EUA – sistema público de saúde encarece, saúde privada encarece ainda mais (act.)

ADENDA: Actualizado com esta ligação para o artigo de Krugman traduzido para português pelo Folha de São Paulo (clique aqui para ler).

Sendo certo que não há um sistema de saúde europeu, há um princípio genérico e um conjunto de garantias que têm sido, aliás, reforçadas pela legislação comunitária recente, que consagram o acesso aos serviços de saúde a todos os cidadãos. A regra é a de que o acesso seja universal e que os condicionalismos não impeçam o acesso daquilo que se considera um bem público.

Nos EUA, a actual administração tem batalhado por instituir um sistema que permita o acesso genérico a todos os cidadãos (ainda que mitigado face ao vigente em muitos países europeus), acesso esse que não estava garantido pelo sistema de apoio público que garantia o acesso apenas aos extremamente necessitados, sendo o acesso da restante população condicionado pela capacidade económica de cada um em contratar ou não coberturas de seguro junto do sector privado.

Paul Krugman abordou o assunto num dos seus mais recentes artigos desmontando diversos argumentos de quem tem defendido as vantagens da manutenção do sistema vigente centrado em impostos mais baixos e não provimento de saúde por parte do Estado. Os argumento aduzidos pareceram-nos de todo pertinentes para prepararmos a discussão que se poderá também desenvolver por cá, num tempo em que, seguramente, se prepararão alterações no acesso aos serviços de saúde. Recomendamos assim a leitura integral de “Medicare Saves Money” tendo bem presente que a discussão não se reduz à mera discussão público versus privado e que a bondade das escolhas se mede pelo custo global para a sociedade no acesso à saúde.

Um excerto:

” (…) The idea of Medicare as a money-saving program may seem hard to grasp. After all, hasn’t Medicare spending risen dramatically over time? Yes, it has: adjusting for overall inflation, Medicare spending per beneficiary rose more than 400 percent from 1969 to 2009.

But inflation-adjusted premiums on private health insurance rose more than 700 percent over the same period. So while it’s true that Medicare has done an inadequate job of controlling costs, the private sector has done much worse. And if we deny Medicare to 65- and 66-year-olds, we’ll be forcing them to get private insurance — if they can — that will cost much more than it would have cost to provide the same coverage through Medicare. (…)”

Tagged under:

Deixe um comentário

O seu email não vai ser publicado.