Crescimento nominal do PIB atinge os 4,2%

O crescimento nominal do PIB atinge os 4,23% no 2º trimestre de 2017 quando comparado com o trimestre homólogo. Este é o ritmo de crescimento homólogo mais elevado desde o quatro trimestre de 2007.

Por outro lado, o PIB anualizado cresceu 3,4% em termos nominais, ligeiramente abaixo do registado no ano terminado no segundo trimestre de 2016.

O PIB nominal é utilizado para aferir, por exemplo, o peso da dívida (ou do défice). Se o PIB nominal crescer acima do ritmo de crescimento da dívida, este tornar-se-á mais fácil de servir, reduzindo-se o risco de incumprimento.

O PIB nominal é habitualmente desprezado pois inclui o efeito da inflação associada às componentes do PIB, ou seja, não resulta apenas de crescimento em volume ou real, mas é particularmente relevante para aferir da capacidade financeira de uma economia para fazer face às suas dívidas. As indicações dadas agora pelo INE são animadoras.

Quanto ao PIB em termos reais (descontando o que se deve ao efeito de fatores associados à subidas de preços) o INE reviu em alta a estimativa de crescimento do PIB, quer em termos homólogos, quer em cadeia. Em ambos os caso o PIB subiu uma décima face à estimativa rápida apresentada em meados de agosto de 2017. Assim , a taxa de variação anual do PIB face a igual período do ano de 2016 terá sido de 2,9% enquanto a o crescimento do PIB face ao primeiro trimestre de 2017 e fixou em 0,3%.

Crescimento nominal do PIB atinge os 4,23% no 2º trimestre de 2017
Crescimento nominal do PIB atinge os 4,23% no 2º trimestre de 2017

 

No seu destaque o INE apresenta maior detalhe, mas em termos sintéticos, o crescimento homólogo é explicado da seguinte forma:

“A procura externa líquida manteve um ligeiro contributo positivo para a variação homóloga do PIB, verificando-se uma desaceleração em volume das Exportações de Bens e Serviços de magnitude idêntica à observada nas Importações de Bens e Serviços. A procura interna manteve um contributo positivo elevado, superior ao do trimestre precedente, em resultado da aceleração do Investimento.”

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