Não ter filhos condiciona crescimento económico?

Comparar economia distintas, nomedamente quando temos perfis demográficos radicalmente diferentes, num caso envelhecimento acelerado, noutros ainda um forte crescimento populacional, é o mesmo que comparar alhos com bugalhos. Olhar para as tendências demográficas é assim determinante para prever a evolução futura mas deverá sê-lo essencialmente para a projectar no sentido de agir, adaptar.

Temos muitos desafios pela frente à conta do envelhecimento (em particular por este ameaçar ser acelerado). A Europa e o Japão estão a ser os primeiros a enfrentá-los, mas outros se lhe juntarão paulatinamente à medida que o momentum demográfico se reduzir e as taxas de natalidade recuarem (na China e na América Latina, por exemplo). Via Direito & Economia chegámos a uma peça recente sobre este assunto no The Wall Street Journal (em inglês) que recomendamos: “The Demographics Driving Nations’ Wealth“. Um excerto:

“Demography is not destiny. In 1300, China was bigger than Europe and had the world’s most sophisticated technology. But China blew it. By 1850, its population was 65% larger than Europe’s, but—thanks to the Industrial Revolution—Europeans were far richer.

Yet demography does matter. “We never pay enough attention to demography because it’s so long term,” says Dominique Strauss-Kahn, head of the International Monetary Fund. So turn for a moment from angst about the disappointing pace of the economic recovery and daunting government budget deficits, and look over the horizon. (…)”

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