Der Spiegel: taxa de juro negativa forte possibilidade para junho no BCE

A  revista alemã Der Spiegel avança hoje na sua edição inglesa que sabe que na próxima reunião mensal do BCE em junho (dia 6) será avaliada a afixação de uma taxa de juro negativa para os depósitos colocados junto do BCE por parte das instituições financeiras  com excedentes de reservas.

A confirmar-se, o BCE passará a exigir juro, em vez de o pagar pelos depósitos que sejam colocados junto da instituição. A taxa de juro atual era já negativa, em termos reais (descontada a inflação), contudo, não há memória de um banco central ter descido as suas taxas abaixo de zero em termos nominais. Segundo o Der Spiegel, a indicação que será apresentada para discussão será uam descida da taxa para -0,1% (é de 0% atualmente). O objetivo será “convidar” os bancos a reinvestirem o seus excessso de ativos  na economia em vez de os estacionarem num depósito a prazo no BCE. Procura-se assim que mais capital seja disponibilizado para investimento produtivo, reduzindo as dificuldades de acesso ao crédito pro parte das empresas, em particular das sedeadas nos países mais afetados pelas restrições financeiras. Esta é mais uma tentativa do BCE de dar “tração” à sua política monetária que tem falhado em alcançar o objetivo em termos de harmonização (não-fragmentação) do mercado monetário nos 28 países da União Europeia.

Por outro lado, a taxa de refinanciamento (valor que os bancos pagam ao BCE para este lhes emprestar dinheiro) também deverá descer de 0,25% para 0,15% isto se as recomendações de Peter Praet, um membro alemão do comité executivo do BCE forem acatadas pelo conselho de governadores.

No artigo do Der Spiegel avança-se também que não deverá ser lançada qualquer operação de comprar de títulos da dívida soberana ou obrigações de empresas privadas por parte do BCE.

Finalmente o Der Spiegel revela que estará em ponderação – sob proposta de membros italianos do BCE – uma recalendarização das reuni~eos do conselho de governadores podendo estas passar a ser trimestrais (ou mesmo de apenas três vezes por ano) e não mensais de modo a reduzir os incentivos à especulação em torno das decisões de política monetária do BCE.

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