Segundo os dados preliminares do INE na sua estimativa rápida referente ao PIB português no segundo trimestre de 2026, o consumo privado e comércio internacional ajudam PIB a crescer 2,5% em termos homólogos. Já o investimento, que geralmente determina a ambição quanto ao crescimento do PIB no futuro, abrandou neste período.
PIB português no segundo trimestre de 2026 acelera
Recorde-se que, no primeiro trimestre de 2026, o crescimento tinha sido ligeiramente inferior, de 2,4%. O segundo trimestre trouxe também mais produto interno bruto – mais 0,8% – do que o primeiro, ou seja, o crescimento é homólogo (face ao mesmo trimestre do ano anterior), mas também em cadeia (face ao trimestre imediatamente anterior).
Em termos homólogos, o INE sublinha:
O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu, em resultado do abrandamento do investimento, enquanto o consumo privado acelerou. A procura externa líquida registou um contributo menos negativo, verificando-se uma aceleração mais pronunciada nas exportações de bens e serviços que nas importações de bens e serviços.
Para a análise em cadeia, a explicação não é muito diferente;
O contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB passou a positivo, com as importações de bens e serviços a registarem um abrandamento mais significativo que as exportações de bens e serviços. O contributo da procura interna manteve-se positivo, mas inferior ao observado no 1º trimestre, verificando-se uma diminuição do investimento e um crescimento mais intenso do consumo privado.
É preciso recuar ao último trimestre de 2024 (+2,6%) para identificar um crescimento do PIB mais elevado, em termos homólogos.

Já quanto à variação em cadeia (0,8%) basta recuar ao último trimestre de 2025 para identificar um valor mais positivo (0,9%).
O INE irá atualizar esta estimativa, incorporando mais dados, a 31 de agosto de 2026.