Produção industrial não acompanha dinâmica global da economia

Segundo os dados de abril de 2017 revelados pelo INE no final de maio, a Produção Industrial não acompanha dinâmica global da economia portuguesa. Em fevereiro de 2017 terá ocorrido uma ligeira aceleração do índice de produção industrial (conseidrando os dados entretanto revistos pelo INE) contudo, a evolução recente não tem acompanhado o fulgor identificado para a generalidade da economia. Este menor dinamismo terá culminado numa variação homóloga negativa em abril de 2017.

No caso da indústria, o primeiro indicador do segundo trimestre de 2017 não é assim positivo e indicia mesmo um segundo trimestre potencialmente mais fraco do que o primeiro. O comportamento em maio e junho determinarão qual o sentido final de evolução da indústria.

 

Em abril de 2017, o INE destaca que:

O índice de produção industrial registou uma variação homóloga de -1,2%, 4,7 pontos percentuais (p.p.) inferior à observada em março. Todos os Grandes Agrupamento Industriais registaram taxas de variação negativas, destacando-se, pela intensidade dos seus contributos, os agrupamentos de Bens de Investimento (-0,5 p.p.) e de Energia (-0,3 p.p.). As variações homólogas destes agrupamentos situaram-se em -3,5% e -1,9% (3,2% e 3,1% no mês anterior), respetivamente. Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram contributos de -0,2 p.p. e de -0,1 p.p., respetivamente, originados por taxas de variação de -0,8% e de -0,3% (6,8% e 1,2% em março), pela mesma ordem.

 

Sendo certo que a produção industrial não acompanha, para já, a dinâmica global, o cenário prévio traçado para o primeiro trimestre melhorou recentemente. Como nota positiva fica o facto de o INE ter revisto em alta significativa os valores do índice de produção industrial que havia divulgado em janeiro e fevereiro. A revisão de janeiro fez subir o índice global em 0,3 pontos percentuais e a de fevereiro foi bastante superior, implicando uma revisão em alta de 1,5 pontos percentuais. Estas revisões resultam da incorporação de respostas reais que chegaram atrasadas e que assim vieram a substituir estimativas do INE.

A estimativa de abril também poderá vir a ser sujeita a revisões importantes dado que o INE identificou que “Algumas taxas de resposta do presente Destaque são inferiores às definidas como padrão de qualidade no respetivo Documento Metodológico“.

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