposta presente num artigo do economista Tiago Mendes (vizinho destas paragens e portanto um "perigoso" neo-liberal). Num singelo e necessariamente limitado artigo de jornal, Tiago Mendes começa pelo que deverá ser o essencial…

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Mais opinião no Economia & Finanças

31/05/2007 por Rui Cerdeira Branco · 1 comentário
Arquivado em: Blogologia 

Algumas notas editoriais.

O Economia & Finanças manterá o seu carácter informativo, provavelmente reforçará o seu perfil de clipping com mão humana – selecção de notícias do dia segundo os gostos e preferências pessoais do editor – e muito provavelmente verá aqui cair mais opinião. Até ao momento tenho reduzido intencionalmente o pendor "político" do blogue. Quase tudo o que é opinião tem tido o seu lugar de elição no meu outro blogue que se aproxima já dos quatro anos de existência: o Adufe.

Provavelmente, também em virtude disso, o Economia & Finanças se revele essencialmente um local de consulta de informação sendo a maioria dos seus visitantes oriundos de motores de busca. Por essa via só posso estar satisfeito com o sucesso deste sítio, contudo, julgo que não é incompatível defender um modelo (mais) híbrido. Assim, sempre que pontualmente escrever um artigo de opinião versando incidentalmente sobre matérias económica-financeiras este será publicado inicialmente no Economia & Finanças, sendo posteriormente divulgado também no Adufe, onde "a clientela" é manifestamente mais constituída por leitores habituais e interessados em opinião.

Dito isto, tenho também de sublinhar que o Economia & Finanças (E&F) tem entre a sua comunidade de leitores algo que não existe no Adufe: cerca de 60 leitores por e-mail. Especialmente para esses tentarei pensar em algum tipo de serviço adicional (em jeito de bónus). Alguma ideia quanto ao que gostaria de ler/ informação que gostariam de ter a complementar o E&F?

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Brisa goes west – concessionária da Northwest Parkway

31/05/2007 por Rui Cerdeira Branco · Deixe um comentário
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Parece que a notícia de meados de Abril, "Brisa: The American Northwest Parkway", se confirma.

Sendo uma raridade por terras lusas fica a actualização. Brisa goes west! 

"(…) Este projecto [avaliado em mais de 500 milhões de euros], que marca a entrada da Brisa no mercado norte-americano, inclui uma auto-estrada com uma extensão aproximada de 18 km – dos quais cerca de 14 km já estão em operação desde Novembro de 2003, e os restantes 4 km a serem construídos -, sendo a concessão atribuída por um período de 99 anos, adianta o documento. (…)"

in Diário Económico

Estrada no Colorado - EUAEis o comunicado oficial da The Northwest Parkway Public Highway Authority.

OFFICIAL STATEMENT FROM KAREN STUART, NORTHWEST PARKWAY PUBLIC HIGHWAY AUTHORITY BOARD CHAIR

“The Northwest Parkway Public Highway Authority toll road board of directors today moved to give preliminary approval for a multi-year leasing concession agreement with preferred bidding team Brisa Auto-Estradas de Portugal, S.A./Companhia de Concessoes Rodoviarias (Brisa/CCR).  Through the agreement, Brisa/CCR will assume financial obligations and will manage business operations and roadway maintenance for the toll road.  We are pleased to enter into a new era of partnership and look forward to a continued high level of customer service for our drivers that will now be provided by the Brisa/CCR operations team.  We would like to thank Brisa/CCR for their outstanding proposal and high level of professionalism throughout the negotiation process.  A joint announcement from the Northwest Parkway and Brisa/CCR will follow on Thursday, which will include an official statement from Brisa/CCR regarding today’s announcement.  Leia Mais

Selo do Automóvel a pagamento a partir de um de Junho

Já entregou o IRS, está despachadinho? ( O prazo de entrega do IRC termina amanhã!)

Muito bem. Já agora, tem pópo? Se tem, a partir de sexta-feira (apenas pela internet via sítio das finanças e repartições) e até dia 31 de Julho pode efectuar o pagamento do imposto municipal sobre veículos (IMV), o popular selo do carro.

Caso pretenda recorrer a um revendedor, não o faça antes de dia 14 de Junho. O prazo limite de entrega por esta via termina igualmente a 31 de Julho.

Todos os detalhes podem ser encontrados na portaria nº 629/2007 hoje publicada no diário da república que regula os prazos de liquidação e pagamento do IMV.

Factores de Sucesso das Jovens Empresas Portuguesas

30/05/2007 por Rui Cerdeira Branco · 1 comentário
Arquivado em: Economia Nacional, Empresas 

Novidades do INE:

" Melhoria da situação financeira e realização pessoal constituem as principais motivações para a criação de novas empresas

A maioria dos empresários fundadores das novas empresas são homens (85,8%), têm mais de 40 anos (55,7%) e possuem o ensino básico (51,2%). A melhoria da situação financeira constitui a principal motivação para a criação de empresas e é prioritariamente para o comércio que são canalizados os investimentos. A concorrência demasiado agressiva constitui o maior obstáculo à venda de produtos e serviços.
Os resultados agora apresentados têm como base um inquérito efectuado pelo INE, entre o último trimestre de 2005 e o primeiro de 2006, a uma amostra representativa de todas actividades económicas, dirigido aos fundadores de empresas que tendo iniciado actividade em 2002 permaneciam activas aquando da realização do inquérito. Os resultados permitem caracterizar o perfil dos empresários, as condições de arranque das novasempresas e os obstáculos à sua actividade."

Mais detalhes podem ser encontrados aqui (resumo) e aqui (relatório completo – 17 páginas). Uma leitura interessante.

Mais um pedacito:

" (…) O financiamento das novas empresas é realizado essencialmente com o recurso a fundos próprios (87,2%). Para além dos empréstimos com garantia bancária (16,1%), os empresários recorrem ainda ao seu círculo de relações sociais para a obtenção de capital, em 12,9% dos casos. O capital de risco foi utilizado apenas por 0,2% das empresas. (…)"

“No more movies” para Paul Newman

29/05/2007 por Rui Cerdeira Branco · Deixe um comentário
Arquivado em: Media, Sociedade 

Via Expresso chego à inevitável notícia anunciada de viva voz por um dos mais estimulantes actores norte americanos. Aos 82 anos Paul Newman "Corta!".

« (…) “Começa-se a perder a memória, começa-se a perder a confiança, começa-se a perder a capacidade de inventar”, confidenciou o actor ao programa Good Morning América da cadeia ABC, “portanto este é um capítulo encerrado para mim”.

Paul Leonard Newman nasceu a 26 de Janeiro de 1925 na cidade do Midwest americano de Cleveland, filho de pai com origens judaico-alemãs e mãe católica de raízes húngaras. Paul foi um homem do seu tempo prosseguindo os estudos até se licenciar em Ciências Económicas, percurso unicamente interrompido pela Segunda Grande Guerra e pelo serviço militar que cumpriu nas ilhas de Guam e Okinawa onde esteve de 1943 a 1945.

O gosto pela representação já o tinha ganho durante o percurso académico e enquanto aluno do mítico Actors Studio em Nova Iorque. Paul acabou assim por nunca se tornar no economista que um dia ambicionara ser. (…)»

Fica a curiosidade económica. Não fazia ideia que Paul Newman tinha terminado uma licenciatura em Ciências Económicas. Sempre me pareceu que era de facto um curso extremamente generalista :-)

BCE recusa considerar aplicações de Bancos em off-shores “manhosos”

Uma notícia curiosa, no Diário Económico, e quase relacionada com o artigo anterior aqui publicado:

"O Banco Espírito Santo (BES) e o Banco Comercial Português (BCP) emitiram, a partir das Ilhas Caimão, 13,7 mil milhões de euros em obrigações consideradas ilegais à luz das novas regras do Banco Central Europeu (BCE). (…)"

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