Exportações aceleram, importações colapsam – Comércio Internacional Portugal

Os dados mais recentes do Comércio Internacional Português divulgado pelo INE relativos ao trimestre terminado em Novembro sinalizam a manutenção de um comportamento muito favorável, dado que as exportações continuam a aumentar a um ritmo elevado face a igual período de 2010 (+15,1%) enquanto as importações reforçam o sentido de redução (-3,6%). Estes números são ainda mais expressivos se considerarmos que o último mês da dados disponíveis (Novembro) sinaliza uma queda ainda mais intensa nas importações (-7.3% que em Novembro de 2010) enquanto dá conta de um incremento das exportações acimda da média do trimestre (+15,4%).

Como consequência a Balança Comercial continua a reduzir o seu desequilíbrio estrutural, comparando a atual taxa de cobertura das importações pelas exportações, 78,6%, com os 65,8% apurados há um ano. Sublinhe-se que a taxa de cobertura é agora muito semelhante quer se considerem apenas os parceiros intracomunitários, quer apenas os extracomunitários. Quanto a estes últimos o principal destaque vai para o muito significativo reforço do superavit comercial quando se excluem as trocas relativas a lubrificantes e combustíveis. Há um ano a taxa de cobertura era de 106,9% agora é de 141,7%, com as exportações a crescerem 23,7% e as importações a caírem 6,6%. Quando se incluem os combustíveis e lubrificantes, o crescimento das exportações foir de 28% e as importações invertem de sinal, dado que aumentaram 11,9%.

Uma última nota para sublinhar que o conjunto das trocas comercias com os países da zona euro é, de longe, muito mais penalizar do que as praticadas com os restantes países da União Europeia. A taxa de cobertura com os primeiros é de 74,1% enquanto que com os 27 é de 78,9% (o que indicia que com os 10 países fora do Euro é consideravelmente superior e bastantes mais próxima do equilíbrio). No trimestre em questão as exportações para a zona euro representaram 62,1% do total (65,9% para as importações) enquanto que a globalidade da União Europeia representou 73,0% das exportações e 72,8% das importações. Níveis significativamente mais reduzidos, em ambos os casos, do que há alguns anos atrás.

 

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