De que falam os prémios nobel da economia?

27/10/2006 por Rui Cerdeira Branco · 3 comentários
Arquivado em: Debate, Nobel, Sociedade 

jornal no deserto

Gary Becker (prémio Nobel da Economia de 1992), que mantem em parceira com Richard Posner o sempre interessante The Becker-Posner Blog, escolheu como tema desta semana a pergunta “Is There a Case for Legalizing Polygamy?” (opinião de Becker aqui e a de Posner aqui).

Esta mania dos economistas em serem generalistas e meterem o bedelho em tudo… E alguns, como estes, ainda têm a desfaçatez de terem olho clínico e treinado para comentar a sociedade. Visita recomendada, como é óbvio. Um excerto para aguçar o apetite.

De Posner:

“Becker has posed an intriguing question: if a woman thinks she would be better off as a second or third (or nth) wife rather than as a first and only wife, or not married at all, why should government intervene and prohibit the arrangement? From an economic standpoint, a contract that makes no one worse off increases social welfare, since it must make both of the contracting parties better off; otherwise they would not both agree to the contract.

The question has achieved a certain topicality because of the movement to legalize homosexual marriage. One of the standard objections to such marriage is that if homosexual marriage is permitted, why not polygamous marriage? The basic argument for homosexual marriage is that it promotes the welfare of homosexual couples without hurting anybody else. That seems to be equally the case for polygamous marriage. (…)”

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Cahora Bassa nas Contas Nacionais

27/10/2006 por Rui Cerdeira Branco · 2 comentários
Arquivado em: Contas Nacionais 

BarragemOntem saiu mais uma notícia sobre a barragem de Cahora Bassa. Desta vez conta-se que se formalizará em definitivo que o Estado Português alienará a quase totalidade da participação que detinha ficando com apenas 15% por troca de 950 milhões de dolares a pagar pelo Estado Moçambicano. O eventual encaixe (permitam-me o cepticismo fundado em dados históricos e na saúde financeira do Estado Moçambicano) passará ao lado da contabilização do défice por se classificar como receitas de privatização, mas ajudará a abater à divída do Estado Português.

Talvez seja desta que se venha a arranjar solução ao nível da Contabilidade Nacional para esta autêntica singularidade que anda há décadas a enviesar o “balanço e a demonstração de resultados” do país. Adivinha-se um level shift (para baixo) à Conta do Resto do mundo (onde andamos a contabilizar juros a haver – não se riam) e sabe-se lá que mais.
José Medeiros Ferreira no Bichos Carpinteiros secundado por João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos também andam pela barragem.

Agarrem-me que eu vou subir as taxas de juro!

TempoOutra comédia particularmente activa hoje é a dança dos juros. Trichet avisa que se se confirmarem as previsões do BCE para 2007 teremos mais aumentos dos juros; hoje de manhã o Parlamento Europeu (PE) meteu-se ao barulho votando uma resolução onde demonstra a sua preocupação relativamente à influência da política monetária (e à subida das taxas de juro) na evolução do crescimento económico na União Europeia.

Esta é sem dúvida uma das novelas mais antigas em exibição, muito anterior à existência do BCE… De caminho, no curto prazo, os mercados reagem às declarações de Trichet e à informação económica mais recente dos Estados Unidos da América, antecipando uma subida das taxas de juro e do diferencial entre a duas área económicas. Aparentemente as recomendações do PE não convencem ninguém.

Uma perguntinha: será mesmo que a economia europeia caminha a passos largos para o limite da sua capacidade produtiva e consequentemente aproximando-se do sobreaquecimento que poderá levar a um aumento dos preços por via de procura excessiva face à oferta disponibilizada? Quando o crescimento económico regista ainda taxas de crescimento historicamente tão modestas, será mesmo? Até parece que “alguém” agora acha que se desceram as taxas de juro mais do que se devia e agora, haja ou não dados robustos que sustentem a subida, “alguém” está a corrigir o que se fez no passado. Conjecturas bem sei. Mas para já, alinho pelos avisos do PE, cautela, muita cautela e paciência. Parece-me mais previdente aumentar o risco de poder subir um pouco tarde do que demasiado cedo.

Do “perdão fiscal” à subida do IRC vai um dia ou dois

No início da semana aqui del Rei que perdoaram os bancos. A partir de hoje aqui del Rei que estão a pôr em perigo a competitividade da banca. Vai uma aposta?

As contas? As contas fazem-se no fim do “jogo”.

Economia e Finanças in English

26/10/2006 por Rui Cerdeira Branco · Deixe um comentário
Arquivado em: Dinheiros 

Quase em Inglês. Foi acrescentado no menu ali de cima uma opção disponibilizada pelo Yahoo que traduz grosseiramente o conteúdo deste site para inglês.

Se alguém conhecer um serviço gratuito que consiga melhor tradução que este, deixe boa nota na caixa de comentários que nós agradecemos.

Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação mais baixa nos contratos mais recentes

INEO INE informa:

” A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se, no mês de Setembro, em 4,358%, o que representa uma subida de 0,087 pontos percentuais (p.p.) face a Agosto. A taxa implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses subiu 0,063 p.p., fixando-se em 4,064%. O valor médio por contrato do capital em dívida apresentou uma subida mensal de 244 euros e a prestação vencida situou-se em 298 euros. (…)”

Recomendo-vos muito vivamente – se têm interesse nestas matérias – que observem com atenção os gráficos que o INE publica no destaque. Reparem, por exemplo, no diferencial entre a taxa de juro implícita em vigor no conjunto dos contratos e as implícitas nos contratos realizados há 1 ano, 6 meses ou 3 meses. Historicamente, o diferencial tem sido significativo, provavelmente fruto de (entre outros):

  • um número significativo de contratos de crédito antigos (anteriores ao período de taxas de juro historicamente baixas) que não têm sido renegociados pelos clientes e de

  • uma maior popularidade em ano recentes de indexantes relativos a prazos mais curtos (Euribor a 3 e a 6 meses) que têm, num cenário de subida de taxas de juro, um valor inferior ao de indexantes mais populares há alguns anos.

Isto sabido merece a pena perguntar: quantas pessoas haverá que pagam ainda spreads de 1, 2 ou mais pontos percentuais?
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Banco de Portugal descobre clientes bancários

Notas de EuroO título é provocador mas julgo que justo, se pecar por injusto dever-se-á mais ao que assume acontecerá no futuro. Mas já lá vamos.

O dia começa repleto de boas notícias e de boas promessas.

No campo das boas notícias temos as suspresas inesperadas da recuperação da confiança dos empresários Alemães e Franceses face à evolução económica no futuro próximo. Maravilhas da queda sustentada do preço do petróleo abaixo dos $60 há algumas semanas? Esperemos que não seja “só

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