A taxa de juro dos Certificados de Aforro sobe em maio de 2026, dando sequência a um movimento que já se havia registado em abril (ver o artigo “Se subscrever Certificados de Aforro em abril de 2026 irá receber mais“).
Quem subscreveu certificados de aforro em abril de 2026 garantiu uma remuneração no primeiro trimestre da sua poupança equivalente a 2,138% de Taxa Anual Nominal Bruta (2,012% de TANB em março de 2026. Já quem o fizer em maio de 2026 receberá uma taxa de 2,195% (TANB), um ligeiro aumento de 5,7 pontos de base face a abril e de 18,3 pontos base face a março de 2026.
A 27 de abril, dia em que editámos este artigo, a Euribor a 3 meses fixou-se nos 2,170% ( sendo este o último dos 10 valores relevantes para apurar “a média dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis anteriores, sendo o resultado arredondado à terceira casa decimal” como definido da ficha técnica dos certificados de aforro série F).
O valor aqui divulgado resulta de cálculos do Economia e Finanças, usando informação pública sobre a Euribor a 3 meses. O valor oficial será divulgado em breve.
Simulação do Plano de pagamentos dos Certificados de Aforro com taxa constante
Assumindo que a taxa de maio de 2026 se mantinha estável durante todo o período de poupança associada a uma nova subscrição (15 anos) esta seria a estrutura da taxas de juro líquidas (TANL) e brutas (TANB) associadas a cada ano (tabela em baixo).
| Juro efetivo dos Certificados de Aforro de acordo com o prazo | ||
| Anos | TANL | TANB |
| 1 | 1,59% | 2,207% |
| 2 | 1,68% | 2,333% |
| 3 | 1,71% | 2,376% |
| 4 | 1,73% | 2,397% |
| 5 | 1,73% | 2,409% |
| 6 | 1,77% | 2,460% |
| 7 | 1,80% | 2,496% |
| 8 | 1,82% | 2,523% |
| 9 | 1,83% | 2,544% |
| 10 | 1,88% | 2,612% |
| 11 | 1,92% | 2,667% |
| 12 | 1,98% | 2,755% |
| 13 | 2,04% | 2,830% |
| 14 | 2,10% | 2,912% |
| 15 | 2,15% | 2,983% |
Pode utilizar o simulador do IGCP ou dos CTT para produzir cenários mais finos, ajustado ao seu caso concreto, nomeadamente para apurar juros de subscrições já em curso.
Política Monetária futura do BCE pode conhecer desenvolvimentos em breve
Esta evolução deve-se ao aumento da Euribor a 3 meses que serve de taxa indexante para apurar a taxa de juro dos Certificados de Aforro, pelo menos enquanto esta Euribor não atinge os 2,5%. A partir desse valor está definido um patamar máximo da remuneração dos Certificados de Aforro que só poderá ser superado à medida que, pelo permanência, a poupança seja elegível para receber os prémios definidos.
No decurso da última semana de abril decorrerá uma reunião de Banco Central de Europeu (BCE) onde será possível perceber com mais rigor qual a posição atual e previsível desta instituição quanto à sua política monetária que terá impacto direto na evolução da Euribor e, concomitantemente, na taxa de remuneração dos certificados de aforro. O conflito no Médio-Oriente e o seu impacto na economia europeia, em particular na inflação, continuarão a ser determinantes para definir essa política.
Alterações nas regras dos Certificados de Aforro
A propósito dos certificados de aforro recorde-se que no final de abril estes sofreram alterações nos seus limiares máximos de aforro que forma aumentados pelo governo.
A este propósito recomendamos a leitura do artigo: “Governo altera os Certificados de Aforro Série F e não só“.
Em poucas palavras passou a ser possível deter até €250.000 em certificados de aforro da série F e um cúmulo de €500.000 entre o total detido em Série E e em Série F. Até aqui os limites eram de €100.000 e €350.000, respetivamente.
