Governo falha com estrondo previsão para a taxa de desemprego… e isso é excelente

Há cerca de um ano escrevia-se no relatório do Orçamento do Estado para 2017 que o governo previa que, no final de 2017, a taxa de desemprego continuasse a melhorar e que se fixa-se nos 10,3%. A 8 de novembro de 2017, já com os dados fechados para o 3º trimestre de 2017, o INE revela que a taxa de desemprego oficial desceu para os 8,5%, ou seja, temos a taxa de desemprego em queda acentuada.

É caso para dizer que o Governo se prepara para falhar com estrondo previsão para a taxa de desemprego mas neste caso isso são muito boas notícias. E curiosamente, há potencial para essa falha se prolongar. Consultando o Relatório do Orçamento do Estado para 2018, o governo apresenta uma previsão para a taxa de desemprego de 9,2% em 2017 e de 8,6% em 2018, ambos valores acima do já registado no 3º trimestre de 2017.

De facto, os indicadores sobre o mercado de trabalho continua a revelar uma evolução muito positiva a vários níveis. Além da taxa de desemprego em queda acentuada desde o 4º trimestre de 2013, destaca-se o emprego que, como se noticiava no Jornal de Negócios, está agora em níveis pré-troika – a ler “Emprego regressa aos níveis pré-troika, mas mais qualificado e virado para os serviços“.

Só no último ano (entre o 3º trimestre de 2016 e o 3º trimestre de 2017), foram criados novos 141,5 mil empregos líquidos, havendo, no total, 4.803,0 mil empregados. A população ativa está também a crescer com o regresso de pessoas ao mercado de trabalho (cresceu 0,7% num ano), o desemprego entre os jovens (sub-25) desceu de 26,1% no 3º trimestre de 2016 para 24,2% um ano depois e a proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (o emprego de longa duração) também caiu de 63,1 para 57,3%, no mesmo período.

O setor dos serviços merece grande destaque na criação de postos de trabalho, com a indústria a também dar um contributo positivo. No serviços, as atividades relacionadas com o alojamento e restauração e o turismo em geral são das mais dinâmicas.

Pode consultar muito mais detalhes nas Estatísticas Trimestrais do Emprego do INE.

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