Qual vai ser o salário mínimo nacional líquido de impostos em 2019?

Salário Mínimo Nacional 2014 a 2019

O valor oficial do salário mínimo nacional para 2019 foi confirmado pelo Decreto-Lei 117/2018 publicado em Diário da República no dia 27 de dezembro de 2018. Apesar das negociações que decorreram nos últimos meses de 2018 não houve consenso para que o salário mínimo nacional (SMN) também conhecido por Retribuição Mínima Mensal Garantida (RMMG) superasse o valor de referência que 2019 que havia já sido alinhavado há vários anos.

 

Salário mínimo nacional líquido de impostos em 2019

O valor fixado foi de €600 mensais o que se traduzirá num salário líquido mensal de €534 após contabilizada a taxa social única (TSU) de 11%.

Recorde-se os salários até aos €653,64 mensais estão isentos de pagamento de IRS.

Para as entidades patronais, aos €600 mensais entregues ao trabalhadores, haverá ainda mais 23,75% que terão de entregar à Segurança Social relativos à sua parte da TSU. Em suma, o encargo mensal salarial com um trabalhador que recebe o salário mínimo (sem considerar eventuais adicionais existentes em cada empresa) será de €742,5.

Para o trabalhador, o aumento do salário mínimo nacional será assim de €20 por mês antes de descontados taxas e impostos, ou seja, um aumento de 3,45%, o mais modesto desde 2015.

Recorde-se que se antecipa uma taxa de inflação para 2019 que deverá oscilar entre os 1,4% e os 1,6% pelo que o aumento real de poder de compra será de cerca de 2%.

Este aumento para 2019 foi o último passo de um exercício de concertação alinhavado há vários anos e confirmado em finais de 2015 e que teve como consequência uma subida do salário mínimo nacional dos €505 em 2015 para os €600 em 2019.

Até ao momento não há qualquer acordo ou pré-acordo conhecido quanto à evolução futura do salário mínimo nacional nos próximos anos.

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4 Comments

  • manuel paralvas vilas boasResponder

    gosto destes artigos

  • manuel paralvas vilas boasResponder

    gosto destes artigos debruçar-me sobre eles

    • Rui Cerdeira BrancoResponder

      Gratos pela preferência, Manuel.

  • BocajeResponder

    E comparar estes valores com os da Função Publica cujos colaboradores, teoricamente, são “empregados” do Povo que PAGA

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