Inflação na zona euro diminui ligeiramente em Julho
Arquivado em: Dinheiros, Economia Internacio., Instituições Financ., Números Estatística
Euro area annual inflation is expected to be 1.8% in July 2007 according to a flash estimate issued by Eurostat,the Statistical Office of the European Communities. It was 1.9% in June.
in "Euro area inflation estimated at 1.8%" no Eurostat
Pois é, a inflação na zona euro voltou a regredir em cenário de incremento do preço do petróleo e de reforço da taxa de câmbio do Euro face ao Dolar. Mais logo o BCE dará o sinal para a evolução a curto prazo relativa à evolução das taxas de juro. Teremos mais um aumento ainda este ano (cenário mais provável) ou ficaremos por aqui?
2007: o ano do boom publicitário na Internet em Portugal?
Será este ano o ano do grande salto em termos de publicidade na Internet? Assim parece crer o Omnicom Media Group Portugal citado pela revista Meios & Publicidade:
"A internet será o meio que mais vai crescer em termos de investimento publicitário em 2007, com uma subida de 80% face ao período homólogo, de acordo com uma estimativa divulgada pelo Omnicom Media Group Portugal. A quota de mercado do online deverá aumentar de 1 para 2%.Segundo os dados ontem divulgados, o mercado publicitário português vai crescer 3, 5% em 2007, face ao ano anterior. (…)"
Talvez sejam boas notícias para o futuro da TubarãoEsquilo que não pára de crescer.
Os irredutíveis lusos na grande distribuição
Arquivado em: Economia Internacio., Economia Nacional, Empresas
Não resisto a transcrever o primeiro parágrafo do editorial de hoje de Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios.
"A Carrefour é quem manda na distribuição mundial, excepto Estados Unidos, imperando na América Latina e em toda a Europa. Toda? Não. Um país habitado pelas irredutíveis Sonae Distribuição e Jerónimo Martins resiste ainda e sempre ao invasor. As duas companhias estão fortes e em expansão. Esse reconhecimento é devido pelos accionistas a Belmiro de Azevedo e a Soares dos Santos: são sobreviventes da, e na, globalização. (…)"
E já agora, espreitem o texto na íntegra. O último parágrafo é também muito pop. À Jordão.
Bolsa de valores: uma forma mais barata de ir a jogo
Arquivado em: Dinheiros, Mercados, Política Fiscal
Os mercados de acções andam extremamente voláteis em todo o mundo. São dias para investidores/especuladores de barba rija. Olhar para a evolução diária dos diversos índices pode ser extremamente enganador. A variação de preço ao longo de um dia de negociação atinge níveis impressionantes em muitas acções.
Por cá o cenário é também este multiplicado por um número inteiro qualquer diferente de um. O exemplo do dia é o BCP. Em poucas horas, fruto de um rumor, já esteve a valorizar mais de 8%. Há pouco seguia nos 6% e vamos a ver como encerrará o dia. Bastará alguém vir negar o rumor para poder muito bem fechar com uma variação negativa. Tudo isto tem muito pouco a ver com a capacidade intrínseca de gerar valor por parte de cada empresa. Imagine-se um investidor de longo prazo a ver as suas acções atingirem um nível de valorização que não imaginaria obter antes de um ou dois anos. É mais que natural que não resista à tentação de vender arrecadando o lucro imediato. Estará a contribuir também para a volatilidade, à sua maneira.
Todos vão a jogo nestas condições, a começar pelos investidores institucionais que têm demonstrado pouco pruridos em assumir um perfil especulativo na gestão dos seus respectivos fundos. Tudo isto tem essencialmente a ver com gestão de expectativas, animal spirits on the loose. Joga-se, recorre-se ao bluff, gerem-se notícias, compra-se e vende-se para condicionar os menos experimentados, levando-os em carneirada para algum lado com o fito de retirar dividendos. Na bolsa, sempre que seja possível condicionar o mercado, ou seja, prever o que acontecerá em termos de evolução de um título nos minutos que se seguem é quanto basta para alguém com dinheiro ou títulos em carteira poder fazer fortuna. Sim há crimes associados a estas práticas, mas nos dias que correm a fiscalização tem se revelado impossível; a predisposição para o excesso está no mercado e o medo que surgiu nas últimas sessões só veio lubrificar a volatilidade vigente. Em muitos aspectos é bem mais estimulante do que um jogo de casino. Na essencial pouco se distingue deste.
Sabendo-se ao que se vai e sendo-se adulto e capaz, não há nada a criticar. Talvez apenas a taxa de imposto (10% para investimentos com mais valias que fiquem em carteira menos de 12 meses) que ficam bem aquém do que é cobrado num casino (à casa e ao vencedor de prémios) ou mesmo do que é cobrado numa singela conta de depósitos a prazo (20% sobre os juros), mas aí, na taxa de impostos sobre a bolsa domina a "globalização" onde o mercado é aberto, e a "situação" onde ele é ainda, na prática (do pequeno aforrador), doméstico.
Novas regras no seguro de vida na forja
Arquivado em: Dinheiros, Regulação Económica, Sociedade
Custa a acreditar, mas em Portugal as seguradoras não estão obrigadas a tentar contactar os beneficiários de um seguro de vida assim que tomem conhecimento do óbito do segurado. Segundo se lê na imprensa (aqui, por exemplo) o Governo, talvez inspirado pelo crescente número de seguros de vida que os portugueses vão subscrevendo ao sabor da onda que os leva a recorrer ao crédito, está a preparar legislação precisamente no sentido de alterar esta prática. Mais uma área onde inegavelmente havia (e ainda há) lacunas de regulação e onde o mercado falha em tornar desnecessário o papel do regulador.
Alterações ao abono de família 2007 – apoio à natalidade
Depois de ter encontrado informação contraditória na imprensa, procurei na "fonte" dados menos dúbios para tentar esclarecer algum leitor interessado.
No portal do governo encontrei finalmente uma ligação para um documento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade que apresenta as novas medidas com exemplos claros.
Pode consultar a informação nesta ligação (ficheiro pdf) e verificar, se for caso disso, o que lhe reservam estas alterações legislativas.
ACTUALIZAÇÃO (5 de Setembro de 2007):
- leia neste artigo, "Abono de família pré-natal – apoio à natalidade – 2007", os detalhes do decreto-lei Decreto-Lei n.º 308-A/2007 de 5 de Setembro no que se refere específicamente ao Abono de família Pré-natal.
- leia neste artigo "Majoração do Abono de família para o segundo filho e seguintes – 2007", os detalhes do decreto-lei Decreto-Lei n.º 308-A/2007 de 5 de Setembro no que se refere específicamente à majoração do abono de família para o 2º e demais filhos.
- No sítio da segurança social encontram-se já publicados os detalhes relativos às recentes alterações legislativas. Concretamente nesta página.
- Como informação adicional deixa-se a ligação para os endereços dos centros de atendimento da segurança social espalhados pelo país. Nesta outra página.
Obrigado.
Alterações ao Abono de Família no âmbito da política pró-natalidade (actualizado a 23 de Julho 2007)
Arquivado em: Dinheiros, Política Económica, Política da Saúde, Sociedade
NOTA (21 ABRIL 2009): Procura informação sobre o novo regime de parentalidade (2009)? Para informação actualizada clique aqui: O que muda com o novo regime para a parentalidade?
Um caso concreto e um resumo da informação hoje divulgada pelo Primeiro-Ministro na Assembleia da República.
Imaginemos que tem um filho com 3 anos e que está no último escalão do abono de família que dá direito a abono. Neste momento estará a receber por mês 10,76€. Nascendo um segundo filho ocorrerá uma alteração face à situação actual quando o segundo filho perfizer um ano. Nessa altura e admitindo que se mantem no mesmo escalão de abono, em vez de ficarem os dois filhos a receber 10,76€, cada um ficará a receber o dobro até que o segundo filho faça os 3 anos.
Ou seja, por ano receberá mais 258,24€.
Caso entretanto nasça um terceiro filho a prestação em vez de duplicar, triplicará a partir do momento em que o terceiro filho faca um ano e enquanto este não fizer 3 anos. Durante esse período de dois anos receberá mais 387,36€/ano.
O mesmo raciocínio se aplica para os demais escalões de abono de família ajustados para os respectivos níveis do abono de família.
Outra medida relacionada com o abono de família será a de que este passará a ser recebido não a partir do momento do parto mas a partir do terceiro mês de gestação isto caso o nível de rendimentos da família a tornem elegível para a respectiva subvenção. Nesse caso receberá entre 32,28€ por mês (caso esteja no último escalão que dá direito a abono) e 130€ caso esteja no primeiro escalão do abono de família.
Esta informação carece de ser confirmada com a regulamentação legal que à data deste artigo ainda não havia sido divulgada.
Adenda (23/07/2007): O ministro do Trabalho anunciou que a partir de 2008 a licença de maternidade passará a ser de 5 meses com direito à respectiva remuneração. Este novo enquadramento (que acrescenta um mês de remuneração ao regime existente) deverá entrar em vigor integrado no novo Código de Trabalho. Os detalhes deverão ser comunicados hoje, em conferência de imprensa, pelas 16 horas.
