Obrigações TAP 2019-2023

TAP Portugal

A Transportes Aéreos Portugueses – TAP avançou com a emissão das Obrigações TAP 2019-2023 que visam captar  €200.000.000 junto dos pequenos investidores. Recorde-se que, já em 2019, a TAP obteve um empréstimo obrigacionista de €137 milhões colocado junto de investidores institucionais.

ADENDA: a 14 de junho a TAP aumentou a emissão de € 50 milhões para €200 milhões.

Estas obrigações encontrar-se-ão em subscrição no retalho (junto de vários bancos) e podem ser subscritas pelos particulares que lancem ordens de subscrição de pelo menos uma obrigação. Cada uma das 200.000 obrigações em oferta terá um valor nominal de €1.000.

A TAP, se registar forte procura nos primeiros dias de subscrição, poderá reforçar a emissão, estando também definidas as regras de rateio caso, ainda assim, a procura supere a oferta.

 

Quando subscrever as Obrigações TAP 2019-2023?

As Obrigações TAP 2019-2023 que terão, como o nome indica, um prazo de quatro anos, poderão ser subscritas entre as 8h30m do dia 3 de junho de 2019 e as 12h00m ou 15h00m do dia 18 de junho de 2019, dependendo de se se tratarem, de investidores do Segmento Profissionais e Contrapartes Elegíveis ou Segmento Geral, respetivamente.

Os detalhes mais técnicos podem e devem ser consultado no prospeto da emissão e/ou ser esclarecidos junto do intermediário financeiro que servirá de interlocutor para cada investidor interessado em subscrever. Deixamos aqui, ainda assim, mais este: o empréstimo em causa terá o código ISIN PTTAPBOM0007 e o código CFI DBFUFR.

As obrigações deverão ser admitidas à negociação na Euronext, em princípio, a 24 de junho de 2019.

A informação pública sobre a colocação dos empréstimo, em termos de intermediários é a seguinte:

Atuam como bancos colocadores o ActivoBank, o Banco Best, o Banco L.J. Carregosa, o Banco Montepio, o Bankinter, o CaixaBI, a CCCAM, a CGD, o Haitong Bank, o Millennium bcp e o Novo Banco.

 

Quanto subscrever e qual o retorno a esperar?

O retorno dependerá de vários fatores, sendo um deles a taxa de juro do empréstimo obrigacionista. E essa taxa está fixada nos 4,375% (taxa anual nominal bruta – TANB) ou seja, 3,15% depois de descontado o IRS à taxa liberatória de 28%.

No entanto, o retorno dependerá também dos custos inerentes à subscrição e resgate dos títulos, do montante investido e, também, do momento em que se decidir efetuar o resgate. Note-se que se o resgate se processar antes do fim do empréstimo, este terá que ser feito em mercado e ao preço em vigor na data em que se procura resgatar o empréstimo, caso exista liquidez, ou seja, investidores interessados em adquirir.

Para se ter uma ideia do retorno se se mantiver o empréstimo até à data de pagamento final, o investidor terá ao seu dispor, a partir de 3 de junho, um simulador mantido pela CMVM e obrigatoriamente alimentado por todos os bancos e intermediários financeiros que estejam a colocar este empréstimos obrigacionista. Poderá consultar e utilizar o simulador de empréstimos obrigacionistas da CMVM aqui.

Como vem sendo habitual em empréstimos desta natureza, para se atingir uma taxa de juro efetiva próxima da patente na TANB (ou TANL se considerarmos a taxa liberatória de IRS de 28%) será necessário os investidores conseguirem concretizar um investimento de alguns milhares de euros.

O montante mínimo a partir do qual se maximizará o retorno dependerá dos vários encargos associados à concretização de investimento, encargos esse que tipicamente varia consoante o canal e o intermediário financeiro que se escolher para realizar o negócio. No fundo, só quando os intermediários indicarem os seus preçários e estes sejam incluídos no simulador, será possível apurar esse mínimo de investimento que aproximará o retorno da taxa de juro praticada pela TAP.

 

Que riscos corro?

Além dos riscos genéricos associados a este tipo de operações, o prospeto do empréstimo assinala vários outros referentes ao negócio concreto da TAP e à própria empresa. Terminamos esta peça com a lista de alguns deles que poderá detalhar, como dissemos lendo o prospeto. Sublinha-se ainda que esse exercício pode ser um boa forma de ficar a conhecer um pouco melhor o sector de atividade da empresa que está a colocar o empréstimo.

  • Risco relacionado com a flutuação do preço e disponibilidade dos combustíveis
  • Risco resultante da desaceleração económica
  • Risco de sazonalidade das receitas e das vendas
  • Risco resultante da existência de custos fixos elevados
  • Risco da diminuição ou alteração da procura
  • Risco da concorrência de outras companhias aéreas
  • Risco resultante da dependência da tecnologia
  • Risco nos acordos de partilha de código com companhias aéreas
  • Risco resultante da ocorrência de eventos externos
  • Risco resultante dos constrangimentos no Hub de Lisboa
  • Risco de perda de slots (faixas horárias)
  • Risco relativo à manutenção de aeronaves
  • Riscos relacionados com os fabricantes de aeronaves utilizadas pela TAP
  • Risco de problemas com fornecedores
  • Risco de implementação do programa de renovação da frota
  • Risco de execução do programa de fidelidade Miles&Go
  • Risco regulatório
  • Risco ambiental
  • Risco de taxa de juro
  • Risco cambial
  • Risco de liquidez
  • Risco relacionado com a IFRS 16
  • Risco fiscal
  • Risco de litígios
  • Risco de insuficiência dos Planos de Pensões/Saúde
  • Risco resultante da instabilidade laboral
  • Risco relacionado com o recrutamento de pessoal qualificado
  • Risco relacionado com o controlo interno
  • Risco de corrupção e branqueamento de capitais
  • Riscos relacionados com o cumprimento de obrigações legais relativas a dados pessoais
  • Risco relacionado com a situação financeira do Acionista Único

Este artigo faz parte da rubrica Investidor Informado.

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