Para onde vai o dinheiro dos combustíveis 2007?

Dinheiro dos combustíveisPara onde vai o dinheiro dos combustíveis? Dando sequência à atenção particular que aqui temos tido com a evolução do preço dos combustíveis em Portugal, recomendo hoje a leitura do artigo de Eduardo Moura no Jornal de Negócios.

Não tenho condições para confirmar todos os números citados, mas parto do princípio que estão correctos [ADENDA: afinal, como se pode verificar no artigo que se seguiu a este, não é bem assim!]. A conclusão final da comparação entre 2006 e 2007 aponta o Estado como o principal beneficiário do aumento dos combustíveis que ocorreu entretanto – apesar de o preço das matérias primas estar ao mesmo nível nos dois anos.

O artigo termina tocando na questão mais complicada de todas: e o preço dos combustíveis deveria baixar? A ler e a discutir se assim o entenderem os leitores:

” (…) Gasolina cara pode ser sinónimo de melhor qualidade de vida. É mesmo decisivo que seja esse o contributo de tão elevados impostos.”

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3 Comentários

  • TundraResponder

    Esse artigo é maior fraude que se poderá oferecer aos leitores. Faças as contas e leia os comentários do mesmo artigo.

    Cumprimentos,

  • Rui Cerdeira BrancoResponder

    Mas de facto falta-me informação para validar os preços de que o jornalista fala. De qualquer forma parece-me algo estranho que perante tamanha valorização do Euro que ocorreu nesse intervalo de tempo os preços a montante se tivessem mantido nos tais 26 cêntimos de euro. Bom, de qualquer forma resta a discussão em torno das vantagens e desvantagens da subida/ descida pro preço por parte de mexidas na fatia fiscal… E essa é que acaba por ser a discussão que não interessa a ninguém ainda que afecta toda a gente. Para que conste não me choca que o Estado aperte com os preços dos combustíveis por via fiscal. Se calhar fazia sentido era pensar em consignar uma parte das receitas a investimento e investigação em fontes alternativas, entre outros… E nesse aspecto, ser o país mais dependente de combustíveis da Europa poderia até justificar a política fiscal mais “pesada” da Europa.

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