Previsões de Inverno da Comissão Europeia 2016

As Previsões de Inverno da Comissão Europeia 2016 (veja aqui em inglês) relativas à economia portuguesa revelam um ligeiro ajustamento face à previsão anterior relativa ao PIB real que deverá ser inferior em uma décima, ainda assim antecipa uma aceleração em comparação com 2015, passando de 1,5% para 1,6%.

 

Previsões de Inverno da Comissão Europeia 2016:

Ao nível da inflação a revisão das previsões da Comissão Europeia (CE) é mais significativa: agora a CE espera que os preços ao longo de 2016 cresçam apenas 0,7% quando no outono antecipava um aumento de 1,1%.

Quanto ao desemprego tudo na mesma, espera que se fixe nos 11,%. Relativamente ao défice público a previsão é agora mais negativa, esperando que este seja de -3,4% o que compara com os -2,9% projetados há cerca de três meses. Com revisão igualmente negativa surge o rácio da dívida pública no PIB a que não será alheia a revisão da inflação.

Finalmente, como nota positiva, a Comissão reviu em alta a sua projeção para o saldo da Balança de Transações Correntes que é agora de +1,1% quando no outono se ficava pelos 0,5%.

Previsões de Inverno da Comissão Europeia 2016

Previsões de Inverno da Comissão Europeia 2016

Quanto a 2018, as expectativas da Comissão Europeia face ao que antecipava no outono de 2015 levaram à manutenção do ritmo de aceleração do PIB (1,8%) e da taxa de desemprego (10,8%). A inflação deverá evoluir de forma mais moderada (menos duas décimas do que prevista no outono) e as restantes variáveis deverão degradar-se (défice do Estado passa de -2,5% para -3,5% e dívida pública passa de 121,3% para 127,2%) com exceção da balança corrente que é fortemente revista em alta de 0,3% para 1,1%.

A página completa sobre Portugal pode encontrar-se aqui.

Um excerto:

Previsões de Inverno da Comissão Europeia

O Comissário Europeu dos Assuntos Económicos, Moscovici, declarou entretanto que:

“Quero precisar que as previsões apresentadas aqui baseiam-se na nossa primeira análise do plano orçamental que recebemos a 22 de janeiro. E devo dizer que as discussões contidas no relatório não refletem as discussões ainda em curso sobre o assunto. O objetivo desse diálogo é clarificar alguns aspetos do plano orçamental e analisar que compromissos suplementares o Governo pode fazer, com o objetivo de assegurar que esse plano orçamental respeita o Pacto de Estabilidade e Crescimento” Via TSF.

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