Desemprego em 2023 deverá continuar a descer e Segurança Social deverá manter-se robusta

Apesar da política monetária do Banco Central Europeu (BCE) se dever manter restritiva, convidando a uma retração da atividade económica e, por essa via (da menor procura) procurar conter a inflação (um racional no mínimo criticável face à origem da inflação na atual conjuntura), a verdade é que há forte expectativa de que a economia portuguesa ainda tenha margem para crescer em termos reais 1,2% (4,9% em termo nominais) em 2023. E é provável que o desemprego em 2023 continue em queda.
Ver a atualização às PERSPETIVAS ECONÓMICAS E ORÇAMENTAIS 2022-2026 do Conselho de Finanças Públicas.

Desemprego em 2023 deverá continuar a cair apesar do abrandamento do crescimento económico

Esta pressão deverá contribuir para que o desemprego continue a diminuir, passando de 5,6% em 2022 para 5,3% em 2023.

O emprego, por outro lado, deverá continuar a aumentar, passando de um crescimento de 1,9% em 2022 para 0,2% em 2023.

Recorde-se que emprego e desemprego não são necessariamente simétricos. O emprego pode aumentar por redução do desemprego mas também é afetado por oscilações na população ativa (envelhecimento, regresso de inativos) e por fenómenos migratórios.

Se juntarmos a esta diminuição do desemprego e aumento do número de empregados, um aumento significativo da remuneração média por trabalhador (6,0% em 2022 e 5,0% em 2023) mesmo sem termos a informação ao detalhe, o cenário mais provável será o de a Segurança Social se manter robusta.

Em suma, a Segurança Social poderá mesmo reforçar a sua capacidade face ao futuro, ao longo do ano de 2023.

Portugal melhor do que a Zona Euro na inflação e emprego

Ainda sobre inflação e emprego, retemos este parágrafo do relatório do CFP:

Para os dois próximos anos, o BCE perspetiva que a taxa de inflação desacelere para 5,5% em 2023, e para 2,3% em 2024, em resultado de um decréscimo significativo do contributo das componentes energéticas e alimentares. A taxa de desemprego na zona euro deverá situar-se em 6,7% da população ativa em 2022, subindo ligeiramente para 6,9% no ano seguinte e para 7,0% em 2024.

CFP
Fonte: CFP

Consulte aqui mais projeções para a economia portuguesa.

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