Confiança de empresários e consumidores em queda

30 October, 2008 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Economia Nacional 

O indicador de clima económico reforçou o movimento descendente dos quatro meses anteriores, registando o mínimo desde Setembro de 2003. No mês de referência, todos os indicadores de confiança sectoriais apresentaram um andamento negativo, especialmente intenso na Indústria Transformadora e nos Serviços.
O indicador de confiança dos Consumidores diminuiu ligeiramente em Outubro, depois de ter recuperado nos dois meses anteriores. No entanto, refira-se que, em valores efectivos sem aplicação de médias móveis de três meses, este indicador apresentou uma forte diminuição em Outubro, atingindo o mínimo histórico da série iniciada em 1986 (o mesmo valor de Julho transacto). Este comportamento poderá reflectir os desenvolvimentos recentes nos mercados financeiros

in INE.

“(…) You’re walking. And you don’t always realize it,

but you’re always falling.

With each step you fall forward slightly.

And then catch yourself from falling.

Over and over, you’re falling.

And then catching yourself from falling.

And this is how you can be walking and falling

at the same time. (…)”

Laurie Anderson, Walking & Falling (1982)

Mais retalho a inaugurar lá para quando batermos no fundo da crise?

30 October, 2008 por RCB · 2 comentários
Arquivado em: Dinheiros 

Há um ror de novos espaços comerciais (centros comerciais), espalhados um pouco por todo o país, com data de inauguração prevista para os próximos meses.
Milhares de metros quadrados de prateleiras serão colocados ao dispor de eventuais clientes, quer em zonas muito densamente servidas por oferta comercial concorrente, quer em zonas apenas densamente servidas por oferta comercial concorrente. Haverá a excepção que confirma a regra.
Vem-me à memória uma frase célebre do anedotário futebolístico nacional: estávamos à beira do abismo e decidimos dar um passo em frente.

Haverá margem para uma redução brutal das margens dos incumbentes ser suficiente para que todos consigam navegar até tempos melhores? O que acontecerá se as legítimas dúvidas que se colocavam quanto à oportunidade de mais oferta, em cenário não recessivo, se provarem verdadeiras e postas à prova precisamente a meio de uma forte recessão?

Com o incumprimento no crédito ao consumo a subir, com o nível de endividamento reconhecidamente alto e com o começo da interiorização de que poupar é preciso, temos os ingredientes para uma bela sopa no retalho nacional.

Novo blogue de Economia

29 October, 2008 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Blogologia 

Trata-se de um blogue dinamizado pela Sedes: http://www.sedes.pt/blog/

Recordo que a Sedes é presentemente dirigida por Luís Campos e Cunha.

(via Pedro Lains)

Salário mínimo para 2009

26 October, 2008 por RCB · 8 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Economia Nacional, Política Económica 

Tal como já aqui se havia avançado em Dezembro de 2007, perspectiva-se que o salário mínimo em 2009 se fixará em 450€. Recordando o que ficou acordado:

“Segundo esse plano, o valor do salário mínimo para 2009 deverá fixar-se nos 450€, subindo depois para próximo dos 475€ em 2010, de modo a que no ano 2011 se atinja um SM de pelo menos 500€.”

Pela parte que me toca, acho que é um risco que se deve correr, o de este aumento acima da inflação poder colocar sob maior pressão algumas empresas.

Curiosidade Caixa Azul

25 October, 2008 por RCB · 1 comentário
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ. 

Eis que a CGD “desprivatiza” a segmentação de clientes e assume a política como uma mais-valia: anuncia-se o serviço Caixa Azul.

Quase tudo o que precisa de saber sobre os Fundo de Investimento Imobiliário em Arrendamento Habitacional (FIIAH)

22 October, 2008 por RCB · 4 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Política Económica 

Absolutamente imperdível, o editorial de hoje do Jornal de Negócios de Pedro S. Guerreiro “Banqueiros do Povo“. Reservei opinião para saber mais detalhes, o Jornal de Negócios antecipou a deixa, muito bem.

Um excerto:

“(…) Dizer que pagar menos por mês é bom negócio é abusar do desconhecimento dos clientes. É tão errado como dizer que estender o crédito à habitação sai mais barato. É mentira: quanto mais longo é o contrato, menos capital se amortiza por mês, logo maior valor de juros se paga. Aumentar a vida dos contratos é sempre pior do que diminuí-la, só se deve fazê-lo em último caso.

Outra pista falsa está na promessa de que as casas serão compradas aos preços definidos por peritos independentes. Basta ver que as avaliações oficiais foram nos últimos anos sempre inferiores aos preços de transacção. E se assim for, os aflitos venderão as suas casas por menos do que as compraram, até porque os preços de mercado também desceram.

Poderão as famílias recusar? Dificilmente. Se estão aflitas, não estão em condições de negociar, têm de optar entre verem o património executado pelo banco ou aceitar a proposta do fundo.

Os fundos dão lucros aos investidores, limpam os balanços dos bancos e aliviam os bolsos dos aflitos. Mas é preciso garantir que a vulnerabilidade dos aflitos ou a indiferença dos contribuintes não esteja a ser explorada. Faça as contas antes de fechar negócio. O inferno tem fila à porta de financeiros americanos mas ainda lá há espaço para as boas intenções dos portugueses.”

Eu acho que o PIB vai crescer cerca de 0,314%, mais coisa, menos coisa

21 October, 2008 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Dinheiros 

Se não fosse triste seria divertido ouvir  Manuela Ferreira Leite e Teixeira dos Santos degladiarem-se sobre que valor assumirá a taxa de crescimento variação do PIB em 2009. É que de 0,3 para 0,6 vai uma grande diferença dizem. Ui, então não vai, mais que não seja porque 0,3 arredonda para 0 e 0,6 arredonda para 1. Haja pachorra! O que distingue as duas estimativas pouco mais é que a margem média de revisão dos valores divulgados pelo próprio INE.

Não há mesmo nada mais interessantes para discutir? Por aqui, só com um pouquito menos de superficialidade reconheço, faz-se uma primeira tentativa: “Um orçamento que já não será avaliado nas eleições “.

Actualização da página resumo com taxas de juro de Depósitos a Prazo

18 October, 2008 por RCB · 10 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ. 

A cábula com as ligações para as melhores taxas de juro online e na banca tradicional estava a precisar de ser actualizada há já algum tempo. Tratando-se de um trabalho sem fim, está para já feita a necessária revisão. Constata-se que há mais informação disponível nas páginas dos bancos, houve até bancos que finalmente se renderam a este meio (como Montepio Geral), mas há ainda muito espaço para melhorar, particularmente entre os bancos de maior dimensão. Dito isto é de sublinhar que ainda é possível encontrar ofertas que não cumprem com as regras em vigor, omitindo as taxas de juro em termos que permitam a comparação efectiva anualizada.

Se quer aplicar as suas poupanças num depósito à ordem talvez poupe algum trabalho em busca da melhor oferta passando primeiro por aqui. Se notar alguma omssão ou erro não exite e dar-nos nota disso usando o nosso serviço de contacto. Obrigado e bons negócios.

Dow(n) Euribor

16 October, 2008 por RCB · 4 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Economia Internacio., Instituições Financ. 

O Dow Jones precipita-se, a euribor também. Este é o padrão da semana corrente. Não aposto nem um cêntimo em como será o “padrão” para a semana.

Eis o boneco que o Banco de Portugal actualiza todos os dias. Este relativo a dia 15 de Outubro de 2008. A Euribor a descer com o aval estatal. Clarinho.

Fundo Garantia de Depósitos passa a garantir 100 000 euros

15 October, 2008 por RCB · 2 comentários
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ., Regulação Económica 

É uma das notícias que acompanha a apresentação do Orçamento de Estado de 2009. Já se sabia por acordo internacional a nível da União Europeia que o limite mínimo de garantia dos fundos de garantia nacionais seria fixado em 50.000€, havendo liberdade para os Estado reforçarem esse montante. Foi o que o se fez em Portugal com a garantia a cobrir 100.000€ por cliente em cada insitutição financeira.

Notícia sobre o assunto no Jornal de Negócios.

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