Angela Merkel: o verdadeiro elefante na loja de porcelana

Ou como diria Durão Barroso: “”Não é desejável falar sobre os países que podem estar em risco” ou ainda como diria a Morgan Stanley “Merkel tornou a crise de dívida “muito pior”

Ninguém faz afirmações destas “Merkel: Perspectiva de ocorrerem mais resgates na Zona Euro é “séria” sem apresentar de seguida uma solução razoável para o futuro, talvez ouvindo vozes avisadas como as aqui citadas “A Alemanha terá de fazer transferência de excedentes comerciais para investimento nos países periféricos, diz Keith Wade” quanto ao que a Alemanha devia estar a fazer com o seu excedente. Ninguém prepara a implosão da União Europeia apenas para conseguir uma desvalorização conjuntural da sua moeda. Ninguém com os neurónios emancipados, pelo menos.

Custa entender a agenda da Chanceler Alemã, se é paternalismo ou correctivo para maus alunos, naturalmente, está a ignorar que se vai queimar com o fogo que atiça. O discurso do “eu sou diferente do meu vizinho do lado” é tão mau, neste momento, quanto representar o papel do puto que se julga o crânio da turma mas que é conhecido também por ser um queixinhas profissional, completamente tanso quando chega a altura de saber o que fazer com o dinheiro que ganha com a bolsa de estudos que conquistou (remember sub-prime?).

Por este andar iremos todos ao fundo. Saber quem chega mais depressa ao fundo há-de passar a ser irrelevante quando todos estivermos debaixo de água. A liderança Alemã candidata-se com inteira justiça ao prémio do Cúmulo da Estupidez política e económica.

P.S.: Permitam-me uma declaração premonitória ao jeito de Angela Merkel: a probabilidade de termos falências ou grandes reestruturações de dívida soberana envolvendo algumas das grande potências económicas europeias é neste momento muito séria. Aliás, os lideres políticos de algumas dessas potências estão a tratar de transformar a probabilidade elevada numa certeza.

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1 Comentário

  • Nuno LoureiroResponder

    Mapari, não posso concordar mais..
    Eu não ponho em causa a razão que ela tem em querer fazer o que quer fazer, mas parece óbvio que esta não é a altura apropriada e que ela não está a falar com os amigos, mas sim para os mercados…

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