Os meus depósitos estão garantidos? (act)
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A resposta à pergunta reproduzida no título já foi dada há dias no artigo “Se o seu banco falir o que acontece ao seu dinheiro? – Fundo de Garantia de Depósitos“. Hoje é a revista Economist que procura responder à mesma pergunta numa perspectiva mais global. No artigo “Don’t bank on it” abordam superficialmente o que se passa em alguns países, chamando a atenção, nomeadamente: para o reforço significativo e muito recente dos montantes de depósitos garantidos na Irlanda (o seguro por depositante em cada banco passou de 20 000€ para 100 000€) e para a corrida aos bancos em Hong Kong à conta da escassa protecção aí existente (menos de 10 000€).
ADENDA: Na Irlanda voltou a ir-se ainda mais longe, segundo o Folha de São Paulo Online:
“O governo irlandês garantirá durante os próximos dois anos todos os depósitos bancários dos seis grandes bancos nacionais para “salvaguardar o sistema financeiro irlandês”, anunciou nesta terça-feira o ministro da Economia do país, Brian Lenihan.
A medida substitui uma outra, tomada há duas semanas, que fixava uma proteção limite de 100 mil euros e que foi anunciada um dia depois de algumas entidades financeiras registrarem perdas sem precedentes no pregão de Dublin. (…)”
Uncharted waters?
Como limitar avarias quando justa ou injustamente se colocou tanta importância num plano que foi democraticamente chumbado pelo congresso americano? Esta é uma das várias “multi-million dollar questions” que andam por aí neste momento.
Energia, um must!
Uma sugestão de leitura para começar a semana: “A Questão Energética e os Problemas Energéticos” por Nuno Ribeiro da Silva (actual presidente da Endesa Portugal).
Um milhão de billions
Com tantos zeros pelo “ar” nunca tantos terão aprendido tão bem a diferença entre a norma que se pratica nos EUA e a que se pratica na Europa. Um milhão é igual em ambas as margens do Atlântico, mas daí em diante surge a potencial confusão.
Um milhar de milhões designa-se de bilião na norma seguida nos EUA, mas para obtermos um bilião na Europa precisamos de mais três zeros, ou seja, um bilião, em bom português, é um milhão de milhões.
Agora vou estudar o que é um trilião em cada um dos casos pois pelo andar da carruagem pode vir a dar jeito muito em breve.
Da Blogoesfera: short-selling
Fica um excerto para convidar à leitura integral do post “Short” do João Caetano Dias, não percam por exemplo, o parágrafo sobre o Pagamento Especial por Conta que surge mais para o fim:
“O primeiro-ministro ficou muito indignado quando soube que existia um mecanismo chamado ’short-selling’, isto é, a possibilidade de alguém vender na bolsa aquilo que ainda não é seu. Mas se o primeiro-ministro se quer indignar com práticas correntes, não é preciso ir à bolsa. Pode indignar-se com o mercado imobiliário, por exemplo. Vejam bem que é possível comprar uma casa que ainda não foi construída. Só que não lhe chamamos short-selling. Chamamos-lhe contrato-promessa. Tanto no mercado de capitais como no mercado imobiliário, esperamos que os vendedores honrem o compromisso e tanto num mercado como noutro, se os vendedores forem à falência, os compradores terão que correr atrás do prejuízo. Outro exemplo de short-selling é a FNAC que tem por hábitos vender jogos que ainda não estão no mercado. Aqui está um exemplo. (…)”
Continue a ler aqui.
Renegociar o crédito à habitação tem regras simplificadoras
Se porventura é dos que deve mais do que tem e está “condenado” a pagar os créditos que pediu, hoje chega uma boa notícia, particularmente se tem um crédito à habitação. Entrou hoje em vigor um decreto-lei que proibe a cobrança de comissões por via de renegociações de contrato de crédito, impede a negociação curzada de outros produtos como forma de “afinar o spread, entre outros.
O Diário Económico dá disso notícia em “Comissões no crédito à habitação acabam hoje“.
Nem tudo é mau (nem todos estão mal), no meio da crise
Se pertence à imensa minoria que tem mais do que deve, veja a sorte que tem em viver neste cantinho. Tem neste momento a segunda taxa de inflação mais baixa da União Europeia (3,1%) e pode aplicar as suas poupanças à taxa comum na zona euro (há já depósitos não promocionais acima dos 5,5%).
Ou seja, o rendimento que tira das aplicações de baixo risco é real e a rondar os 2% líquidos. Quem vive dos rendimentos pode, por estes dias, estar a ver o bolo crescer.
