Muitos meses depois voltei a comprar um jornal






11/10/2007 by Rui Cerdeira Branco
Arquivado em: Media, Política Económica 

Com o orçamento chega a época alta (com data marcada) para o jornalismo económico. E esta é a semana D, nessa matéria. Hoje calhou em sorte escolher o Jornal de Negócios, que além de se dignar fazer umas contas sobre fundos de investimentos com a informação disponibilizada pela CMVM (dá trabalho, mas dá também em jornalismo de produção interna, uma raridade lusa como se sabe), e de apresentar um menu com os depósitos a prazo promocionais (um bom complemento à info, relativa a depósitos não promocionais, que aqui está elencada há alguns meses e é regularmente actualizada), escreve pela pena do seu Director, algo que aqui se regista para memória futura:

" (…) Ontem mesmo, o ministro das Obras Públicas voltou a prometer a introdução de portagens nas SCUT este ano. Não duvidamos que o Governo alguma pirueta dará para com a verdade nos enganar. No dia 31 de Dezembro lá aparecerá uma assinatura ou primeira pedra que esconda o falhanço da promessa. Porque as reuniões com as concessionárias ainda nem começaram e nem se sabe porquê. (…)"

O Ministro Corta-Fitas por Pedro Santos Guerreiro.  

Produto Interno Bruto PortuguêsAmanhã vou espreitar o Diário Económico. A fotografia de hoje do JNeg saiu muito bem tirada.

O Jornal de Negócios custa 1,4€ e é editado regulramente de segunda a sexta-feira. Excepcional este Sábado terá um edição sobre o Orçamento de Estado que será apresentado amanhã.

Entretnato hoje o nosso primeiro ministro já sabe quanto é que vai ser o défice para 2007 e acabou de o divulgar: 3%. Citando o Expresso on-line:

"Em apenas dois anos baixámos o défice de 6 para 3%", salientou o primeiro-ministro, aproveitando para dar "os parabéns a todos os portugueses que trabalharam para este objectivo".

Note-se que em bom rigor esta certeza do Primeiro Ministro carece de confirmação oficial, algo que surgirá lá para finais de Fevereiro/ Março de 2008 quando o INE fizer as contas. Naturalmente, que a ausência de condicional na frase do PM não constitui nenhuma forma de pressão, mas ficava-lhe bem um "teremos baixado". Digo eu que já me calo.

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