Cuidados com as comissões de corretagem e de subscrição

Outra notícias que me deixou apreensivo, mas desta vez sem crítica para o Jornal em questão, vem nas últimas linhas desta paça: "Impostos e comissões tiram 19% às mais-valias na REN".

Além do bom trabalho de se alertar para a existência de uma cobrança de IRS sobre as mais valias relativas a acções detidas durante menos de 12 meses – numa taxa que 10% caso não se opte pelo englobamento no IRS -, a notícia acrescenta-lhe as incontornáveis comissões de subscrição cobradas pelo Intermediário financeira e  as despesas de corretagem. Para estas indicam-se como referência os valores de 20€ e de 12€, respectivamente. E aqui sou em quem começa a deixar pontos de exclamação! Ou o meu banco é muito especial ou alguém anda a pagar balúrdios para investir na bolsa.

Nas operações de OPA e IPO o meu banco estava a cobrar uma taxa fixa de 8€ e numa eventual venda (ou em compras fora do âmbito de uma OPA) a comissão de subscrição oscila entre os 4 e os 8 euros a que se juntam 2 euros de taxa de negociação (valores estabelecidos pela Euronext) que são cobrados por cada negócio que se tiver de efectuar em bolsa para cumprir a ordem do cliente (ou seja, se eu quiser vender 100 acções e houver no mercado, ao preço desejado, apenas dois lotes de, por exemplo, 50 acções cada, pagarei dois negócios, o que equivale a 4 euros). Muito provavelmente, em ambos, os casos estamos a falar de valores bem longe de um total de 32€ usado como referência no Jornal de Negócios. 

Se os números do Jornal de Negócios não lhe pareceram exorbitantes, procure urgentemente outro banco! 

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