Proveitos no turismo continuam a subir a dois dígitos

Apesar de um efeito de calendário importante, os proveitos no turismo continuam a subir a dois dígitos acumulando um crescimento de 17,1% entre janeiro e abril de 2016.

 

A importância da Páscoa:

A Páscoa em 2015 foi em abril. Em 2016 foi em março. Sabendo-se da importância que a Páscoa tem na atividade turística torna-se evidente que março de 2016 terá tido um efeito de incremento reforçado da atividade turística face a março de 2015 (ver “Crescimento do Turismo Acelera outra vez“), enquanto que em abril terá sucedido o oposto. Juntando os dois efeitos que exacerbaram março de 2016 e deprimiram abril de 2016 (sempre em comparação com o respetivo mês de 2015) é fácil de compreender a montanha russa de acelerações e desacelerações na atividade turística que o INE identifica. Em abril, depois de um crescimento espetacular em março, temos uma desaceleração da atividade. Ainda assim, existiu um crescimento muito robusto, destacando-se em especial o facto de que os proveitos no turismo continuam a subir a dois dígitos.

 

Qual é a tendência subjacente?

A Páscoa saltita no calendário e complica a perceção sobre qual está a ser a tendência fundamental da atividade turística em 2016 face a 2015. Contudo é relativamente fácil resolver essa questão, especial com os dados de abril que  nos permitem olhar para os primeiro quatro meses do ano já com o ciclo da Páscoa em 2015 e 2016 completo e, portanto, comparável. E é desta análise que resulta um cenário que faz adivinhar mais um ano recorde no turismo nacional.

Proveitos no turismo continuam a subir:

Os proveitos totais na atividade turística aumentaram 17,1% nos primeiros quatro meses de 2016 face a igual período do ano anterior, tendo o RevPAR (Rendimento médio por quarto disponível) subido 15%. E isto sucede ao mesmo tempo que os hospedes aumentaram 12,6% e as dormidas 12,8%. Na tabela em baixo apresentam-se os dados relativos apenas ao mês de abril.

 

Proveitos no turismo continuam a subir a dois dígitos
Proveitos no turismo continuam a subir a dois dígitos. Gráfico do INE

Os empresários do setor estão a conseguir, progressivamente, aumentar as suas margens comercias, aumentando os preços sem perder fulgor na procura que recebem. Melhor cenário seria difícil de imaginar. Junta-se a isto o facto de o fenómeno ser transversal com ligeiras oscilações aos vários tipos de oferta disponível e às várias regiões do país.

 

Mais turistas com mais dinheiro:

Sublinha-se ainda que o peso de alguns dos mercados emissores mais promissores e tradicionalmente melhores clientes dos serviços de valor acrescentado está a aumentar. Com especial destaque para o Norte Americano. Note-se que isto sucedeu ainda do início de novas linhas aéreas com os Estados Unidos que entretanto começaram a operar em meados de junho de 2016 (estando ainda agendadas novas ligações diretas com a China).

Sem surpresas negativas inesperadas, há condições para o segundo e terceiro quadrimestre de 2016 conseguirem manter o fulgor deste setor que já representava, no quarto trimestre de 2015, 13,3% do PIB português, valor que entretanto já terá aumentado mais algumas décimas.

 

Taxa de ocupação em subida continuada:

Um outro indicador relavante prende-se com a taxa de ocupação que considera toda a capacidade instalada. Sabendo-se que têm surgido novos hotéis e nova oferta em geral, como compara este crescimento do turismo com a capacidade instalado? Os números revelam que a procura continua a crescer o suficiente para que a taxa de ocupação continue a aumentar desde janeiro de 2016 tendo atingido o valor máximo em abril: 44,9%.

 

Mais informação:

Pode consultar a análise completa do INE aqui e pode procurar informação mais recente sobre este tema no Economia e Finanças aqui => Atividade Turística.

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