Reguladores e demais: a centelha que nos salva ou que nos falta

” (…) Não falta experiência de regulação a Manuel Sebastião. Estava no Instituto de Seguros de Portugal quando, na polémica venda do grupo Mundial Confiança por António Champalimaud, o regulador perfilhou o proteccionismo vergonhoso de considerar que o grupo Santander não era idóneo para gerir seguradoras. Manuel Sebastião sabe, portanto, que um regulador deve tomar uma posição desconfiada sobre as empresas, nem que seja para concluir o contrário. A AdC representa os consumidores, que não têm face nem voz, nem são ouvidos para fazer contraditório às gasolineiras profusamente ouvidas pela Autoridade. A AdC é ela mesma o contraditório. Ou não cumpre o seu papel.
O País precisa de antipoderes, não de anticlímaxes. A AdC defende os consumidores, como a CMVM defende os investidores, como o Tribunal de Contas defende o Estado de si mesmo, como o INE decide que dados são verdadeiros e relevantes. Todas estas entidades, como todos os reguladores, reequilibram na balança o papel dos fracos. O pior que pode acontecer à economia é ver a AdC tornar-se mais um INE: tecnicamente competente, com quadros de qualidade, mas sem intervenção na sociedade. Manuel Sebastião começou mal.”

Pedro S. Guerreiro, Editorial do Jornal de Negócios.

Um comentário

  1. Curto esta dos pseudos, sejam eles politicos ou economistas. Todos são entendidos na matéria, mas o país continua na miséria. Não se esqueça que um povo como o meu “Luso” dividiu o mundo em dois (ver história de Portugal), onde estavam os paises agora intitulados de grandes, e já agora onde para você, grande inteligente que ajuda esta gente a destruir o seu país! de que lado está você, a desgraça também lhe vai tocar, ai quero ver a sua coragem para denunciar os atropelos ao povo e à sua evolução.

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