Crise da dívida soberana: we will always have China? (act.)

“A few more successes and the European periphery will be destroyed.” Paul Krugman

Crise da dívida soberna: caminho estreito ou inexistente? Enquanto não temos resposta para a pergunta (quem viver verá) vão surgindo outros detalhes da estratégia possível que vem sendo seguida: “Foi a China que comprou 1,1 mil milhões de dívida a Portugal“.

Quem mais poderá comprar por trás do balcão fracções da dívida pública que temos que refinanciar este ano? Recuando algumas semanas haverá pelo menos outro potencial interessado: o Brasil. E quanto à China ficaremos por aqui? E que tipo de reacções poderão estes “namoros” gerar?

Uma coisa é certa, não havendo razões para deitar foguetes, não deixa de ser interessante a sequência de notícias que têm surgido sobre Portugal com o tom adequado nos media internacionais, nas últimas horas. Primeiro os dados preliminares sobre o défice, depois a não confirmação do colapso com a colocação da dívida pública a um nível um pouco melhor do que o esperado (e a amplificação subsequente que gerou ao nível da difusão da informação sobre o bom comportamento do défice em 2010), agora a confirmação de que uma parte da dívida foi colocada através de negociação directa junto da China, deixando-se em aberto a possibilidade de surgirem outros negócios do género.
Para já, ganha-se tempo. No início de Fevereiro teremos os dados finais do PIB de 2010 que, ao que tudo indica, deverão contribuir com mais boas notícias e mais alguma folga no apuramento do défice. Pela mesma altura deveremos ter também o valor final do défice de 2010 depois, provavelmente, novo leilão. Quanto à execução orçamental de 2011 e ao andamento económico só mesmo daqui a pelo menos dois/três meses poderemos começar a ter algo de minimamente robusto para analisar. Termos “comprado tempo” suficiente para chegar lá sem termos de mudar de estratégia?
Por falar de estratégia, entretanto, na Europa, nada de novo?

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