Turismo volta a bater recordes em novembro de 2016

Sendo certo que a Lisbon Websummit realizada em Lisboa no passado mês de novembro terá desempenhado um papel importante na subida da atividade turística quando se comparam os dados de 2015 e de 2016 para o mês de novembro a verdade é que o aumento de atividade abrangeu todo o país. É caso para dizer que se o principal fator para o crescimento homólogo foi a websummit então ele afetou positivamente todo o território nacional.

 

Turismo volta a bater recordes em novembro de 2016

Mais uma vez o número de hospedes (12,6%) e o número de dormidas (14,7%) continuaram a aumentar dois dígitos em termos homólogos com o número de hospedes a desacelerar ligeiramente e o número de dormidas (estadias mais longas) a acelerar. Também mais uma vez a evolução dos proveitos se manteve a um ritmo de crescimento mais elevado  (proveitos totais cresceram 23,6%) do que o resgitado para as dormidas.

Novembro trouxe assim uma estadia média mais longa e um nível de receitas por dormida mais elevado. Em suma, tanto a quantidade quanto o preço estão a contribuir para um aumento da atividade medida em termos financeiros.

O crescimento homólogo de novembro sustentou-se essencialmente na forte aceleração do mercados externos (+19,5%) compatível co ma tese de que a websummit de Lisboa terá sido relevante. Apesar de ter registado uma desaceleração, os clientes nacionais continuaram a aumentar em novembro (+3,9%).

Turismo volta a bater recordes em novembro de 2016
Turismo volta a bater recordes em novembro de 2016

 

De onde vieram os turistas estrangeiros

Vale a pena reproduzir o excerto da nota do INE onde se destacam os mercados emissores naquele que acabou por ser um mês singular no meio de uma longa tendência de aumento de atividade turística (sublinhados nossos):

Os treze principais mercados emissores concentraram 81,5% das dormidas de não residentes (tal como em novembro de 2015) e apresentaram evolução positiva generalizada.

O Reino Unido, com uma quota de 19,2%, acelerou notoriamente (+13,9% de dormidas, face a +4,1% em outubro), sem contudo atingir os aumentos dos primeiros quatro meses do ano. No período acumulado de janeiro a novembro o aumento das dormidas fixou-se em 9,6%.

O mercado alemão (16,8% das dormidas de não residentes), registou uma subida equivalente à do mês anterior (+13,6%), tendo sido de 9,7% o aumento das dormidas registadas nos onze primeiros meses do ano.

As dormidas do mercado espanhol aumentaram 6,4%, mais que em outubro (+2,7%) e em setembro (+4,2%), mas aquém do acumulado dos onze primeiros meses (+9,1%). Sendo o terceiro maior mercado em novembro, o seu peso relativo reduziu-se (8,2% face a 9,2% em novembro de 2015).

França manteve uma evolução fortemente positiva (+22,1%), no entanto inferior à de outubro (+31,9%); representou 7,7% das dormidas de não residentes, pouco oscilando face a igual mês do ano anterior (7,5%).

É de realçar o crescimento do mercado brasileiro (+94,7%), que compara com resultados muito desfavoráveis no mês homólogo do ano anterior (-20,1%). A representatividade deste mercado cresceu assim de 3,9% em novembro de 2015 para 6,3% em novembro de 2016, com a procura a ser reforçada nomeadamente através de operadores turísticos.

Destaca-se também a evolução do mercado irlandês (+35,6%) e do norte-americano (+29,5%).

 

Crescimento Regional do Turismo

Tal como avançamos no início, o crescimento da atividade continua a refletir-se em todas as regiões do país e em novembro, com exceção do Centro e do Alentejo, o ritmo de crescimento homólogo superou a média acumulada dos primeiros 11 meses do ano.

Naturalmente o turismo está a desempenhar um papel importante no equilíbrio das contas externas, ajudando os serviços a mais do que compensar o défice comercial da balança de bens.

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