O Orçamento da União Europeia: alguns factos

Nesta época em que se fala em tantos milhares de milhões de unidades monetárias (euros, dólares,…) convém fazer um esforço para tentar colocar alguns números populares (e polémicos) em perspectiva.

Tomemos por referência o plano de incentivo à economia ontem aprovado nos EUA. Estamos a falar de um plano de 819 mil milhões de dolares, cerca de 620 mil milhões de euros (câmbio a 1,32$/€) . Comparemos este número com o actual orçamento da União Europeia para todo o ano de 2009 aprovado recentemente. Segundo dados do Parlmento Europeu, o orçamento para 2009 é de 116 mil milhões de euros (aproximadamente 1% do PIB conjunto e 2,5% da despesa pública comunitária). Ou seja, o plano de emergência do presidente Obama (o 1º plano de Obama e o 2º dos EUA em poucos meses…) é mais de 5 vezes superior a todo o Orçamento da União Europeia.

O que representa um Orçamento de 116 mil milhões de euros? Alguns factos
Em 2009, 60 mil milhões de euros serão dedicados a investigação, inovação, emprego e programas de desenvolvimento regional, áreas particularmente importantes face à actual crise económica.
 
A investigação receberá mais 11% e os programas de inovação mais 22%, tendo em vista promover a competitividade e promover uma economia de baixo carbono. Os fundos destinados ao desenvolvimento rural e ambiental aumentarão 2,9%.
 
Mil milhões de euros de auxílio aos países em desenvolvimento
O Parlamento Europeu e o Conselho decidiram atribuir mil milhões de euros para combater a crise alimentar nos países em desenvolvimento, entre 2008 e 2010.
 
64 cêntimos por dia
Os custos administrativos da União Europeia representam apenas 7,7% do Orçamento da UE, ainda que muitas pessoas pensem que a maior parte do orçamento europeu é gasto com administração.
 
Estes recursos financeiros representam uma contribuição diária de cerca de 64 cêntimos por cada cidadão europeu. (…)

Simulador IRS 2009 (actualizado 28 OUT 2009)

28/01/2009 por RCB · 2 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Política Fiscal 

IRSEstá disponível desde Outubro de 2008 um simulador para a declaração de IRS 2009 relativa aos rendimentos auferidos em 2009. Este simulador é adequado para um agregado familiar. Trata-se de um simulador da Jurinfor patrocinado pela CGD que ainda não tivemos a oportunidade de testar. Em todo o caso, atendendo a experiências de outros anos com estes actores, o serviço deverá ser de qualidade. Pode-se descarregar e instalar atráves desta ligação. Os mais curiosos já podem fazer umas continhas ao reembolso (ou não).

Boas contas.

Calendário Fiscal de entrega de IRS 2009

28/01/2009 por RCB · 12 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Política Fiscal 

É já possível conhecer o calendário para a entrega da declaração anual do IRS relativo às várias fases e meios. Assim, para quem pretenda efetuar a entrega em papel, poderá fazê-lo:

- De 1 de Fevereiro a 16 de Março, caso apenas tenham sido auferidos rendimentos do trabalho dependente ou pensões (1ª Fase).

- De 16 de Março a 30 de Abril, sempre que tenham sido obtidos rendimentos de outra(s) natureza(s) (2ª Fase).

Se pretender entregar a declaração via Internet os prazos são :

- De 10 de Março a 15 de Abril, caso apenas tenham sido auferidos rendimentos do trabalho dependente ou pensões (1ª Fase).

- De 16 de Abril a 25 de Maio, sempre que tenham sido obtidos rendimentos de outra(s) natureza(s) (2ª Fase).

Se a sua opção for a internet e se pedeu as senhas de acesso poderá sempre requerê-las atempadamente junto das Declarações Electrónicas  das Finanças. E já agora, não perde nada em preparar-se para uma surpresa. Mesmo sem simulador à mão, esta boa nova de há um ano, “IRS: Menos retenção mensal, menos reembolso em 2009“,terá em breve o seu reverso: menos reembolsos.

Valores de dividendos 2009 – haverá época de dividendos?

27/01/2009 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Dinheiros, Mercados 

A cenoura e o burro revisitadosO Jornal de Negócios compromete-se a ir actualizando regularmente esta ficha onde apresentam as datas de divulgação dos resultados das empresas cotadas na bolsa e oferece por junto mais uma calculadora: a calculadora de dividendos.

Infelizmente ainda está para vir o jornal que ofereça o indispensável microscópio para ver os proveitos que se adivinham ínfimos em ano onde o crédito será um luxo para poucos e o autofinanciamento a única hipótese para muitos. Fará sentido distribuir dividendos em plena recessão? Ou por outras, serão chamariz suficiente para voltar a reactivar a bolsa como fonte de financiamento?

Para já apenas o BPI se chegou à frente oferecendo 0,0668 cêntimos por acção, com uma rentabilidade de  4,38% face aos preços de fecho de 23 de Janeiro.

Contra a crise: a solidariedade e a competência

26/01/2009 por RCB · 8 comentários
Arquivado em: Blogologia 

Não é fácil encontrar pessoas especiais, de qualidade que procuram ser íntegras e que se mobilizam em torno da sua inquietude. Este ano que passou tive a sorte (e vou tendo) de conhecer algumas num grupo de cidadãos que teve a ousadia de sair do sofá, de se informar, e de levar à prática política a sua vontade de intervenção cívica, porque melhor é possível… Falo do mais novo partido português, o MEP,  naturalmente. Mas hoje e neste meio, falo de um outro tipo de pessoas que também não são propriamente fáceis de encontrar, chamar-lhes-ia: egoístas esclarecidas para pegar numa expressão que tomo de empréstimo. Egoístas porque movidas pelo interesse individual, esclarecidas porque conscientes do interesse e da utilidade das interações coletivas.  Procuro pertencer aos dois grupos que julgo poderem intersetar-se.

O Economia & Finanças teve uma crise de crescimento. Na semana passada bateu todos os recordes anteriores de visitas únicas, páginas visualizadas, etc, de tal forma que o prestador de serviços canadiano onde estava alojado resolveu suspender a conta. Seguiu-se um novela de erros e incúrias que levaram a que se gorasse o reforço das relações comerciais com esse prestador de serviços (a iWeb) e que culminaram com a transferência para terras lusas, para a Efeito.net que o vizinho e concorrente Renato do Mais Valias (um excelente egoísta esclarecido) me recomendou num dos vários conselhos e dicas que me foi dando generosamente. Conselho muito certeiro pela amostra destes primeiros dias.

O Economia & Finanças está de volta, melhor preparado para crises futuras e com ganas de brincar ao novo acordo ortográfico (repararam na escassez de “c” ali por cima?) e de continuar a matutar na frase:  Todo o economista é um leigo, todo o leigo é Economia.

Tabelas de retenção na fonte de IRS 2010

20/01/2009 por RCB · 20 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Legislação 

ACTUALIZAÇÃO: Foram hoje divulgadas (20 de Maio de 2010 às 23h50 minutos) as tabelas de retenção na fonte do IRS relativas a 2010. Aceda a toda a informação sobre o assunto neste aqu: “Tabelas de retenção na fonte de IRS 2010 oficiais, com aumento do imposto incluido“. Neste momento já se encontram em vigor.

ADENDA (13 de Janeiro de 2010): Assim que forem divulgadas as tabelas definitivas de IRS de 2010 daremos delas notícias aqui – note-se que devido ao atraso na discussão e aprovação do Orçamento de Estado 2010, as tabelas só deverão ser conhecidas daqui a algumas semanas .

No dia em que se publicam as tabelas de retenção na fonte de 2009 fica uma pequena brincadeira para mais tarde recordar: qual acha que vai ser a actualização das tabelas em 2010?

Recordo que em 2009 estas foram actualizadas em 2,5%, mesmo que à data da publicação a previsão de inflação para 2009 seja já inferior a metade desse valor. Alguém se arrisca a dar palpites? Daqui a um ano conferimos. A caixa de comentários está ao dispor. Entretanto fica já a promessa de aqui divulgar a tabela de retenção de irs 2010. Se quiser ser informado pode subscrever o nosso serviço de envio de resumos do dias por e-mail (newsletter) ou seguir-nos num leitor de RSS ou no Facebook ou ainda no Twitter   :-)

Metade é Estado

20/01/2009 por RCB · 1 comentário
Arquivado em: Contas Nacionais, Economia Nacional 

Um bocadinho assustador olhar para este cenário e prespectivar o dia seguinte à crise corrente.

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