Factores de correcção extraordinária das rendas para 2008

Foi hoje divulgado no suplemento à serie I do Diário da República a portaria (Nº 1425-A/2007) que estabelece os factores de correcção extraordinária das rendas referidas no artigo 11.º da lei n.º 46/85, de 20 de Setembro bem como a portaria (Nº 1425-B/2007) que determina para vigorar em 2008, o preço de construção da habitação por metro quadrado, consoante as zonas do País, para efeitos de cálculo da renda condicionada (que se a memória não me falha é também utilizado para a determinação de indemnizações de sinistros relativos a imóveis seguros).

Quem tem rendas contratadas anteriores a 1990 encontrará aqui os coeficientes de actualização de que necessita. Para rendas posteriores o coeficiente é, como já aqui se disse, de 2,5% para 2008.

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Abono pré-natal já está a ser pago (31 de Outubro de 2007)

31/10/2007 por Rui Cerdeira Branco · 1 comentário
Arquivado em: Dinheiros, Segurança Social 

Segundo indicação de uma leitora que se encontra próximo do termo de uma gravidez, a Segurança Social já efectuou o pagamento do abono relativo aos meses de Setembro e Outubro, ou seja, relativo ao período de gravidez que decorreu após a entrada em vigor na nova lei.

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No dia da poupança, divorcie-se

Não há no mundo nenhum sistema de redistribuição de rendimentos justo, pelo menos inteiramente. A justiça nestas matérias deve ser um objectivo permanente e não uma exigência utópica sem a qual se possa argumentar sem mais que “então não vale a pena”. Devemos estar sempre preparados para admitir alguma percentagem de abuso. A palavra-chave aqui é precisamente saber qual essa percentagem. E aí cada sociedade terá a sua. Há quem diga até que depende se se é mais de esquerda ou de direita em termos políticos; pessoalmente parece-me um raciocínio demasiado simplista.

Vem isto a propósito da utilização da recolha de um imposto sobre o rendimento onde se faz política social para “questões cirúrgicas” como sejam a discriminação positiva de certo tipo de agregados familiares.

O legislador acreditou no passado e continua a acreditar ainda hoje, que conhecer o estado civil dos contribuintes é determinante para os tornar elegíveis, ou não, para determinados abatimentos à colecta.

Calendário Fiscal IRS 2006Sabendo o Estado e o legislador que há tipicamente um risco mais elevado de pobreza em agregados formados por pais solteiros, resolveu simplificar o seu trabalho e assumiu que estar casado com filhos significava estar menos sujeito ao risco de desfavorecimento, por oposição às famílias que enfrentam divórcios ou separações tendo filhos a cargo.

Há relativamente pouco tempo, o divórcio era coisa rara até mesmo extremamente difícil de se obter em Portugal. Até há bem pouco tempo, a constituição de uma família sem que houvesse desde logo um casamento, uma união formal, era socialmente inaceitável e apenas reservado aos audaciosos pouco católicos.

Hoje a realidade é bem diferente. Particularmente, nos grandes centros urbanos, o casamento deixou de ser uma imposição cultural e social e, em algumas situações, a maternidade sem parceiro chega mesmo a ser uma opção desejada e não uma “fatalidade” da condição humana. Contudo, o sistema fiscal continua a aceitar a qualificação do Estado Civil de quem tem uma criança a cargo como a melhor aproximação possível para identificar situações que mereçam apoio social do Estado.

Mas de que estamos a falar em concreto? Estamos a falar por exemplo dos abatimentos à colecta que um pai (ou mãe), divorciados, podem passar a fazer caso paguem pensão de alimentos ao outro pai que ficou com a custódia do filho. Aparentemente, o prémio que o Estado está a dar a quem esteja nestas situações é de tal forma elevado que está a levar alguns casais a divorciarem-se, formalmente, por razões de gestão fiscal. A poupança, dependendo dos rendimentos, pode ir, segundo o Fórum Família – que está a patrocinar uma petição para que se acabe que a discriminação por via do estado civil – dos 1200€ para rendimentos brutos anuais conjuntos dos pais (um titular com uma criança) de 18000€, até aos 5000€ para separações de casais com dois titulares que aufiram em conjunto 48000€ por ano. Eis o ficheiro recebido por mail com várias simulações; não tive oportunidade de validar: Poupança IRS – pensão alimentos.

Pessoalmente, conheço dois casos de casais que optaram por esta via estando agora na prática a entregar declarações separadas, em que um se apresenta como mãe solteira e o outro como pai que ajuda mensalmente na educação e criação do filho pagando a pensão de alimentos. Continuam casadíssimos aos olhos de Deus… E a morada fiscal de um deles não é de facto a sua residência.

Olhando para a situação, parece evidente que, a cada ano que passa, o espírito e objectivo da lei fiscal está a afastar-se das suas consequências práticas e, a menos que o Estado se decida a ir a casa de cada um, talvez colocando umas escutas, para averiguar da efectiva ausência de economia comum e matrimonial – a partir de quantas visitas nocturnas à ex-mulher estaremos perante um ilícito fiscal? -, era bom que se arrepiasse caminho e que se encontrasse uma forma mais justa e económica de apoiar efectivamente as famílias carenciadas. Talvez até tendo como consequência uma redução generalizada do imposto sobre o rendimento a pagar.

Fica a dica de poupança, para o Estado. Entretanto, o Fórum Família, ameaça veladamente com a possibilidade de os casais com filhos declararem em massa que estão separados, “a dar um tempo”.

Simulador de IRS para 2008 – primeiras alternativas

NOTA: Se procura o simulador para o IRS 2009 (relativo a rendimentos de 2008) clique aqui.

Com o ano a caminhar a passos largos para o final, começam a surgir leitores interessados em simular o seu IRS de 2008 (ano de 2007).

Para já, na internet dei com um simulador gratuito para situações de um agregado familiar oferecido pel’O Informador Fiscal. Testei brevemente o serviço e apesar de ser algo moroso na instalações e exigente em termos de recursos, parece-me minimamente interessante para justificar um teste. Fica ao critério dos leitores. A dica está dada.

Entretnao assim que surjam novidades nesta matéria elas chegarão aqui e/ou ao respectivo forum/tópico.

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Recessão nos EUA? Menos desemprego na Alemanhã

30/10/2007 por Rui Cerdeira Branco · 1 comentário
Arquivado em: Economia Internacio. 

Quando analistas do Merril Linch advogam que a recessão nos EUA é inevitável e esperam a médio prazo taxas de referência do Banco Central americano em torno dos 2%, é sempre bom ler notícias como esta fresquinha a que cheguei via Diário Económico: a taxa de desemprego na Alemanha voltou a descer em Outubro.

Qualquer dia temos à perna o sobre-aquecimento da economia. Não há descanso para as preocupações reais e fictícias.

RBA compra revistas da Hachette Filipachi

30/10/2007 por Rui Cerdeira Branco · 1 comentário
Arquivado em: Empresas 

Por falar em empresas fetiche depois da notícia de 18 de Setembro aqui amplificada (“Hachette Portugal fecha“) mais uma vez via Meios & Publicidade chego ao desfecho da história. A RBA comprou a revista Elle e a Ragazza à Hachette Filipachi, revista com que por seu turno havia entrado recentemente no mercado português, substituindo os antigos concessionários nacionais deste excelente título (sim, sou leitor assíduo ;-) ). Nem só na bolsa prosseguem a fusões e aquisições.

Dois sublinhados da notícia:

“(…) A actual estrutura editorial e comercial (chefes de publicidade) dos dois títulos será agregada pela RBA Revistas Portugal (cerca de 20 pessoas), o que aumenta o número de pessoas da RBA em Portugal para 30 elementos. De fora do negócio, como o M&P já tinha noticiado fica a Premiere, título da Hachette dedicado ao cinema, entretanto descontinuada. Já a Casa e Cozinha Dez, título anteriormente editado pela Hachette Filipachi Publicações, ao contrário do que tinha sido noticiado e adiantado pelos responsáveis da editora em Portugal, mantém-se no mercado português passando a ser editado pela Hachette Filipachi SA, com sede em Madrid, segundo adiantou ao M&P João Fernandes, chefe de publicidade da revista.

Recorde-se que Teresa Vera Magalhães foi directora comercial da Hachette Filipachi Publicações, cargo que deixou para assumir a direcção-geral da RBA, editora que chegou a Portugal em 2006.”

Martifer cria empresa de combustíveis e projecto o seu “spin off”

30/10/2007 por Rui Cerdeira Branco · 1 comentário
Arquivado em: Empresas, Mercados 

Agora que o termo e o conceito spin off está na ordem do dia à conta da desagregação definitiva entre a PT Comunicações e a PT Multimédia, surgem as primeria notícias quanto ao posicionamento no mercado da novíssima empresa do grupo Martifer dedicada ao negócio dos bio-combustiveis falando-se precisamente de uma posição independente face à empresa mãe.

Segundo a imprensa especializada, está desde já decidido efectuar um “spin off” desta nova empresa (a Prio) assim que tenha um histórico mínimo para apresentar ao mercado, perspectivando-se que tal seja possível daqui a dois anos.

Aparentemente esta decisão resulta de uma percepção de que o valor das acções da Martifer não estará a reagir conforme esperado aos negócios do grupo na área dos combustíveis pelo que esperam com a desagregaçãoda(s) empresa(s) nesse sector dar visibilidade e obter o justo preço junto do mercado.

Cá estaremos para ver e acompanhar esta grupo fetiche do Economia & Finanças.

Adenda: a Martifer divulgou entretanto um comunicado via CMVM onde se lê entre outros o seguinte:

“(…) A Martifer confirma que está em fase preliminar de análise interna a possibilidade da realização de um eventual “spin-off” da Prio tendo em conta os critérios acima referidos, não tendo, no entanto, sido discutido qualquercenário com os accionistas da Prio e que qualquer proposta sobre este assunto nunca será realizada no curto prazo.

A Prio SGPS SA é a empresa que agrega os negócios na área dos biocombustíveis do Grupo Martifer, cuja participação no capital é de 53,5%.”

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