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Em 2014 deixa de poder reformar-se, ainda que com penalização, aos 65 anos

Até aqui, completando-se os 65 anos de idade e tendo o tempo de contribuição mínimo, qualquer pessoa tinha direito a reformar-se. Contudo, há vários anos que o valor da reforma a receber estava indexado ao factor de sustentabilidade, ou seja, dependia da evolução da esperança de vida aos 65 anos. Desde que esta fórmula de cálculo foi introduzida, a idade à qual cada trabalhador passava a ter direito a receber a reforma completa tinha vindo a aumentar. Mas, como se disse, poderia pedir a reforma com a respetiva penalização logo aos 65 anos. Era opção do trabalhador prolongar o tempo de trabalho para poder vir a receber ou não a reforma sem penalização.

Agora, (aprovada que está lei que altera a idade da reforma) a idade legal de reforma passa para os 66 anos aproximando-se, por excesso, da idade a partir da qual se tinha direito à reforma por inteiro, descontado o efeito do aumento da esperança de vida. No futuro, continuando a esperança média de vida a aumentar (ou, em tese, diminuir) a fasquia etária a partir da qual se concede o direito à reforma poderá variar.

Quem tenha carreiras contributivas superiores a 40 anos e algumas profissões específicas continuará a poder reformar-se aos 65 anos. Logo que a lei seja publicada em Diário da República daremos dela aqui nota.

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3 Comentários

  • formacaoResponder

    Esta mal. Quando chegar aos 65 anos ja terei se la chegar 52 anos de descontos. Nao ha direito. Deem trabalho aos mais novos.

  • Vìtor ReisResponder

    Continuem assim que vão longe. Qualquer dia, temos gente jovem e saudável a estudar até aos quarenta anos, sem produzir nada para o país ou comunidade de que fazem parte… e uma cambada de otários a trabalhar até aos oitenta anos, para sustentar, esta cambada de inúteis. Digo eu!

  • Ana Paula HortaResponder

    Eu sei o que o governo quer, é que, com as más condições nos serviços de saúde, as pessoas morram muito antes de chegar aos 65/66 anos.
    Obrigam-nos a descontar, no meu caso, 46 anos quando o normal seria 36 anos, para depois levar uma reforma de miséria.
    Continuam assim os jovens a viver à conta dos pais e sem trabalharem. Cria-se assim um país de inúteis.Que tristeza de governantes!

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