Taxas de juro máximas no crédito revistas em baixa para o 3º trimestre de 2010
Arquivado em: Consumo e Produtos, Dinheiros, Instituições Financ., Regulação Económica
Conforme vai já sendo habitual amplificamos aqui a divulgação das taxas de juro máximas autorizadas pelo Banco de Portugal para os vários tipos de crédito. No caso concreto estas são as taxas que entraram em vigor a 1 de Julho e que sem anterão como fasquia máxima até ao final do 3º trimestre co corrrente ano. com excepção das taxas relativas a crédito automóvel com garantia de propriedades “Outras”, todas as taxas foram revistas em baixa face ao trimestre anterior. Adicionalmente, neste trimestre o Banco de Portugal eliminou uma desagregação que vinha existindo tendo passado a incluir as taxas aplicáveis à locação financeira de equipamentos no grupo do crédito pessoal com finalidade de educação, saúde e energias renováveis.
Eis a tabela com as taxas máximas de usura presentamente em vigor:
| Tipo de contrato de crédito | TAEG máximas |
|---|---|
| Crédito Pessoal | |
| - Finalidade Educação, Saúde e Energias Renováveis e Loc. Financeira de Equipamentos | 6,0% |
| - Outros Créditos Pessoais | 18,8% |
| Crédito Automóvel | |
| - Locação Financeira ou ALD: novos | 7,4% |
| - Locação Financeira ou ALD: usados | 9,2% |
| - Com reserva de propriedade e outros: novos | 11,3% |
| - Com reserva de propriedade e outros: usados | 15,2% |
| Cartões de Crédito, Linhas de Crédito, Contas Correntes Bancárias e Facilidades de Descoberto | 32,6% |
Certificados do Tesouro pagam 1,25% nos primeiros anos
O IGCP acaba de divulgar a taxas de juro adequadas a cada prazo de permanência que se aplicarão aos Certificados do Tesouro (CT) cuja comercialização amanhã se inicia.
Eis o comunicado do IGCP:
“Para as subscrições de certificados do Tesouro em Julho de 2010 a:
Taxa ilíquida de juro anual garantida para uma aplicação a 10 anos – 5,50%”
Taxa ilíquida dos juros distribuídos anualmente do 1.º ao 5.º ano – 1,25%
Taxa ilíquida de juro anual garantida para uma aplicação a 5 anos – 4,45%
Como se pode verificar os CT não são concorrenciais com muitos dos depósitos a prazo existentes no nosso mercado para prazos de permanência até 4 anos inclusive (consulte as páginas das instituições financeiras aqui referenciadas). Se mantiverem a aplicação durante pelo menos 5 anos, ao passar a pagar todo o período a uma taxa anual de 4,45% já se justificará pensar duas vezes, ainda que a opção não seja linear.
Na realidade, a opção dependerá das suas expectativas de evolução das taxas de juro e, consequentemente dos produtos concorrentes como os depósitos a prazo. Dependerá também da sua avaliação de risco de cumprimento por parte do Estado versus Instituição Finanaciera colocadora dos depósitos. Nos próximos dias apresentaremos aqui algumas comparações numéricas para facilitar o desenho de cenários.
Entretanto, não se esqueça, a taxa de retenção do IRS vai aumentar para 21,5%. As taxas aqui apresentadas são brutas pelo que deverá deduzir 21,5% aos juros para obter o seu retorno líquido. Bons negócios!
Os melhores “spread” no crédito à habitação (Abril 2010)
Há ciclos de vida que são alheios à conjuntura de momento pelo que há sempre um conjunto de pessoas que vê chegada a hora de comprar casa, particularmente num país que ainda não tem um mercado de arrendamento equilibrado e inteiramente funcional. Com tantas notícias nos jornais a falar de limitações no acesso ao crédito e de aumento do preço do dinheiro que se pede emprestado que se perspectiva para os próximos anos, ir ao banco pedir dinheiro e contrair um empréstimo pode ser uma actividade a justificar ansiedade acrescida.
Mas simplifiquemos, se está nessa situação não se abandone a fatalismos, procure a melhor opção, pondere devidamente as necessidades de financiamento e a capacidade de cumprir e, claro, imagine um plano de contingência: se nem todo correr como planeado esteja sempre preparado para minimizar com rapidez as potenciais consequências de um azar. Essa rapidez de acção perante a adversidade pode ser a diferença entre um percalço pontual e uma crise séria e prolongada no orçamento e viabilidade económica familiar.
Dito isto, as perguntas de sempre continuam a ter de ser respondidas: onde, com quem e em que condições conseguirei o melhor negócio. Quem me pede menos pelo dinheiro de que preciso e/ou me oferece uma relação de maior respeito e com maior transparência?
Temos acompanhado este mercado fazendo algumas inquirições juntos de instituições financeiras e verificámos que o artigo desta semana publicado no Jornal de Negócios é consistente com os casos que também validamos (ver aqui).
Como o Negócios aborda mais situações (foi a mais bancos) resolvemos recomendar aos nossos leitores que passem por lá em busca de boas pistas. Desde logo sublinhamos que é na banca não nacional a operar por cá que neste momento se encontram (com grande vantagens) os melhores spreads.
Depósitos a Prazo – Abril de 2010
Procedemos à atualização habitual da nossa página que contêm as ligações para os depósitos a prazo comercializados pelas instituições financeiras (IF) acreditadas em Portugal.
Numa primeira análise identificámos alguma diversificação adicional na oferta de depósitos a prazo de médio prazo na modalidade de remunerações crescentes, confirmámos a inevitável redução das taxas de juros dos depósitos que se encontram indexados à euribor e constatámos que, apesar dos baixos valores nominais das remunerações dos depósitos, é ainda fácil encontrar depósitos a prazo que remuneram acima da taxa de inflação que têm sido, recorde-se, negativa ao longo dos últimosm eses (se considerarmos a taxa média de crescimento anual). Contratar depósitos a prazo pela banca via internet (homebanking) continua a ser muito mais vantajoso do que recorrer ao balcão.
Convidamos a nosso leitor a navegar pelas sugestões do portal onde muito provavelmente encontrará a ligação para a melhor taxa de juro de depósitos a prazo. Reforçamos mais uma vez a utilidade de comparar as ofertas recorendo à obrigatório Ficha de Informação Normalizada (que algumas IF resolveram começar a chamar singelamente de “FIN” e que ironicamente fornecem muito perto do fin das páginas informativas).
Note que nem só a taxa de juro é relevante, não se esqueça de analisar, por exemplo, quais as penalizações em caso de levantamento antecipado do capital e se tal possibilidade é, de todo, possível.
Bons negócios!
Limites das taxas de juro de Usura em França
Arquivado em: Consumo e Produtos, Dinheiros, Instituições Financ., Regulação Económica
Temos vindo a publicar aqui as taxas de juro máximas fixadas para o trimestre, definidas pelo Banco de Portugal. Trata-se de uma prática iniciada este ano e aplica-se a taxas de juro ativas que incidem sobre crédito pessoal, crédito automóvel e cartões de crédito, linhas de crédito, descobertos bancários. O último artigo sobre o assunto foi publicado aqui: “Taxas de juro máximas por tipo de crédito descem – 2º trimestre de 2010“.
Mas a que propósito vem esta “repetição”? Um leitor deixou-nos uma dica na nossa página de fãs do facebook, alertando-nos para um exercício em boa parte comparável que se está a realizar em França. Nesta ligação (http://www.banque-france.fr/fr/statistiques/taux/usure.htm) podemos ver quais os limites máximos fixados em França (ano 2009) para este mesmo tipo de créditos mas também para outros. Por lá não estão com meias tintas e chamam-lhes “Seuils d’usure”. Os valores, num cenário e para um período em que a euribor andava por valores um pouco mais altos, é de tetos de juro mais baixos do que por cá. Haverá risco de crédito mais significativo por cá para justificar o diferencial?
Taxas de juro máximas por tipo de crédito descem – 2º trimestre de 2010
Arquivado em: Consumo e Produtos, Dinheiros, Instituições Financ., Regulação Económica
Com o aproximar do final do 1º trimestre de 2010, o Banco de Portugal divulga os limites máximos para a taxa de juro cobrável em contratos de crédito pessoal, crédito automóvel e cartões de crédito, descobertos bancários, linhas de crédito. Recorda-se que o Banco de Portugal fixou este valores pela primeira vez em Dezembro último (ver aqui:”Os limites da usura: Banco de Portugal fixa taxas máximas no crédito aos consumidores – 1º Trimestre de 2010“).
Os limites máximos agora fixados foram revistos em baixa face ao trimestre anterior. O valor máximo mais baixo é de 6,7% e refere-se a Crédito Pessoal com Finalidade Educação, Saúde e Energias Renováveis 6,70%. O mais alto é de 31,6& e refere-se a Cartões de Crédito, Linhas de Crédito, Contas Correntes Bancárias e Facilidades de Descoberto.
Eis os limites máximos por tipo de contrato que entrarão em vigor a 1 de Abril de 2010 de acordo com comunicado do Banco de Portugal:
Quanto custa o dinheiro para o Estado? 4,823%
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ., Política Económica
Há 8 anos que o Estado não pagava tão caro pelo dinheiro que pede emprestado. A notícia é de quarta-feira e refere-se à emissão de 3 mil milhões de euros em obrigações do tesouro que o Estado português levou ao mercado. A taxa de juro final para remunerar os obrigacionistas que se mantenham titulares das respectivas obrigações durante os 10 anos de duração do empréstimo é de 4,823% ao ano.
A CGD hoje admite como referencial de taxa fixa a 10 anos para um crédito à habitação um valor na ordem dos 3,65% aos quais adiciona um spread que poderá começar, na melhor das hipóteses, nos 0,8% não devendo o valor médio fugir muito das redondezas do ponto percentual. Ainda assim uma taxa final cobrada inferior à que o Estado ontem aceitou pagar aos financiadores institucionais. Se a CGD se financiar a taxas próximas das obtidas ontem pelo Estado português, dificilmente poderá manter esta oferta, pois se ofizesse ou não teria qualquer proveito ou teria mesmo prejuízo.

