Como pôr o depósito a prazo a pagar a manutenção da conta?

A taxa de juro média de novos depósitos em janeiro 2018 estabilizou face a dezembro num patamar historicamente baixo: 0,20%. Este valor refere-se aos novos depósitos até um ano de prazo e repete o que já havia sido observado em dezembro de 2017.

Para as empresas, o juro médio para depósitos até um ano foi ligeiramente inferior: 0,14%. O que também representou uma estagnação, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Banco de Portugal.

 

 

Ponha o seu depósito a prazo a pagar a manutenção da conta

Note-se que entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2018 a taxa de inflação desacelerou significativamente, tendo a sua variação homóloga passado de 1,5% em dezembro para pouco mais de um terço, 0,6%, em fevereiro.

Da comparação entre a taxa de juro média dos novos depósitos até um ano com a inflação atual a um ano, é evidente que, apesar da descida recente desta última, o juro líquido dos depósitos (descontada a inflação), continua claramente negativo. Mas o imposto invisível que é a inflação está em queda o que, automaticamente, torna os produtos que pagam alguma forma de juro, mais atrativas do que no passado recente.

Feito o enquadramento, como podemos pôr o depósitos a prazo a pagar a manutenção da conta?

Um em cada três euros depositados está numa conta à ordem, o que nos leva a um total de depósitos não remunerados de cerca de €48 mil milhões (ver “Portugueses perdem 130 milhões de euros com dinheiro parado nas contas“). Ora, a verdade é que, face ao elevado montante que se encontra depositado à ordem por parte dos portugueses, a perda de poder de compra pode ser mitigada pela escolha de depósitos a prazo mais generosos.

Como é evidente, a taxa acima apresentada para os novos depósitos é uma taxa média, havendo, portanto, oferta no mercado que paga bem mais do que os 0,2%. Poderá comprová-lo no nosso comparativo com as melhores taxas de juro dos depósitos a prazo.

Da análise que fizemos, se excluirmos os depósitos promocionais ou que se destinam apenas a novos montantes, é possível encontrar depósitos até um ano que pagam uma TANB de 1,1%. E um depósito a prazo a um ano que pague 1,1% TANB, ou seja, 0,792% líquidos, remunerará, por cada €1.000 pouco menos de €8 ao ano.

Num depósito de €5.000 estamos a falar de cerca de €40 líquidos por ano e num de €10.000 estamos quase nos €80 o que, em alguns dos bancos (que em alguns casos coincidem com os que têm as melhores ofertas de depósito), será mais do que suficiente para pagar as despesas de manutenção da conta bancária, por exemplo. Há até alguns bancos que mantêm o essencial da sua operação online que continuam a não cobrar despesas de manutenção de conta.

Em suma, quem tem valores à ordem bem acima do que habitualmente costuma usar como fundo de maneio para as despesas regulares, deve ter em conta que a inércia lhe está a custar dinheiro. Quanto vale procurar o melhor depósito a prazo possível? Ou um certificado de aforro? Ou um certificado do tesouro?

Continuaremos a manter a atualização da nossa página de depósitos a prazo para ajudar a responder a essa pergunta.

O dinheiro à ordem, para o bem ou para o mal, está sempre disponível, e isso pode ter também o seu valor, contudo, note-se que alguns depósitos a prazo permitem a mobilização antecipada com a perda parcial ou total dos juros.
Para melhor comparar, não se esqueça de consultar as respetivas fichas de informação normalizadas (cujas ligações procuramos manter atualizadas no nosso ficheiro).

Se incluirmos os depósitos promocionais, à data me que escrevemos este artigo, há um depósito a um ano a 1,5% e vários, a menos de um ano, que atingem, no máximo, 2,25% durante o respetivo prazo, sempre TANB.

 

Quanto temos em depósitos a prazo?

Ainda segundo o Banco de Portugal, os depósitos de particulares nos bancos residentes estão a aumentar ligeiramente, (0,2% ao ano no final de janeiro de 2018) o que leva o total de depósitos para os €139,0 mil milhões.

Este ritmo de crescimento é, contudo, uma fração do que está a acontecer no resto da zona euro, onde o crescimento anual dos depósitos foi de 3,3% em igual período.

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