Reestruturar a dívida não é uma questão ideológica: alguns exemplos

Em tempo de campanha eleitoral é particularmente difícil ter uma discussão séria, daquelas em que se ponderam argumentos e se procura conselho de sábios e de exemplos do passado. Eis uma mais uma pedrinha na engrenagem de quem anda a bater com a mão no peito contra qualquer forma de reestruturação da dívida – artigo de Rui Peres Jorge no Massa Monetária, “Sobre a Grécia, talvez valha a pena olhar para o Uruguai“:

“Resumindo, em 2003, apesar do cepticismo do FMI, o país avançou com uma proposta de acordo com os credores de recalendarização do pagamento das suas obrigações, estabelecendo que nenhum título maturava antes de 2008, e conseguindo com esta e outras medidas, aliviar significativamente o serviço anual da sua dívida. Os resultados foram impressionantes: cinco meses depois o país regressou ao mercado, como escreve Steneri

The positive consequences of this debt exchange were seen through a number of post-exchange indicators. For example, the Uruguayan economy regained a healthy growth trend. First, the debt spreads tightened sharply towards pre-crisis levels. Additionally, and most outstandingly, five months after the exchange, Uruguay was able to tap the capital markets again, paying low yields.

 Dá que pensar…”

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