Os meus depósitos estão garantidos? (act)

A resposta à pergunta reproduzida no título já foi dada há dias no artigo “Se o seu banco falir o que acontece ao seu dinheiro? – Fundo de Garantia de Depósitos“. Hoje é a revista Economist que procura responder à mesma pergunta numa perspectiva mais global. No artigo “Don’t bank on it” abordam superficialmente o que se passa em alguns países, chamando a atenção, nomeadamente: para o reforço significativo e muito recente dos montantes de depósitos garantidos na Irlanda (o seguro por depositante em cada banco passou de 20 000€ para 100 000€) e para a corrida aos bancos em Hong Kong à conta da escassa protecção aí existente (menos de 10 000€).

ADENDA: Na Irlanda voltou a ir-se ainda mais longe, segundo o Folha de São Paulo Online:

O governo irlandês garantirá durante os próximos dois anos todos os depósitos bancários dos seis grandes bancos nacionais para “salvaguardar o sistema financeiro irlandês”, anunciou nesta terça-feira o ministro da Economia do país, Brian Lenihan.

A medida substitui uma outra, tomada há duas semanas, que fixava uma proteção limite de 100 mil euros e que foi anunciada um dia depois de algumas entidades financeiras registrarem perdas sem precedentes no pregão de Dublin.  (…)”

Uncharted waters?

29/09/2008 por RCB · Deixe um comentário
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Como limitar avarias quando justa ou injustamente se colocou tanta importância num plano que foi democraticamente chumbado pelo congresso americano? Esta é uma das várias “multi-million dollar questions” que andam por aí neste momento.

Energia, um must!

28/09/2008 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Economia Internacio., Energia 

Uma sugestão de leitura para começar a semana: “A Questão Energética e os Problemas Energéticos” por Nuno Ribeiro da Silva (actual presidente da Endesa Portugal).

Um milhão de billions

26/09/2008 por RCB · 5 comentários
Arquivado em: Dinheiros 

Com tantos zeros pelo “ar” nunca tantos terão aprendido tão bem a diferença entre a norma que se pratica nos EUA e a que se pratica na Europa. Um milhão é igual em ambas as margens do Atlântico, mas daí em diante surge a potencial confusão.

Um milhar de milhões designa-se de bilião na norma seguida nos EUA, mas para obtermos um bilião na Europa precisamos de mais três zeros, ou seja, um bilião, em bom português, é um milhão de milhões.

Agora vou estudar o que é um trilião em cada um dos casos pois pelo andar da carruagem pode vir a dar jeito muito em breve.

Da Blogoesfera: short-selling

26/09/2008 por RCB · 1 comentário
Arquivado em: Mercados 

Fica um excerto para convidar à leitura integral do post “Short” do João Caetano Dias, não percam por exemplo, o parágrafo sobre o Pagamento Especial por Conta que surge mais para o fim:

“O primeiro-ministro ficou muito indignado quando soube que existia um mecanismo chamado ’short-selling’, isto é, a possibilidade de alguém vender na bolsa aquilo que ainda não é seu. Mas se o primeiro-ministro se quer indignar com práticas correntes, não é preciso ir à bolsa. Pode indignar-se com o mercado imobiliário, por exemplo. Vejam bem que é possível comprar uma casa que ainda não foi construída. Só que não lhe chamamos short-selling. Chamamos-lhe contrato-promessa. Tanto no mercado de capitais como no mercado imobiliário, esperamos que os vendedores honrem o compromisso e tanto num mercado como noutro, se os vendedores forem à falência, os compradores terão que correr atrás do prejuízo. Outro exemplo de short-selling é a FNAC que tem por hábitos vender jogos que ainda não estão no mercado. Aqui está um exemplo. (…)”

Continue a ler aqui.

Renegociar o crédito à habitação tem regras simplificadoras

Se porventura é dos que deve mais do que tem e está “condenado” a pagar os créditos que pediu, hoje chega uma boa notícia, particularmente se tem um crédito à habitação. Entrou hoje em vigor um decreto-lei que proibe a cobrança de comissões por via de renegociações de contrato de crédito, impede a negociação curzada de outros produtos como forma de “afinar o spread, entre outros.
O Diário Económico dá disso notícia em “Comissões no crédito à habitação acabam hoje“.

Nem tudo é mau (nem todos estão mal), no meio da crise

24/09/2008 por RCB · Deixe um comentário
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Se pertence à imensa minoria que tem mais do que deve, veja a sorte que tem em viver neste cantinho. Tem neste momento a segunda taxa de inflação mais baixa da União Europeia (3,1%) e pode aplicar as suas poupanças à taxa comum na zona euro (há já depósitos não promocionais acima dos 5,5%).

Ou seja, o rendimento que tira das aplicações de baixo risco é real e a rondar os 2% líquidos. Quem vive dos rendimentos pode, por estes dias, estar a ver o bolo crescer.

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