Desemprego em abril de 2017 diminui mais do que o esperado e desce para 9,5%

No final de maio a expectativa do INE era de que a taxa de desemprego para abril de 2017 (calculada provisoriamente) se fixasse nos 9,8%.

 

Desemprego em abril de 2017

Passado um mês e incorporada informação de mais e melhor informação o INE atesta que a taxa de desemprego caiu para os 9,5% em abril, esperando agora que em maio possa ter descido para os 9,4%. O registo definitivo dos 9,5% referente a abril de 2017 é o valor mais baixo desde dezembro de 2008.

Recorde-se que 9,4% é precisamente a previsão recentemente atualizada pelo Banco de Portugal, para a taxa de desemprego, no final de 2017, valor que terá assim sido já atingida, caso se confirmem os dados provisórios do INE.

Convém também recordar que a taxa de desemprego divulgada no âmbito das Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego é já corrigida de sazonalidade.

Desemprego em abril de 2017
Desemprego em abril e maio de 2017
Fonte: INE

 

Emprego em abril e maio de 2017

Outro conjunto de dados tão ou mais importantes do que a taxa de desemprego são os que se referem à evolução do emprego. Segundo o INE, o número de empregos criados mantém-se me linha (ligeiramente superior) com a redução do desemprego (13,4 mil versus 12,2 mil, respetivamente). Ou seja, a redução da taxa de desemprego está a correr ao mesmo tempo que a população ativa estará a aumentar ligeiramente (seja pelo regresso ao trabalho de desencorajados, retorno de emigrantes, etc).

Em abril de 2017, havia em Portugal, 4663,5 mil pessoas empregadas. Para maio, o INE prevê que o emprego atinja os 4 658,9 mil pessoas, o que, a confirmar-se, se traduzirá em mais 134,7 mil empregos do que no mesmo mês de 2016.

A taxa de desemprego entre os jovens até aos 24 anos deverá rondar os 24%, abaixo dos 28% registado em maio de 2016.

One thought on “Desemprego em abril de 2017 diminui mais do que o esperado e desce para 9,5%

  1. E no entanto os desempregados de longa duração continuam desempregados e a fazer cursos no IEFP de que nada lhes serve. Dão trabalho a imigrantes sem cursos e os outros, os portugueses, ficam à espera. Haja paciência para estas estatísticas.

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