Como se põe cobro a esta crise?
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A concertação de ontem por parte dos bancos centrais que os levou a descerem as suas taxas de juro parece ter sido tiro de pólvora seca quanto ao objectivo de reactivar o mercado monetário interbancário, promovendo como consequência a queda da euribor. Esta taxa voltou a subir significativamente hoje.
Enquanto a limpeza dos balanços não for credível e generalizada não vamos lá. Converta-se dívida em capital social quando tal for exequível (quando o credor tiver disponibilidade e a operação da empresa endividada for economicamente sustentável), o Estado que ajude pontualmente com a contenção que os recursos limitados recomendam e encare-se também a falência (algumas falências) como primeiro passo para se reactivar o sistema financeiro. Medidas avulsas, mesmo que boas, correm o risco, neste contexto, de ser água em areia: ou desaparece ou faz o terreno movediço.
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