Banca insiste em práticas agressivas de venda de crédito ao consumo: mais um exemplo

Depois do relato aqui deixado envolvendo uma campanha recente do BES (ver “Banco português “oferece” €5000 de crédito pré-aprovado a desempregado – dezembro 2012“) hoje trazemos um outro exemplo que poderá ou não retratar uma prática comercial generalizada. No caso, trata-se de um testemunho de uma ida a um balcão do BPI por parte de um seu cliente em busca de uma declaração que atestasse a queda dos rendimentos recebidos junto dessa instituição (redução do salário, perda de subsídios, etc). A declaração era necessária para efeitos de prova junto do tribunal no âmbito de um processo em que o cliente queria fundamentar estar a registar uma queda significativa do seu rendimento disponível ao ponto de ter de pedir (em tribunal) a revisão em baixa da pensão de alimentos a pagar por conta dos filhos a cargo de outro progenitor.

Ao balcão tudo isto foi dito e indicado tendo o referido documento sido lavrado e pago. Antes de terminar a consulta junto do gestor de conta este convidou animadamente o cliente a aceitar uma proposta de crédito. Com que fim? Adquirir um relógio de luxo.

Isto passou em Lisboa há poucas semanas.

Deixámos aqui dois exemplos de instituições financeiras e estamos em crer que outros testemunhos existirão envolvendo outro exemplo onde as directrizes indicadas à força de vendas por parte das direcções comerciais parece contrariar em tudo o discurso oficial de desalavancagem e de dificuldades de acesso a crédito (pelo menos para o destinar a atividades produtivas).

Se estes dois exemplos forem representativos, não parece haver desinteresse da banca nacional em reforçar a sua carteira de crédito ao consumo. Fica nota informativa, o leitor que interprete como melhor entender.

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