Poupança, certificados de aforro, contas

Taxas de Juro – Subscrever certificados de aforro em Março 2026

Quem subscrever certificados de aforro (série F) em março pode contar com uma taxa de juro anualizada nominal bruta garantida durante três meses de 2,012% (2,031% em fevereiro).

A poupança fica inacessível durante os primeiros três meses (imobilizável). Após esse período, terá liberdade total sobre a poupança, podendo resgatá-la ou mantê-la, sabendo que a taxa de juro é atualizada a cada três meses. Será assim a taxa que vigorará para novas subscrições em junho de 2026 que irá determinar qual será o juro dos certificados que começam novo trimestre nesse mês e assim sucessivamente. Note-se que os juros do trimestre anterior se somam ao valor da poupança inicial e passam eles próprios a render juros.

Este processo prolongar-se-á até o aforrador resgatar os certificados (poderá fazer resgates parciais, atenção) ou até os certificados de aforro subscritos atingirem os 15 anos. Atingindo os 15 anos o valor é transferido para a conta à ordem associada à conta de certificados.

Adicionalmente, é preciso notar que os certificados de aforro da série F têm prémios de permanência fixos que se somam à taxa de juro (indexada à Euribor a 3 meses e limitada a 2,50%). Esse prémios são pagos em cinco momentos distintos, a saber:

  • 0,25 % – do 2º ao 5º ano;
  • 0,50 % – do 6º ao 9º ano;
  • 1,00 % – no 10º e 11º ano;
  • 1,50 % – no 12º e 13º ano;
  • 1,75% – no 14.º e 15º ano.

Com tudo isto sabido chegamos à pergunta:

Certificados de aforro ao longo dos 15 anos fixando taxa de março de 2026

Sendo impossível conhecer qual será a taxa de juro em cada um dos 59 trimestres de vida dos certificados de aforro (além do primeiro) podemos simular qual seria a rentabilidade desta aplicação se a componente da taxa de juro indexada à Euribor ficasse estável durante aos 15 anos de duração da aplicação. Ou seja, assumindo que a taxa de juro base do primeiro trimestre se manteria em todos os 60 trimestres e se lhe somarmos os prémios de permanência que iremos receber se levarmos os certificados até ao final dos seus 15 anos podemos simular qual seria o retorno médio bruto e líquido no final de cada um dos 15 anos.

É esse exercício que fazemos aqui.

Para começar, recordamos como evoluiria a taxa anual nominal bruta, somada dos prémios de permanência, em cada ano, assumindo que a taxa ficava estável nos 2,012% durante os 60 trimestres.

Anos TANB Prémios Permanência
1 2,012% 0,000%
2 2,262% 0,250%
3 2,262% 0,250%
4 2,262% 0,250%
5 2,262% 0,250%
6 2,512% 0,500%
7 2,512% 0,500%
8 2,512% 0,500%
9 2,512% 0,500%
10 3,012% 1,000%
11 3,012% 1,000%
12 3,512% 1,500%
13 3,512% 1,500%
14 3,762% 1,750%
15 3,762% 1,750%

Só que esta não é a taxa efetiva que reflete a rentabilidade da poupança numa lógica de capitalização dos juros. O retorno é um pouco superior.

Eis a nossa simulação para o período de 15 anos, com o cálculo da rentabilidade no final de cada ano e num cenário de uma taxa estável nos 2,012%.
Na coluna TAENL (taxa anual efetiva nominal bruta) a taxa líquida e na coluna TAENB (taxa anual efetiva nominal bruta) a taxa bruta, antes de impostos:

 

Juro efetivo dos CA no final de cada ano
Anos TAENL TAENB
1 1,457% 2,023%
2 1,639% 2,276%
3 1,639% 2,276%
4 1,639% 2,276%
5 1,639% 2,276%
6 1,821% 2,529%
7 1,821% 2,529%
8 1,821% 2,529%
9 1,821% 2,529%
10 2,186% 3,037%
11 2,186% 3,037%
12 2,553% 3,545%
13 2,553% 3,545%
14 2,736% 3,800%
15 2,736% 3,800%

Assim, no final do primeiro ano, devido à capitalização trimestral dos juros, se a taxa se mantivesse estável nos 2,012% ao longo dos quatro trimestres, a taxa efetiva no final do ano seria de 2,023%.

No final do segundo ano, considerando que já haveria um prémio de permanência de 0,25% e considerando o efeito da capitalização, o retorno seria de 2,276%.  E assim sucessivamente, sendo necessário multiplicar por 0,72 para obter o valor depois de retenção de IRS.

No final dos 15 anos…

No final dos 15 anos, a taxa de juro média anual antes de impostos rondará os 2,799% enquanto que a taxa após impostos rondará os 2,015%. É claro que tudo isto mudará consoante evolua a taxa de juro calculada pela fórmula do contrato dos certificados de aforro em cada um dos 60 trimestres (indexada à Euribor a 3 meses).

Para uma aplicação de €1.000, no final dos 15 anos, neste cenário, deveria receber €1.348,9 líquidos de imposto.

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