Ex-Scuts: governo vai fazer marcha atrás? (act.II)

Quem percorrer as Scuts que ainda se encontram a operar numa lógica Sem Custos para o UTilizador, saberá que os pórticos para cobrança de portagens  já estão há largas semanas instalados. Sabe-se também que ainda decorrem negociações entre as concessionárias e o Estado e, acima de tudo, conhece-se o primeiro balanço de tráfego e receitas nas auto-estradas em que as portagens já foram instaladas.

Segundo se pode ler nesta peça do Público, “Governo remete resposta sobre portagens nas ex-SCUT para estudo do executivo “, as receitas obtidas com as atuais Ex-Scuts portajadas correspondem a 1/3 do esperado, pondo em causa a razoabilidade da nova modalidade dado que as infraestruturas, por um lado ficam claramente sub-utilizadas (diminuindo o seu potencial impacto positivo na atividade económica das respetivas regiões) e, por outro, não geram receitas significativas que permitam ajudar a financiar as compromissos assumidos pelos Estado junto das concessionárias. No estado atual as ex-scuts portajadas parecem representar uma situação de perda global para o Estado e para os utentes, eventualmente manter-se-á indiferente para as concessionárias.

Reduzir o valor das portagens? Discriminar positivamente algum tipo de utilizadores? Estas e outras hipóteses poderão estar a ser consideradas. Entretanto o modelo atual mantêm-se até haver resultados do estudo encomendado não sendo certo, contudo, quando será introduzida a cobrança de portagens nas Scuts remanescentes.

Este será um tema que continuaremos a acompanhar.

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