Previsões Económicas 2016 – Orçamento do Estado

As Previsões Económicas 2016 do governo, à data de 5 de fevereiro de 2016, apontam para que a taxa de inflação em 2016 encerre o ano nos 1,2%. Prevê ainda que a economia acelere o seu ritmo de crescimento dos atuais 1,5% (2015) para 1,8% esperando que essa aceleração seja potenciada pela recuperação do consumo público, do investimento e uma melhoria da procura externa líquida. Em termos de contributo, o crescimento de 1,8% será contudo fundamentalmente suportado pela procura interna que deverá manter-se num nível idêntico ao registado em 2015, ou seja, contribuindo com 2,2 pontos percentuais para o crescimento do PIB (a procura externa líquida melhora de -0,7 para -0,4).

O défice público deverá diminuir significativamente passando dos 3,1% em 2015 (4,3% com o BANIF) para os 2,2%. Por outro lado, o saldo primário do Estado (receitas menos despesas antes de pagamento de juros) deverá subir de forma muito expressiva dos 0,4% em 2015 para os 2,3% em 2016. O saldo estrutural, depois de ter aumentado em 2015 para os 2,0% deverá diminuir três décimas.

Quando ao emprego, as previsões económicas 2016 sugerem que continue a aumentar, ainda que a um ritmo menos acelerado, o mesmo acontecendo com o desemprego que deverá diminuir de 12,3% para 11,3%.

A posição líquida de financiamento face ao exterior deverá melhorar dos atuais +2,0% do PIB para os 2,2%. Finalmente, o saldo da balança corrente deverá melhorar passando de 0,6% para 0,9%.

Previsões Económicas 2016 numa tabela:

Este análise resulta do quadro I.1.1. e quadro I.1.3 do Relatório do Orçamento do Estado 2016 (proposta) onde se lê:
Previsões Económicas 2016 - Orçamento do Estado

“(…) Para 2016, prevê-se um crescimento do PIB de 1,8%, reflexo da manutenção de um contributo positivo da procura interna, conjugado com um contributo menos negativo da procura externa líquida.

A dinâmica da procura interna vem materializar a normalização da atividade económica. Por um lado, a evolução do consumo privado acompanha as remunerações e rendimento disponível.

Não se perspetivam impactos relevantes na taxa de poupança, nem na redução do endividamento, dado o direcionamento das medidas à fração da população com menores rendimentos. A FBCF deverá manter-se como a componente mais dinâmica da procura interna. O aumento do investimento empresarial, na componente de máquinas e equipamentos, traduz a necessidade de aumentar a capacidade produtiva, a sua atualiza- ção, facto que é consonante com o crescimento esperado no emprego, com o aumento da procura global e com a progressiva normalização das condições de financiamento.

No respeitante à procura externa, antecipa-se uma desaceleração das exportações, em linha com a procura externa relevante4 , bem como uma moderação das importações em volume, explicado por um menor diferencial entre o deflator das exportações e das importações. Assim, é de esperar que o ajustamento das contas externas persista: o saldo conjunto da balança corrente e de capital deverá fixar-se em 2,2% do PIB, aumentando a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa, ao mesmo tempo que a balança corrente deverá atingir um excedente equivalente a 0,9% do PIB, reforçando o resultado de 2015. (…)”

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