O governo vai anunciar novo série de Certificados do Tesouro durante a segunda semana de julho, segundo noticía o jornal Online ECO.
Certificados de aforro voltarão a ter alternativa complementar atraente?
Recorde-se que presentemente, além da série F dos Certificados de Aforro os particulares podem adquirir diretamente dívida pública através da subscrição de Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV) criados em setembro de 2021.
Este produto tem, contudo, perdido popularidade e está há largos meses a registar um saldo negativo com os resgates a superarem largamente as novas subscrições. As taxas de juro e o desenho do produto simplesmente deixaram de ser apelativos face aos produtos de baixo risco com que competem.
Em particular, comparam muito mal com os próprios certificados de aforro (veja esta comparação que fizemos em 2021 e que hoje é bem mais desfavorável para os CTPV).
Na referida notícia do ECO, são revelados alguns detalhes do novo produto.
- Desde logo o facto de, face aos CTPV aumentar o período de investimento até à maturidade, passando de 7 para 10 anos.
- Por outro lado, não se conhecendo ainda qual será a curva de rendimento, é avançado que estes novos Certificados do Tesouro terão uma estrutura de taxas de juro crescente não existindo uma componente variável associada ao desempenho do PIB como existe nos CTPV.
- A subscrição mínima será de €1.000 e este será o valor mínimo que terá de ser mantido em conta caso se pretendam realizar resgates parciais. Note-se que, tal como nos CTPV, os valores subscritos não podem ser mobilizados/resgatados durante os primeiros 12 meses.
- Ao contrário do que sucede com os certificados de aforro e à semelhança do que sucede com os atuais CTPV o pagamento dos juros é anual, não existindo capitalização de juros.
Os novos certificados do tesouro serão competitivos?
Os CTPV estão incluídos no nosso comparativo com mais 296 depósitos a prazo e como se constata apresentam taxas muito pouco competitivas, neste momento.
Naturalmente que se o objetivo passar por conseguir captar uma maior fatia da poupança nacional para ajudar a financiar o Estado, a estrutura de taxas de juro terá de ser mais generosa que a atual. Logo que haja detalhes oficiais daremos deles nota no Economia e Finanças.
