Em destaque: Observatório das Desigualdades

Ter tempo para refletir e para descodificar de forma facilmente compreensível por uma parte importante da população aquilo que alguns números sobre nós nos dizem de nós próprios e do mundo em que vivemos são desafios a que nem sempre conseguimos responder satisfatoriamente. Por vezes surgem iniciativas que o tentam com sucesso ainda que nem sempre consigam o espaço mediático desejável. Hoje destacamos o Observatório das Desigualdades, uma iniciativa que nasceu na academia e que tem coordenação científica do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (CIES-IUL) mas que conta com a parceria do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (ISFLUP) e do Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores (CES-UA).

Mas o que faz do Observatório das Desigualdades que mereça este destaque?

Supre uma lacuna importante: o aproveitamento em tempo útil de forma independente da informação cada vez mais vasta que o INE e outras fontes primárias de informação vão disponibilizando. O aproveitamento e a sua difusão à comunidade com vista a promover o debate informado e a decisão política. O enfoque são as desigualdades sociais e o objetivo é claro e declarado na apresentação:

“(…) Para além de promover o conhecimento científico nesta área, o Observatório assume como missão a disponibilização pública de informação rigorosa e atualizada sobre o tema, numa perspetiva de cidadania e de contribuição para a fundamentação e avaliação das políticas públicas. Constitui-se, deste modo, como um instrumento de investigação científica e difusão de conhecimento.

As desigualdades sociais são multidimensionais, não se cingindo a um único fator. É possível identificar desigualdades em vários âmbitos: face ao emprego, de rendimentos e riqueza, escolares, de qualificações e competências, de género, étnico-raciais, etárias, de saúde, entre outras. Esta multidimensionalidade das desigualdades constitui um dos traços mais marcantes das sociedades contemporâneas. (…)”

O que hoje aqui deixamos é um desafio aos nosso leitores para que consultem o sítio do Observatório e passeiem em pouco pelos indicadores, gráficos, artigos, publicações, entrevistas e notícias sobre as várias formas de desigualdade e ganhem perceção do muito que se evoluiu das ameaças existentes.

O Observatório é particularmente átivo na sua página no Facebook destacando novidades nacionais e internacionais sobre a temática. À data da consulta que fizemos o destaque era uma chamada do Inequality Watch (organização internacional de que é membro) sobre“L’état de la précarité d’emploi en Europe”

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