Melhores Taxas de Juro de Depósitos a Prazo

Quanto recebo pelos certificados de aforro ao longo dos 15 anos – Fevereiro 2026

Todos os meses é divulgada a taxa de juro que irá remunerar as novas subscrições dos certificados de aforro. Quem subscrever certificados de aforro (série F) em fevereiro pode contar com uma taxa de juro anualizada nominal bruta garantida durante três meses de 2,031%.

No final desses primeiros três meses terá liberdade total sobre a poupança, podendo resgatá-la ou mantê-la, sabendo que a taxa de juro é atualizada a cada três meses. Será assim a taxa que vigorar para novas subscrições em maio de 2026 que irá determinar qual será o juro dos certificados que começam novo trimestre nesse mês e assim sucessivamente. Note-se que os juros do trimestre anterior se somam ao valor da poupança inicial e passam eles próprios a render juros.

Este processo prolongar-se-á até o aforrador resgatar os certificados (poderá fazer resgates parciais, atenção) ou até os certificados de aforro subscritos atingirem os 15 anos. atingindo os 15 anos o valor é transferido para a conta à ordem associada à conta de certificados.

Adicionalmente, é preciso notar que os certificados de aforro da série F têm prémios de permanência fixos que se somam à taxa de juro (indexada à Euribor a 3 meses e limitada a 2,50%). Esse prémios são pagos em cinco momentos distintos, a saber:

  • 0,25 % – do 2º ao 5º ano;
  • 0,50 % – do 6º ao 9º ano;
  • 1,00 % – no 10º e 11º ano;
  • 1,50 % – no 12º e 13º ano;
  • 1,75% – no 14.º e 15º ano.

Com tudo isto sabido chegamos à pergunta:

Certificados de aforro ao longo dos 15 anos fixando taxa de fevereiro de 2026

Sendo impossível conhecer qual será a taxa de juro em cada um dos 59 trimestres de vida dos certificados de aforro (além do primeiro) podemos simular qual seria a rentabilidade desta aplicação se a componente da taxa de juro indexa à Euribor ficasse estável durante aos 15 anos de duração da aplicação. Ou seja, assumindo que a taxa de juro base do primeiro trimestre se manteria em todos os 60 trimestres e se lhe somarmos os prémios de permanência que iremos receber se levarmos os certificados até ao final dos seus 15 anos podemos simular qual seria o retorno médio bruto e líquido no final de cada um dos 15 anos.

É esse exercício que fazemos aqui.

Para começar, recordamos como evoluiria a taxa anual nominal bruta, somada dos prémios de permanência, em cada ano, assumindo que a taxa ficava estável nos 2,031% durante os 60 trimestres.

Anos TANB Prémios Permanência
1 2,031% 0,000%
2 2,281% 0,250%
3 2,281% 0,250%
4 2,281% 0,250%
5 2,281% 0,250%
6 2,531% 0,500%
7 2,531% 0,500%
8 2,531% 0,500%
9 2,531% 0,500%
10 3,031% 1,000%
11 3,031% 1,000%
12 3,531% 1,500%
13 3,531% 1,500%
14 3,781% 1,750%
15 3,781% 1,750%

 

Só que esta não é a taxa efetiva que reflete a rentabilidade da poupança numa lógica de capitalização dos juros. O retorno é um pouco superior.

Eis a nossa simulação para o período de 15 anos, com o cálculo da rentabilidade no final de cada ano e num cenário de uma taxa estável nos 2,031%.
Na coluna TAENL (taxa anual efetiva nominal bruta) a taxa líquida e na coluna TAENB (taxa anual efetiva nominal bruta) a taxa bruta, antes de impostos:

Juro efetivo dos Certificados de Aforro no final de cada ano
Anos TAENL TAENB
1 1,470% 2,042%
2 1,652% 2,295%
3 1,652% 2,295%
4 1,652% 2,295%
5 1,652% 2,295%
6 1,835% 2,548%
7 1,835% 2,548%
8 1,835% 2,548%
9 1,835% 2,548%
10 2,200% 3,056%
11 2,200% 3,056%
12 2,567% 3,565%
13 2,567% 3,565%
14 2,750% 3,820%
15 2,750% 3,820%

Assim, no final do primeiro ano, devido à capitalização trimestral dos juros, se a taxa se mantivesse estável nos 2,031% ao longo dos quatro trimestres, a taxa efetiva no final do ano seria de 2,042%.

No final do segundo ano, considerando que já haveria um prémio de permanência de 0,25% e considerando o efeito da capitalização, o retorno seria de 2,295%.  E assim sucessivamente, sendo necessário multiplicar por 0,72 para obter o valor depois de retenção de IRS.

No final dos 15 anos…

No final dos 15 anos, a taxa de juro média anual antes de impostos rondará os 2,82% enquanto que a taxa após impostos rondará os 2,03%. É claro que tudo isto mudará consoante evolua a taxa de juro calculada pela fórmula do contrato do certificados de aforro em cada um dos 60 trimestres (indexada à Euribor a 3 meses).

Para uma aplicação de €1.000, no final dos 15 anos, neste cenário, deveria receber €1.351,7 líquidos de imposto.

3 comentários

  1. O principal motivo para não haver mais adesão de novos investidores nos certificados de aforro ou em outros tipos de depósitos é o valor absurdo que o estado cobra em cada ano de 28% pelas chamadas mais valias através dos juros que cada depositante recebe quando o mesmo é remunerado em média pelos bancos, seguros ou outras entidades financeiras com uns míseros 1,35% o que convenhamos é uma diferença abismal entre o que o investidor recebe e o que tem que pagar ao estado tornando-se um sistema fiscal injusto para quem contribui para a robustez da economia do país já que o capital de cada depositante é usado para financiar a atividade de terceiros através de empréstimos feitos pelos bancos e outras entidades e ainda assim é duplamente penalizado com uma baixa remuneração de juros e uma alta taxa de imposto além das comissões que paga aos bancos e outras entidades, em suma, está o cliente a alimentar um sistema financeiro desiquilíbrado e socialmente injusto que não promove uma cultura de gestão financeira e poupança mesmo para quem tem possibilidades financeiras para investir pois não se vê compensado pelo esforço e empreendorismo praticado em benefício de todos o que faz a sociedade portuguesa manter-se num ciclo vicioso que a não permite evoluir mais facilmente como poderia, basta ver os exemplos de países como a Suíça e o Luxemburgo que em cerca de 100 anos passaram de países pobres essencialmente rurais para dos mais ricos da Europa e do mundo com uma qualidade de vida de fazer inveja aos grandes países pois apostaram em desenvolver grandes incentivos fiscais e remuneratórios nas taxas de juros aplicadas a fim de atrair capital de toda a parte do mundo independentemente da sua capacidade financeira, estes exemplos revelam espírito visionário da parte dos governos desses países com fracos recursos naturais, é tudo uma questão de mentalidade onde se valoriza a qualidade e não a quantidade. Sem mais e muito atenciosamente, João Carlos Grácio.

    1. Subescrevo inteiramente…a postura usurária de um estado que subsidia quem nada produz para o país, torna-se desmotivante e desincentiva quem arrisca, ou por ventura tem em mente algum projecto que o estado deveria a esses sim, apoiar. Porem se investidores aplicarem as suas poupanças em activos de risco, alem do risco são penalizados com 28% de taxa liberatória, na eventualidade de obterem algum proveito. Absolutamente aberrante, atitude próprio de um estado de cariz totalitário. Pergunto aonde estão as qualificações e alcance destas mentes brilhantes que governam o país, quer na área da finanças, quer na da económica..? Autênticos prémios Nobel terceiro mundista.

      1. Que comentário de um ser tão medíocre, que tem de vir para uma página sobre certificados de aforro mandar umas postas de pescada ridículas para libertar as frustrações.
        A Inglaterra e a Dinamarca têm taxas próximas dos 50%, também são de cariz totalitário (ao usar esta expressão só evidencia ao mundo o fracasso da sua medíocre educação, mas enfim).
        E o melhor disto tudo é estar para aqui a queixar-se do imposto cobrado pelo estado sobre os investidores por… certificados de aforro um produto sem qualquer risco.
        Já agora, quando fala em quem não contribuiu em nada para o país está a reclamar com as grandes empresas que têm tido lucros recorde e não pagam a sua parte dos impostos?
        Eu sei que é mais fácil reclamar do sem-abrigo ou da família que mal tem para comer do que quem realmente em nada contribui para o país…

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